quinta-feira, 20 de fevereiro de 2020

A UTILIZAÇÃO DO TEMPO RURAL NA APOSENTADORIA

Por
Ian Ganciar Varella (*)
Antes da Constituição Federal de 1988 existia um tratamento legal diferenciado entre os trabalhadores urbanos e rurais.
A partir da edição da Constituição e da regulamentação pela Lei 8.213/1991, ficou assegurado serviços e benefícios previdenciários aos trabalhadores rurais, porém com regras diferenciadas, como aposentadoria por idade aos 60 anos de idade (homem) e 55 anos de idade (mulher).
Na Reforma da Previdência (EC 103/2019) se manteve as regras de aposentadoria rural para os trabalhadores (para os trabalhadores rurais e para os que exerçam suas atividades em regime de economia familiar, nestes incluídos o produtor rural, o garimpeiro e o pescador artesanal.)
Entretanto, o valor de aposentadoria será de um salário mínimo, segundo o artigo 39 da Lei 8.213/1991.
Porém, muitas pessoas, na infância, moravam e trabalhavam na área rural e na vida adulta, migraram para a área urbana.
Aposentadoria
O tempo rural pode ser utilizado para fins de aposentadoria da Lei 8.213/1991 (regras antigas) ou da EC 103/2019 (reforma da previdência)?
É possível averbar o tempo de atividade rural na condição de segurado especial para fins de tempo de contribuição independentemente de contribuição/indenização, observando-se que o mesmo não será computado para efeito de carência se não contribuído/indenizado, até após novembro de 1991.
Caso queira contar como carência deve comprovar o recolhimento.
Comprovação
A comprovação do tempo de serviço em atividade rural, seja para fins de concessão de benefício previdenciário, seja para a averbação de tempo de serviço, deve ser feita mediante a apresentação de início de prova material, sendo admitidos outros documentos além daqueles previstos no artigo 106, parágrafo único, da Lei nº 8.213/91, devendo seus clarões ser amparados por robusta prova testemunhal.
Em muitos casos, a mulher que foi trabalhadora não possui documentos em seu nome, ela pode usar o documento do marido que comprove o tempo rural.
Isto porque era (é) um costume de que os atos de negócio sejam feitos no nome do pai ou do marido, representando o grupo familiar.
Portanto, a mulher (esposa) ou filho que não tem documentos em seu nome para realizar a comprovação de trabalho deve apresentar os documentos probatórios do representante do grupo familiar.
Vimos que a comprovação do tempo de serviço em atividade rural, para fins previdenciários, faz-se mediante a apresentação de início de prova material contemporânea ao fato, porém, entendo, que essa norma criou uma restrição e dificultou ainda mais a situação do segurado que era esposa ou filho do trabalhador rural para requerer o benefício previdenciário, pois a documentação com o nome daqueles são barcas.
Então, se a pessoa possui os documentos contemporâneos aos fatos pode utilizar na aposentadoria e usará como fundamento a Súmula da TNU e demais decisões judiciais.
Vejamos o enunciado da sumula 6 da TNU:
A certidão de casamento ou outro documento idôneo que evidencie a condição de trabalhador rural do cônjuge constitui início razoável de prova material da atividade rurícola.
O Tribunal Regional Federal da 3 Região assim também decidiu sobre a utilização de documentos de familiares, mas não reconheceu o tempo rural por falta de provas:
APELAÇÃO CÍVEL. PREVIDENCIÁRIO. AVERBAÇÃO DE TEMPO DE SERVIÇO RURAL. PARCIAL PROCEDÊNCIA. SENTENÇA MANTIDA. – A comprovação do tempo de serviço em atividade rural, seja para fins de concessão de benefício previdenciário, seja para a averbação de tempo de serviço, deve ser feita mediante a apresentação de início de prova material, sendo admitidos outros documentos além daqueles previstos no artigo 106, parágrafo único, da Lei nº 8.213/91, devendo seus clarões ser amparados por robusta prova testemunhal. Nesse passo, a condição de rurícola do cônjuge, pode estender-se a esposa. A C. 1ª Seção do C. Superior Tribunal de Justiça, no julgamento do Recurso Especial n.º 1.348.633/SP, representativo de controvérsia, admite o tempo de serviço rural anterior à prova documental, desde que corroborado por prova testemunhal idônea. A jurisprudência sedimentou o entendimento de que a prova testemunhal possui aptidão para ampliar a eficácia probatória da prova material trazida aos autos, sendo desnecessária a sua contemporaneidade para todo o período de carência que se pretende comprovar. – No caso, as provas documentais são insuficientes à comprovação de todo o período pleiteado pela parte autora e, não sendo comprovado que a autora era trabalhadora rural, segurado especial, em todo o período requerido na inicial, é de rigor a parcial procedência da demanda. – Ocorrência de sucumbência recíproca, sem condenação em honorários advocatícios. – Ante o exposto, nego provimento ao recurso do INSS.
(TRF-3 – Ap: 00021765120154036128 SP, Relator: DESEMBARGADORA FEDERAL INÊS VIRGÍNIA, Data de Julgamento: 30/07/2018, SÉTIMA TURMA, Data de Publicação: e-DJF3 Judicial 1 DATA:16/08/2018
Portanto, se a esposa ou filho não tem nenhum documento em seu nome comprovando que era trabalhador rural, poderá utilizar-se de documentos de um familiar que compunha o regime de economia familiar, e também deve ser comprovado por outros meios de prova (exemplo: prova testemunhal), para fins previdenciários.
(*) Presidente da Comissão de Direito Previdenciário de Carapicuíba – OAB/SP. Advogado Previdenciário – Atuação: INSS e Servidores Públicos. Especialista em Direito Previdenciário – Faculdade Legale, 2016. Bacharel em Direito – UNIFIEO, 2015.
Fonte: Jusbrasil

HERANÇA DIGITAL: O QUE OS PARENTES DEVEM FAZER COM A AS REDES SOCIAIS DE UM ENTE QUANDO ELE MORRE

Familiar ou amigo próximo pode avisar ao Facebook, o Twitter deleta após algum tempo inativa automaticamente e o Pinterest e LinkedIn não deletam sem solicitação
Nos dias de hoje, a maioria das pessoas possui um perfil em uma rede social. Segundo matéria publicada pelo portal Exame, 62% da população brasileira está ativa nas redes sociais. Você já pensou o que acontece com um perfil pessoal nas redes sociais após o falecimento do usuário? Saiba o que os familiares podem fazer com essas contas após o óbito do responsável pelo perfil.
De acordo com dados online do Facebook, todo o conteúdo online de um usuário da plataforma que tenha falecido passa a se chamar “legado digital pós-morte”, com mensagens de amigos e familiares. Transformar um perfil em memorial é uma forma de proteger a privacidade da pessoa que faleceu. Este será administrado pela própria rede ou por algum familiar interessado, caso não haja o desejo de excluir permanentemente o perfil. Se os familiares não desejarem transformar o perfil em memorial é possível solicitar a remoção da conta.
O Facebook permite também ao usuário escolher um contato para herdar sua conta pessoal após a sua morte. O amigo escolhido será notificado. Vale destacar que não é possível escolher um herdeiro após o perfil ser transformado em memorial. Ao herdeiro não será possível fazer login nem novos posts. Assim como não poderá ler e nem enviar mensagens pelo perfil herdado.
Qualquer familiar ou amigo próximo pode avisar ao Facebook sobre o falecimento. A rede social tem um formulário para essa função. Nele, basta informar o nome da pessoa que consta no perfil, a data da morte e, se desejar, anexar o atestado de óbito. O Facebook fará uma análise e, em seguida, irá transformar o perfil da pessoa em memorial automaticamente caso a exclusão não seja solicitada.
Diferentemente do Facebook, o Twitter tem uma política de deletar contas inativas há muito tempo automaticamente. Já o Pinterest e LinkedIn não deletam nenhuma informação a menos que alguém reporte o falecimento do usuário.
Fonte: Portal Outcenter

LIMPEZA DO CELULAR: O QUE FAZER E O QUE EVITAR

Foto: Olhar Digita

Ele te acompanha em todos os lugares, mas nunca foi lavado? Celulares, principalmente as telas, são o lar de milhões de bactérias, e necessitam de uma limpeza ocasional
Vamos falar a verdade aqui: seu celular é podre. Não no sentido de desempenho, mas no sentido de sujo mesmo. Pensa bem, quantas vezes você já desinfetou seu aparelho? A tela que você encosta no rosto para falar numa ligação, é a mesma que você passa o dia todo metendo a mão – mão essa que pegou em tudo, de corrimão de escada a maçaneta de banheiro. Sem falar que você provavelmente usa o aparelho quando está no banheiro, certo?
Imagens do herói/Getty Images
Você não está sozinho. Um relatório de 2019, feito com 1.200 residentes nos EUA e suas práticas de higiene, descobriu que 88% dos adultos usam seus telefones no banheiro. Não é de admirar que os smartphones agora sejam comparáveis aos assentos sanitários quando se trata de germes e vírus que os reivindicam como lar.
A empresa de higiene Initial sugere que o smartphone médio tem cerca de 10 vezes mais bactérias por polegada quadrada do que um sanitário. Em 2011, acadêmicos da Escola de Higiene e Medicina Tropical de Londres descobriram que, aproximadamente, um em cada seis dispositivos abriga bactérias E. Coli, associadas à matéria fecal (famoso cocô).
Mas como fazer a higienização desses dispositivos, sem danificar esses itens caros? Esfregar na calça não é o suficiente, então seguem as dicas copiladas pelo site CNET.
Como Limpar
– Pano de microfibra: para reduzir o risco de arranhar a tela, use um pano de microfibra úmido em vez de toalhas de papel. O pano não mata bactérias, mas as remove do seu dispositivo.
– Produtos de limpeza específicos: existem produtos de limpeza especiais para eletrônicos e telas que eliminam bactérias e não deixam marcas.
– Cuidado com os cantinhos: use cotonetes úmidos para limpar pontos difíceis, como entrada de fones de ouvido ou slots de cartão de memória.
– Luz UV: quando o negócio fica sério, produtos como PhoneSoap usam luz ultravioleta para matar bactérias microscópicas.
– Lenços antibacterianos: bem mais em conta do que a luz UV, lenços e toalhas com bactericidas podem ajudar, mas deve ser uma limpeza ocasional, pois pode conter produtos químicos nocivos.
As telas do telefone podem estar
enganosamente sujas. (Foto: Tessa Warburton)
– Spray para limpeza de janelas: produtos limpadores de vidro podem corroer algumas telas, que contam com proteções anti-óleo e água.
– Toalha de papel: elas podem ser abrasivas o suficiente para deixar arranhões nas telas frágeis dos smartphones.
– Álcool: diluído ou não, o álcool danifica seu dispositivo. Evite.
– Produtos de limpeza para uso doméstico em geral: ele promete matar 99% das bactérias, mas deixe para usar no balcão da cozinha ou no chão do banheiro, não no seu telefone.
– Vinagre: assim como o álcool, mesmo quando diluído em água pode remover os revestimentos de proteção das telas dos dispositivos.
Fonte: Olhar Digital via ZDNet

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2020

ONCOLOGISTA DE POÇOS DE CALDAS APRESENTA TRABALHO EM SIMPÓSIO NA CALIFÓRNIA

Trabalho é uma revisão sistemática da literatura com meta-análise dos estudos randomizados publicados no mundo
O médico oncologista do Hospital da Santa Casa de Misericórdia de Poços de Caldas, município do Sul de Minas Gerais, Dr. Tobias Engel Ayer Botrel, está na cidade de São Francisco, na Califórnia, participando do Genitourinary Cancers Symposium, simpósio de oncologia realizado pela Sociedade Americana de Oncologia Clínica (American Society of Clinical Oncology), que reúne, nos Estados Unidos, os melhores profissionais de todo o mundo ligados à área.
Dr. Tobias foi o primeiro autor do trabalho intitulado “Radioterapia adjuvante após a cirurgia da próstata (prostatectomia)”. “Trata-se de uma revisão sistemática da literatura com meta-análise dos estudos randomizados publicados no mundo sobre o assunto. Os autores concluíram que a realização da radioterapia logo após a cirurgia versus a conduta expectante (ou seja, realização da radioterapia na progressão/recidiva da doença) acrescenta benefícios na sobrevida livre de progressão ou de metástases”, explica o onocologista.
A Santa Casa de Poços de Caldas tem prazer e orgulho de ter um de seus médicos participando deste evento de repercussão mundial e apresentando trabalho de sua autoria.
Fonte: Ascom Santa Casa

POÇOS DE CALDAS ACUMULA 405mm DE CHUVA EM APENAS 11 DIAS

Incidência média de chuva no município é de 561mm e já foram ultrapassados 70% do valor total médio previsto para todo o mês
Fevereiro vem se mostrando um mês muito chuvoso e a intensidade tem causado danos em Poços de Caldas e em outras cidades do Sul de Minas Gerais. Apenas nos primeiros 11 dias deste mês foi registrada a incidência de 405mm de chuva, conforme levantamento realizado na Barragem do Cipó, onde a DME Distribuição possui estação de medição.
Sites especializados continuam com o alerta de temporais em todo o estado. Em Poços de Caldas, dados históricos apontam que em fevereiro a incidência média de chuva é de 561mm. Assim, já foi atingido mais de 70% do valor total médio previsto, destaque para as chuvas dos dias 04 (70mm), 05 (109mm), 06 (66mm) e 11 (73mm).
O volume de água contribui para a recuperação dos reservatórios, após a estação seca. Vale lembrar que as barragens sob responsabilidade da DME são monitoradas e têm se comportado dentro do previsto, uma vez que foram calculadas para chuvas extremas, com tempo de recorrência de 10.000 anos.
A Barragem Bortolan atingiu o nível de vertimento de 30cm, sendo necessário o acionamento da válvula de fundo. Por outro lado, a Barragem do Cipó encontra-se na época de enchimento, ou seja, ainda não está vertendo, mesmo estando com nível acima do esperado para o mês. As diferenças ocorrem devido à capacidade e estrutura de cada uma delas.
“Ainda é esperado que as chuvas continuem em março. O Cipó tende a demorar um pouco mais para atingir seu nível máximo, o que é normal pelo tamanho do reservatório. O volume de chuva pode ajudar com que isso seja antecipado. Por isso, ressaltamos que temos acompanhado a situação de cada uma, separadamente”, finaliza Marcelo Dias Loichate, diretor-superintendente da DME Enérgica.
Fonte: Portal Poços Digital

FORTES CHUVAS DEIXAM 213 MUNICÍPIOS MINEIROS EM SITUAÇÃO DE EMERGÊNCIA

Foto: Reprodução/Redes Sociais
Alguns municípios decretaram estado de calamidade. Decretação é importante para facilitar transferência de recursos do Governo Federal
A Coordenadoria de Defesa Civil do estado de Minas Gerais atualizou, na última sexta-feira, 14, para 213 o número de municípios mineiros em situação de emergência devido às chuvas que afetam todo o estado desde janeiro. O último boletim divulgado pelo órgão registrava 211 cidades em situação de emergência.
Os estragos causados pelas chuvas também forçaram cinco cidades a decretar estado de calamidade pública em Minas Gerais: Muriaé (Mata), Orizânia (Mata), Ibirité (Grande BH), Taparuba (Vale do Rio Doce) e Catas Altas (Central).
Das cidades em situação de emergência, 196 foram abordadas em decreto estadual, expedidos entre 27 e 30 de janeiro. Outros 15 municípios, no entanto, decretaram esse quadro por conta própria.
Os decretos são importantes porque facilitam a transferência de recursos do governo federal para essas cidades. Também ajuda os municípios a receber doações, como colchões, cobertores, travesseiros e alimentos, recolhidas pelo Executivo estadual.
O Governo Federal já garantiu R$ 90 milhões para atender os municípios afetados pelas chuvas. No fim de janeiro, o ministro do Desenvolvimento Regional, Gustavo Canuto, e o governador Romeu Zema (Novo) se reuniram com prefeitos no fim de janeiro para alinhar os repasses.
Até o momento, 60 pessoas já morreram devido a consequências dos temporais. Além disso, 16.011 pessoas estão desalojadas. 3.103 desabrigadas. Ao todo, 19.174 pessoas foram afetadas.
Fonte: Portal EM

TEMPERATURA ANTÁRTICA SOBE PARA MAIS DE 20°C PELA PRIMEIRA VEZ

Registros são consistentes com tendências que vêm sendo observadas por toda a Antártica, agora quase 3°C mais quente do que na era pré-industrial
Cientistas brasileiros registraram uma temperatura acima de 20°C na Antártica pela primeira vez na história.
A medição de 20,75°C foi tomada na Ilha Seymour no último dia 9 de fevereiro, e é quase um grau mais alta que o recorde anterior de 19,8°C, observado na Ilha Signy em 1982.
Os pesquisadores, que coletam dados da temperatura antártica a partir de estações de monitoramento a cada três dias, disseram que o registro é “incrível e anormal”.
Tendência de Aquecimento
Outro recorde foi observado em 6 de fevereiro por pesquisadores argentinos em Esperanza: uma temperatura de 18,3°C, a maior já vista na parte continental da península antártica.
Esses registros ainda precisam ser confirmados pela Organização Meteorológica Mundial, mas são consistentes com tendências que vêm sendo observadas por toda a Antártica, agora quase 3°C mais quente do que na era pré-industrial.
Essa taxa de aquecimento, uma das mais rápidas do planeta, têm levantado preocupações de instabilidade climática no maior repositório de gelo do mundo.
“Estamos vendo uma tendência de aquecimento em muitos dos locais que estamos monitorando, mas nunca vimos nada parecido com isso”, disse Carlos Schaefer, que trabalha no Terrantar, um projeto do governo brasileiro que monitora o impacto das mudanças climáticas no permafrost e na biologia em 23 locais na Antártica, ao portal The Guardian.
Erráticas
As temperaturas na península antártica, nas Ilhas Shetland e no arquipélago James Ross, do qual a Ilha Seymour faz parte, têm se mostrado erráticas pelos últimos 20 anos.
De acordo com Schaefer, depois de diminuírem na primeira década do século, passaram a aumentar rapidamente.
Essas variações parecem ser influenciadas por mudanças nas correntes oceânicas e eventos de El Niño. Segundo os cientistas, mudanças climáticas na atmosfera estão intimamente relacionadas com mudanças no permafrost e no oceano.
O impacto deste aumento na temperatura varia por toda a Antártica. A região contém cerca de 70% da água doce do mundo na forma de neve e gelo. Se ela derreter completamente, os níveis do mar poderiam subir 50 a 60 metros. Mas isso não vai acontecer do dia para a noite, é claro.
Derretimento
Enquanto as temperaturas no Leste e no Centro da Antártica são relativamente estáveis, a maior preocupação tem sido a região Oeste, na qual o aquecimento do oceano tem prejudicado muito as geleiras Thwaites e Pine Island.
Por enquanto, isso levou a um aumento relativamente baixo do nível do mar, mas as coisas poderiam piorar bastante se a tendência de aumento rápido de temperatura permanecer.
Cientistas da ONU preveem que os oceanos podem ficar entre 30 e 110 centímetros mais altos até o final deste século, dependendo dos esforços humanos para reduzir o impacto das mudanças climáticas.
Enquanto isso, Schaefer afirmou que o monitoramento de dados nestas áreas pode indicar que futuro lhes aguarda.
“É importante ter áreas sentinelas como Shetlands do Sul e a península antártica, porque elas podem antecipar os desenvolvimentos que acontecerão no futuro próximo”, disse.
Fonte: Hypescience

FRIO E GELO PODEM ATINGIR O BRASIL JÁ EM ABRIL

Sudeste passará por dois extremos: Centro-Sul de São Paulo terá tempo mais firme, já Espírito Santo, Norte de São Paulo e Minas Gerais terão chuva generalizada e volumosa
De acordo com o primeiro boletim de 2020 divulgado pelo Centro Americano de Meteorologia e Oceanografia (NOAA), está mantida a previsão de neutralidade climática, ou seja, sem a presença dos fenômenos El Niño e La Niña. Com isso, a expectativa é de que as primeiras ondas de frio já comecem na segunda quinzena de abril na região Sul.
Segundo especialistas, a neutralidade é favorecida até o outono de 2020 no Hemisfério Sul, com aproximadamente 60% de chance. Essa condição pode se estender até o inverno. “Isso não quer dizer que a temperatura do Pacífico esteja dentro da média. Atualmente, observamos uma área mais aquecida no Centro e Leste do oceano, algo considerado pelo NOAA e que não está associada com o desenvolvimento de um novo El Niño”, afirma Patrícia Vieira, técnica em meteorologia da Somar.
Mês a Mês
Depois da passagem de uma frente fria que neste momento provoca ventos de 70 km/h no Rio Grande do Sul e volumes de 40 milímetros, a tendência nos últimos dez dias de janeiro e primeiros dias de fevereiro é de as chuvas ganharem força sobre o Centro-Norte do Brasil, segundo o NOAA. Com isso, a chuva vai diminuir de frequência e intensidade no Sul mais uma vez.
O Sudeste passará por dois extremos, de acordo com o centro de meteorologia. O Centro-Sul de São Paulo terá tempo mais firme, mais parecido com o Sul do Brasil. Já Espírito Santo, Norte de São Paulo e Minas Gerais terão chuva generalizada e volumosa, a exemplo do Nordeste. Isso acontece porque, sem bloqueios atmosféricos no oceano Pacífico, as frentes frias consigam rumar naturalmente ao longo da costa da Bahia.
Em fevereiro, há indícios de um pulso de chuva mais generalizada desde o Sul do Amazonas até o Norte do Rio Grande do Sul. Na maior parte do Sudeste, esperam-se precipitações mais irregulares, com destaque para Minas Gerais e Espírito Santo. As temperaturas mínimas e máximas indicam valores acima do normal no Sul, São Paulo e Rio de Janeiro.
Em março, diz o NOAA, a distribuição de chuva migra para uma faixa que vai da Amazônia ao Sudeste, passando pelo Centro-Oeste e Oeste do Nordeste. No Sul, as chuvas perdem força e ficam abaixo do normal. Essa distribuição de precipitação reflete a condição de temperatura: o Brasil central terá valores mais próximos do normal por causa do excesso de nuvens, mas o Sul e parte do estado de São Paulo seguem mais quentes do que o normal.
A gangorra na chuva volta a aparecer em abril, com a umidade da Amazônia canalizada para a área entre o Paraguai, Norte da Argentina e região Sul do Brasil. Além disso, começam a ocorrer os primeiros episódios de chuva mais intensos na costa Leste do Nordeste. Como é natural do mês, diminui a chuva no Sudeste e no Centro-Oeste. Há condição para ainda ondas de calor no Sudeste em abril, mas, com a neutralidade no Pacífico durante o outono, as primeiras ondas de frio podem atingir a região Sul na segunda quinzena do mês.
Fonte: Portal Ocnet

CARTEIRA DE TRABALHO DIGITAL APOSENTA AS ANTIGAS CTPS’s

Desde setembro de 2019 a nova carteira de trabalho é digital e a física está dispensada. Como toda novidade é importante compreender as condições das mudanças tanto para os empregados como os empregadores.
Na onda das novas tecnologias a Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS) já tem sua versão digital graça ao trabalho de pesquisa da Dataprev.
Aliás, cumpre ter atenção na hora de pesquisar o aplicativo pelo nome CTPS Digital com o desenvolvimento da Dataprev para não instalar outros similares que escondem ameaças.
Substituição
Em realidade, a CTPS digital já existia desde 2017, mas a partir de setembro de 2019 o aplicativo passou a substituir a carteira impressa.
Para a maioria dos casos de contratação, não é mais preciso apresentar CTPS física e sim o número do CPF, sendo que as informação prestadas pelo empregador no eSocial dispensam os registros na carteira física.
Com efeito, todos os novos contratos de trabalhos, inclusive os antigos, serão alimentados eletronicamente pelos dados do eSocial.
De qualquer maneira, não é aconselhável descartar a CTPS antiga, pois o documento continua sendo válido para contratação se algum empregador não utilizar o eSocial, além de ser um meio de comprovação do seu histórico de trabalho.
Aplicativo
A CTPS digital permite ao cidadão acompanhar todas as informações registradas da vida laboral, incluindo os contratos de trabalhos e os dados de identificação.
Outra vantagem é que pelo próprio aplicativo você pode solicitar uma segunda via de seu documento impresso.
O aplicativo da Carteira de Trabalho está disponível gratuitamente para os sistemas Android e iOS.
Gerando Senha
Para fazer login no aplicativo é preciso antes liberar o acesso pelo portal Cidadão.br após você entrar com seu CPF e senha ou se for o primeiro acesso quando fizer o cadastro e responder algumas perguntas de segurança.
O portal do governo vai lhe fornecer uma senha de acesso à CTPS digital. Se não conseguir fazer o cadastro você deve procurar seu banco, os caixas eletrônicos do Banco do Brasil ou da Caixa ou alguma unidade do Ministério da Economia.
Já de volta ao CTPS digital você deve entrar com seu CPF e com a senha provisória obtida. Então será preciso alterar a senha para uma nova que contenha uma letra minúscula, uma maiúscula, um número e pelo menos nove caracteres.
Acesso
Após você liberar o acesso das informações do seu CPF, NIT, nome completo e perfil de acesso da CTPS digital no Portal do Cidadão, é apresentado para você os principais dados de sua carteira de trabalho:
CPF; Data de Nascimento; Estado Civil; Filiação; Nacionalidade; Naturalidade; Número e série da Carteira; PIS/PASEP.
Outras Informações
Nas próximas telas você consegue visualizar seu contrato de trabalho atual com todos os detalhes, o QR Code de autenticação dos dados e na última aba as seguintes opções:
Política de privacidade; Perguntas frequentes; Solicitar CTPS.
Correções
Se houver algumas inconsistências nos dados a partir de setembro de 2019, como divergência no valor da remuneração, você tem que solicitar ao seu empregador que faça as devidas correções.
Para erros antigos é preciso aguardar um pouco, pois a base dos sistemas de dados estão sendo atualizadas constantemente com correções automáticas ou mediante campanhas de atualização cadastral.
Novos Funcionários
Quanto aos empregadores, podem ficar tranquilos que não vão ser multados se fizerem os registros apenas na CTPS digital.
O importante é tomarem cuidado ao prazo de envio dos dados da contratação com o evento S-2200 ou s-2190 na base do eSocial.
Fonte: Portal Cotidianum

domingo, 16 de fevereiro de 2020

DESCOBERTO NOVO TIRANOSSAURO CHAMADO DE ‘CEIFADOR DA MORTE’

T. degrootorum é um parente próximo dos tiranossauros, Daspletosaurus torosus e Daspletosaurus horneri
Uma nova espécie de tiranossauro foi descoberta em Alberta, no Canadá: o Thanatotheristes degrootorum, ou “Ceifador da Morte”.
O animal viveu 79,5 milhões de anos atrás no período Cretáceo, tinha cerca de oito metros de comprimento e provavelmente caçava grandes dinossauros omnívoros, como o Xenoceratops e o Colepiochephale.
Por conta de sua característica de predador de topo da cadeia alimentar, o dinossauro ganhou o nome de Thanatotheristes, derivado de Thanatos, que significa “deus grego da morte”, e theristes, que significa “alguém que ceifa”.
Já degrootorum é uma homenagem aos agricultores e entusiastas de paleontologia John e Sandra De Groot, que encontraram os restos fósseis do animal em 2010 em uma caminhada perto da cidade de Hays.
Mais Antigo
O T. degrootorum é o mais antigo tiranossauro conhecido do Canadá e toda região Norte da América do Norte, e o primeiro a ser descoberto em 50 anos.
“Esta é a ocorrência mais antiga de um grande tiranossauro no Canadá, encontrado em uma janela de tempo mais antiga do que tiranossauros anteriores”, disse a Dra. Darla Zelenitsky, da Universidade de Calgary.
“Com esta nova espécie, sabemos agora que os tiranossauros estavam presentes em Alberta antes de 77 milhões de anos atrás, a idade do próximo tiranossauro mais antigo”, acrescentou o Dr. François Therrien, curador de paleoecologia no Museu Real Tyrrell.
Nova Espécie
Depois da descoberta feita pelos De Groot, os paleontologistas analisaram o crânio parcial e os ossos da mandíbula superior e inferior do novo tiranossauro, concluindo que algumas características nunca haviam sido vistas em outros tiranossauros – como os sulcos ao longo da mandíbula superior do T. degrootorum. Logo, o animal foi declarado uma nova espécie.
Apesar disso, o T. degrootorum é um parente próximo de duas outras espécies conhecidas de tiranossauros, o Daspletosaurus torosus e o Daspletosaurus horneri. Os três formam um grupo de dinossauros chamado de Daspletosaurini.
“Esse grupo tinha focinhos mais longos e profundos e mais dentes nas mandíbulas superiores do que os tiranossauros encontrados no Sul dos EUA, que tinham rostos mais curtos e parecidos com os de um buldogue”, explicou Jared Voris, da Universidade de Calgary.
Evolução
Segundo os pesquisadores, a descoberta do T. degrootorum oferece informações valiosas sobre a árvore genealógica dos tiranossauros, indicando que esses animais do Cretáceo eram mais diversos na região de Alberta do que se sabia até então.
“Essa descoberta é significativa porque preenche uma lacuna no nosso entendimento da evolução do tiranossauro”, completou o Dr. Therrien.
Um artigo sobre a descoberta foi publicado na revista científica Cretaceous Research. (SciNews, CBS)
Fonte: Hypescience