segunda-feira, 24 de abril de 2017

ARCEBISPOS CONVOCAM CATÓLICOS PARA GREVE GERAL

Líderes católicos de diferentes estados estão convocando a população para a greve geral organizada pelas centrais sindicais e movimentos sociais para o próximo dia 28 em todo o País
Arcebispos em diversos estados têm convocado os brasileiros para a greve geral na próxima sexta-feira, 28. O movimento é organizado por centrais sindicais e movimentos sociais em todo o País em protesto contra as reformas impostas pelo governo Temer, que retiram direitos dos trabalhadores, especialmente os mais pobres.
Uma publicação do Comitê das Igrejas de Belo Horizonte convoca a população para a paralisação. "A Igreja se posiciona firme e profeticamente contra as reformas que vão contra o nosso povo", diz o título da mensagem.
O texto destaca ainda que as reformas da Previdência e Trabalhista, além da Lei da Terceirização, já aprovada, "desmontam direito sociais conquistados com muita luta pelo povo brasileiro", mas que "infelizmente, a maioria dos nossos governantes não escuta e não enxerga a realidade do nosso povo, e sem qualquer diálogo com a sociedade impõe um conjunto de mudanças que afetarão a todos, especialmente os mais pobres".
"É preciso reagir", convocam ainda. Os arcebispos da Paraíba e de Maringá (PR) também aderiram à greve. O folheto de BH traz uma imagem do papa Francisco, com a mensagem: "Nenhuma família sem casa, nenhum camponês sem terra, nenhum trabalhador sem direitos".
Nessa semana, O PAPA NEGOU, por meio de carta a Temer, um convite do governo brasileiro para visitar o País, e cobrou o presidente para evitar medidas que agravem a situação da população carente. "Sei bem que a crise que o país enfrenta não é de simples solução, uma vez que tem raízes sócio-político-econômicas, e não corresponde à Igreja nem ao Papa dar uma receita concreta para resolver algo tão complexo", disse.
Francisco acrescentou que não pode, porém, "deixar de pensar em tantas pessoas, sobretudo nos mais pobres". O papa também lembrou a Temer que não se pode "confiar nas forças cegas e na mão invisível do mercado".
Na Paraíba, o arcebispo dom Manoel Delson Pedreira da Cruz, que foi anunciado pelo Vaticano no início do mês passado como novo arcebispo do Estado, gravou uma mensagem (ouça do link http://content.jwplatform.com/previews/3Su8ZgOq-WLGkjbVJ) convocando a população para participar das manifestações contra a reforma da Previdência. "Sabemos que esta reforma implica em tirar direitos adquiridos dos trabalhadores e assegurados na Constituição de 1988", diz dom Manoel. "Convocamos todos os trabalhadores a participarem desta grande manifestação, dizendo a palavra que o povo não aceita a reforma da Previdência nos termos que estão anunciando", afirmou o arcebispo.

Fonte: Portal Brasil 247

COORDENAÇÃO DO CEN REPUDIA DECLARAÇÃO DE MINISTRA DO TEMER


Coordenadora é enfática ao afirmar que “não entendemos que um homem branco, machista, patriarcal, misógino, sexista, golpista, usurpador de direitos, possa nos representar”
Em Nota divulgada na semana passada, a Coordenação Nacional de Gênero do Coletivo de Entidades Negras (CEN) foi veemente em repudiar por completo a infeliz declaração da atual ministra de Direitos Humanos do governo Temer, Luizlinda Valois (foto acima), a qual, de acordo com a Nota, demonstra total desconhecimento do pensamento da maioria das mulheres negras brasileiras, além de eleger, em seu discurso, o atual presidente da República, Michel Temer, como padrinho das Mulheres Negras Brasileiras.
Leia, abaixo, na íntegra, a Nota de Repúdio à declaração da ministra Luizlinda Valois, assinada por Iraildes Andrade, coordenadora Nacional de Gênero do CEN:
“A Coordenação Nacional de Gênero do CEN – Coletivo de Entidades Negras, repudia veementemente a declaração da atual Ministra de Direitos Humanos a Senhora Luizlinda Valois, a qual demonstrando total desconhecimento do pensamento da maioria das mulheres negras brasileiras, elege em seu discurso, o padrinho das Mulheres Negras Brasileiras, o Sr. Michel Temer.
Ministra, fale pela Senhora, não fale por mim, não fale pelas minhas primas, irmãs, amigas e companheiras de militância.
O presidente Golpista Michel Temer NÃO É MEU PADRINHO, ele até pode ser o padrinho da Senhora, ministra... porém não é nosso.
Nós mulheres negras não entendemos que um homem branco, machista, patriarcal, misógino, sexista, golpista, usurpador de direitos possa nos representar, muito menos V. Exma. que em uma tentativa insana, tenta rasgar a história das mulheres negras deste país.
Fale pela Senhora. Tenha ele como o SEU PADRINHO, não use a luta das mulheres negras em benefício próprio, para se legitimar perante um governo que não nos respeita e nem de longe reconhece a nossa luta ancestral.
Nossos passos vêm de longe Ministra.
A discriminação sofrida por nós, mulheres negras, ao longo desses anos, a discriminação e o racismo que nos retira direitos básicos que vão desde o direito de viver e de ter vivos nossas/os filhas/os, às péssimas condições de saúde e educação que nosso povo enfrenta até os dias atuais, não te dá o direito de eleger TEMER como nosso padrinho.
A falta de vagas no mercado de trabalho, os direitos que nos tem sido negado, o desrespeito as nossas especificidades, só reforçam que este homem branco e até a sua companheira (mesmo sendo ela uma mulher) não me representam.
No dia que uma mulher branca e um homem branco abram mão dos privilégios, pensando na nossa raça, talvez eu possa vislumbrar uma possibilidade de representação e permissão de que falem por mim, coisa que acho difícil para não dizer IMPOSSÍVEL.
Com certeza a Senhora sabe o que é ser mulher negra num país como o Brasil e na Diáspora Africana. Não é possível que tenha esquecido, assim como a senhora também sabe que não deveria eleger esse Sr. Como padrinho de uma mulher negra.
Por favor, Senhora...
Nos respeite, respeite nossa luta, respeite nossa ancestralidade.
Iraildes Andrade
Mulher Negra, Mãe, Avó
Coordenadora Nacional de Gênero do CEN
Ekede da Casa Oxumarê
Facilitadora da Secretaria de Políticas para Mulheres do Estado da Bahia

Bacharela em Estudos de Gênero e Diversidade”

quinta-feira, 13 de abril de 2017

CEREAIS TEM USO OBRIGATÓRIO NO ‘COMIDA DI BUTECO’ 2017

Evento vai até o dia 07 de maio e, pelo segundo ano seguido, o preço do tira-gosto não pode ultrapassar aos R$ 25,90
Poços de Caldas, município do Sul de Minas Gerais, abre suas fronteiras para receber, pela 10ª vez, o tradicional concurso “Comida di Buteco”. O maior evento gastronômico “butequeiro” do Brasil, que este chega à 18ª edição, começa amanhã, 14.
Simultaneamente, o evento acontece em 20 cidades de todas as regiões do país, envolvendo 500 botecos que, juntos, atraem mais de quatro milhões de botequeiros para consumir mais de 390 mil petiscos.
Em Poços de Caldas serão 18 botecos concorrendo ao título de campeão do “Comida di Buteco 2017”. Para conhecer quais são os botecos participantes, os pratos oferecidos e a localização de cada um, basta acessar o link http://www.comidadibuteco.com.br/pocos-de-caldas/.
Os concorrentes na edição 2017 foram apresentados pela coordenadora Regional do “Comida di Buteco”, Mariana Silveira, aos representantes da imprensa durante coletiva festiva na noite de ontem, 12, e oito deles selecionados para apresentar suas criações que concorrem à 1ª colocação.

A coletiva foi realizada no Rei do Espeto, boteco que estreia no concurso e foi o primeiro a apresentar o tira-gosto participante. Este e outros sete tira-gostos foram servidos aos presentes. Veja foto e detalhes de cada um destes oito concorrentes ao final desta matéria.
Os participantes são escolhidos pela organização do “Comida di Buteco” entre aqueles botecos considerados “espontâneos”, ou seja, aquele boteco que, obrigatoriamente, o proprietário é quem, com a ajuda da família ou não, está à frente do negócio, atrás do balcão; a sua história e seu dia a dia como identidade de dono, que na maioria das vezes conta com a força de trabalho de mais pessoas da sua família. Vale destacar que o boteco espontâneo não faz parte de uma rede ou franquia de marca.
A edição deste ano traz uma curiosa novidade, todos os petiscos concorrentes deverão trazer algum cereal incorporado à receita e visa, conforme é a proposta desde sua primeira edição, transformar vidas através da cozinha de raiz e estimular os pequenos estabelecimentos às novas criações, norteando incentivar os donos de botecos no real e importante papel de fomento à cultura gastronômica botequeira.
Não obstante, pelo segundo ano consecutivo, o preço máximo do petisco oferecido não poderá ultrapassar os R$ 25,90, um desafio e tanto para a criação desses novos tira-gostos sem que se perca uma das mais importantes características do “Comida di Buteco”: serem democráticos.
Apesar de para os botequieros de plantão o evento ser um festival gastronômico, na prática, para os donos de botecos o “Comida di Buteco” é um concurso onde cada um deles se esforça para criar o melhor petisco e, com isso, conseguir votos suficientes que o conduza ao 1º lugar na edição.
Mas o caminho não é tão simples assim. Para alcançar a 1ª colocação, o público e um corpo de jurados visitam os botecos, provam os petiscos e as bebidas e, ao final, dão seu voto secreto em cédulas.
A média entre os quesitos avaliados é que vão garantir o resultado da premiação. São avaliados, de 1 a 10, o tira-gosto (70% da pontuação), o atendimento (10%), a higiene do local (10%) e a temperatura da bebida servida (10%). O voto do júri vale 50% e do público 50%. O Instituto de Pesquisas Vox Populi é o responsável pela apuração dos votos nas 20 cidades e também da etapa nacional.
O boteco vencedor da edição 2017 de Poços de Caldas será conhecido durante a “Saideira”, festa reservada aos donos de botecos, patrocinadores e representantes da imprensa, prevista para acontecer no dia 24 de maio. O campeão local participará da etapa nacional, que acontece em junho, no Rio de Janeiro, e vai eleger o melhor boteco do Brasil entre os campeões das 20 cidades participantes do evento.
Veja, abaixo, pela ordem de apresentação, os oito tira-gostos apresentados à imprensa durante coletiva na noite de ontem, 12:

Rei do Espeto
Rua Assis Figueiredo, 1566 – Centro
Petisco – Banquete do Rei – Dupla de panquecas, uma de tilápia e uma de costela, ambas refogadas na cerveja, acompanhadas de molho quatro queijos.





Bigodera
Rua Assis Figueiredo, 1241 – Centro
Petisco – Beliscão – Dadinho de canjiquinha com ragu de costela e crispe de couve. Acompanha geleia de pimenta.







Santa Villa
Avenida João Pinheiro, 1120 – Vila Cruz
Petisco – Gorgontella – Pedaços de costela bovina no bafo com creme de queijo gorgonzola. Acompanha fatias de pão de trigo.





Bar do Dé
Rua México, 26 – Jardim Quissisana
Petisco – Tulipa n’Aveia – Tulipa de frango empanada na aveia, acompanhada de molho de maionese verde, molho barbecue e molho de pimenta e mel.





JK Bar
Rua Dom Eugênio de Mazendo, 6 – Maria Imaculada
Petisco – Ajoelhou Tem Que Comer – Joelho de porco acompanhado com mandioca cozida e farofa de pão.




Hora +
Praça Dom Pedro II, 64 – Centro
Petisco – Mignon da Hora – Isca de mignon temperada na páprica defumada, acompanhada com batatas salpicadas com ervas finas, farofinha de milho e ovos de codorna.






Bar Lei Seca
Avenida João Pinheiro, 7880 – Bortolan
Petisco – Em Cima da Hora – Bolinho de arroz com queijo e aveia.






Bar do David (Campeão da edição 2016)
Avenida Leonor Furlaneto Delgado, 140 – Jardim Philadelphia
Petisco – Jeitinho Mineiro – Bolinho de massa de batata e farinha de milho, com recheio de frango, azeitona, palmito, queijo parmesão.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

TRABALHO INTERMITENTE: ENTENDA O QUE SIGNIFICA ISTO

“No contrato zero hora, o trabalhador fica à disposição 24 horas por dia. O valor a ser pago pode ser fixado de acordo com o horário que será trabalhado ou com o serviço que será feito.”
Marcos Verlaine (*)
O movimento sindical precisa ficar atento em relação ao Projeto de Lei do Senado (PLS) 218/16, que é de autoria do senador Ricardo Ferraço (PSDB-ES). O projeto altera a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) para instituir o contrato de trabalho intermitente. Trata-se de uma grave ameaça às relações de trabalho no Brasil esta modalidade de contratação. O projeto é apelidado com o singelo e prosaico nome de “jornada flexível de trabalho”.
Há, ainda, sobre este tema, o PL 3.785/12, do deputado Laércio Oliveira (PR-SE). A matéria está em discussão na Comissão de Trabalho, anexada ao PL 4.132/12 (PLS 92/06), de autoria do senador Valdir Raupp (PMDB-RO), cujo relator é o deputado Silvio Costa (PTdoB-PE).
Para entender estes projetos de lei tomo emprestado a explicação de uma arguta professora, dirigente sindical em São Paulo, Silvia Barbara. Leiam:
“Lia eu esta semana um periódico espanhol que noticiava a angústia de trabalhadores britânicos de Liverpool contratados no sistema ‘contratos de zero hora’. A coisa funciona assim: um empregador, que pode ser do ramo da produção, de bens ou de serviços, contrata um empregado por zero hora, sem valor de hora específica e sem vínculo empregatício.
O empregado, por sua vez, na maioria dos casos, fica vinculado àquele contratante, de modo exclusivo. Pois bem, este trabalhador ou trabalhadora é chamado, em geral pelo telefone celular, sempre que o contratante necessita de seus préstimos. Assim, se, por exemplo, sou contratado por uma empresa de enlatados para trabalhar em uma determinada máquina, sou chamada por 4 horas, vou lá, trabalho por 4 horas, recebo minhas horas e aguardo a empresa me chamar novamente.
Ela me chama por 8 horas, vou lá, faço às 8 horas, recebo por estas 8 horas e vou embora e aguardo a empresa me chamar e assim por diante.
Se a empresa não quiser mais meus serviços simplesmente não me chamará mais, ou melhor, meu telefone celular não tocará. Pronto, termina a relação contratual: sem despedidas, sem indenizações, nem mesmo um obrigado ou um até logo.
Uma empregada de uma empresa de biscoitos que não ouvia seu celular tocar a três dias já pressentia que havia perdido o posto. Classificou bem o novo modelo como nova escravidão do século 21.
No contrato zero hora, o trabalhador fica à disposição 24 horas por dia. O valor a ser pago pode ser fixado de acordo com o horário que será trabalhado ou com o serviço que será feito. Muitos dos trabalhadores britânicos não são alocados em horas de trabalho que lhes garanta um nível razoável de vida e isso faz com que se submetam a contratos cada vez mais desvantajosos e lesivos.
Redes como a Boot, Subway e DHL são adeptas do sistema. No Reino Unido, 90% dos trabalhadores da rede McDonalds são contratados pelo ‘zero hora’. A gigante da alimentação diz que é em benefício dos próprios trabalhadores que podem usufruir de horários flexíveis. Soa familiar não? É para seu próprio bem my dear.”
O que acham?
Situação
O projeto está em discussão na Comissão de Assuntos Sociais do Senado, sob a relatoria do senador Armando Monteiro Neto (PTB-PE), que ofereceu parecer favorável à proposta. Já houve audiência pública sobre a matéria, que está pronta para votação no colegiado.

(*) Jornalista, analista político e assessor parlamentar do Diap