Já está nas mãos da Advocacia Geral do Senado brasileiro a representação protocolada junto à Mesa Diretora da Casa pelo Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Distrito Federal contra o senador Roberto Requião (PMDB/PR).
Na representação, a entidade sindical exige que o Senado tome medidas de advertência e censura contra o parlamentar peemedebista pelo episódio ocorrido no Plenário da Casa, na tarde da última segunda-feira, 25, quando, durante entrevista, além de arrancar o gravador das mãos do jornalista Victor Boyadjian, da Rádio Bandeirantes, Requião ainda ameaçou agredir o profissional e apagou toda a gravação do cartão de memória doequipamento de Boyadjian.
No despacho ao advogado geral do Senado, Alberto Cascais, o presidente José Sarney (foto) demanda a manifestação da Advocacia Geral do Senado. A previsão é de a Advocacia Geral receba o despacho e, consequentemente, a representação ainda hoje.
Cascais, que ainda não tem ciência do teor total da representação e as alegações, declarou, “não sei em que termos é feita essa representação. Preciso de um prazo para análise a fim de emitir um parecer jurídico”, assegurou.
quarta-feira, 27 de abril de 2011
Criança de dois anos atira e mata a mãe
Em tempos de rediscussão do desarmamento no Brasil, esta notícia deve ser mais um exemplo nas rodas de discussão sobre o assunto.
O caso está sendo investigado, no entanto, a primeiras notícias são de que, pensado ser um revólver de brinquedo, uma criança, de apenas dois anos de idade, pegou a arma do pai, uma pistola nove milímetro (PT9mm), e efetuou um disparo, atingindo a cabeça da própria mãe que teria morrido na hora.
Esta foi a versão apresentada à polícia condado de Broward, na Flórida, Estados Unidos, onde o crime aconteceu, pelo pai da criança, Troy Bailey, ex-namorado da vítima. Interrogado pela polícia, Bailey contou que a criança pegou na semiautomática e atingiu a mãe na cabeça com um disparo. O pai admitiu ter deixado a arma em local desprotegido, no entanto, Bailey tinha licença para o porte de arma.
A família de Júlia Bennett, mãe da criança, contesta esta versão, afirma não acreditar na história e diz que uma criança de dois anos não teria força suficiente para apertar o gatilho de uma pistola nove milímetros.
O tribunal do condado de Broward ordenou que a criança fique sob a custódia da família da mãe até o fim das investigações. Após ser interrogado pela polícia, Bailey foi liberado sem ser indiciado ou considerado suspeito.
O caso está sendo investigado, no entanto, a primeiras notícias são de que, pensado ser um revólver de brinquedo, uma criança, de apenas dois anos de idade, pegou a arma do pai, uma pistola nove milímetro (PT9mm), e efetuou um disparo, atingindo a cabeça da própria mãe que teria morrido na hora.
Esta foi a versão apresentada à polícia condado de Broward, na Flórida, Estados Unidos, onde o crime aconteceu, pelo pai da criança, Troy Bailey, ex-namorado da vítima. Interrogado pela polícia, Bailey contou que a criança pegou na semiautomática e atingiu a mãe na cabeça com um disparo. O pai admitiu ter deixado a arma em local desprotegido, no entanto, Bailey tinha licença para o porte de arma.
A família de Júlia Bennett, mãe da criança, contesta esta versão, afirma não acreditar na história e diz que uma criança de dois anos não teria força suficiente para apertar o gatilho de uma pistola nove milímetros.
O tribunal do condado de Broward ordenou que a criança fique sob a custódia da família da mãe até o fim das investigações. Após ser interrogado pela polícia, Bailey foi liberado sem ser indiciado ou considerado suspeito.
"Bullying" no Senado brasileiro
Entre outros aspectos deixados escritos e em vídeo, mas, principalmente, sob a justificativa de que teria sido vítima de "bullying" [palavra de origem inglesa que significa o assédio e a violência de uma pessoa mais forte sobre uma mais fraca] durante a época em que frequentou a Escola Tasso de Silveira, em Realengo, zona Oeste do Rio de Janeiro, o ex-aluno Wellington Menezes de Oliveira, 23 anos, invadiu a escola e matou 12 crianças no início deste mês.
A argumentação para o que não tem explicação ou demonstra desequilíbrio parece estar se tornando tão comum quanto a levar o filho ao médico e ouvir o diagnóstico: “Não precisa se preocupar, é apenas uma virose”.
Pois bem, "bullying". Foi justamente essa a argumentação feita hoje, 26, pelo senador Roberto Requião (PMDB/PR), um dia depois de arrancar o gravador das mãos do repórter Victor Boyadjian, da Rádio Bandeirantes, ameaça-lo de agressão e, ainda não satisfeito, apagar o cartão de memória com todo o material coletado durante a tentativa de entrevista.
O descontrole do senador foi motivado apenas pela pergunta se ele abriria mão da aposentadoria de quase R$ 25 mil que recebe mensalmente como ex-governador do Paraná.
A argumentação de ser vítima de bullying foi feita pelo senador Requião do alto da tribuna do Senado, ao mesmo tempo em que o Sindicato dos Jornalistas de Brasília protocolava na Casa uma representação exigindo punição contra o peemedebista.
Em seu discurso, Roberto Requião foi enfático: "Acho que é um momento correto para resolvermos esse problema e acabarmos com o abuso, com esse verdadeiro bullying que sofremos nós, os brasileiros, parlamentares ou não, nas mãos de uma imprensa, muitas vezes, absolutamente provocadora e irresponsável".
Por sorte, os disparos dessa vítima de "bullying" ficaram apenas nas palavras, mas, se a moda pegar, todos seremos inocentes, não importa o que façamos.
A argumentação para o que não tem explicação ou demonstra desequilíbrio parece estar se tornando tão comum quanto a levar o filho ao médico e ouvir o diagnóstico: “Não precisa se preocupar, é apenas uma virose”.
Pois bem, "bullying". Foi justamente essa a argumentação feita hoje, 26, pelo senador Roberto Requião (PMDB/PR), um dia depois de arrancar o gravador das mãos do repórter Victor Boyadjian, da Rádio Bandeirantes, ameaça-lo de agressão e, ainda não satisfeito, apagar o cartão de memória com todo o material coletado durante a tentativa de entrevista.
O descontrole do senador foi motivado apenas pela pergunta se ele abriria mão da aposentadoria de quase R$ 25 mil que recebe mensalmente como ex-governador do Paraná.
A argumentação de ser vítima de bullying foi feita pelo senador Requião do alto da tribuna do Senado, ao mesmo tempo em que o Sindicato dos Jornalistas de Brasília protocolava na Casa uma representação exigindo punição contra o peemedebista.
Em seu discurso, Roberto Requião foi enfático: "Acho que é um momento correto para resolvermos esse problema e acabarmos com o abuso, com esse verdadeiro bullying que sofremos nós, os brasileiros, parlamentares ou não, nas mãos de uma imprensa, muitas vezes, absolutamente provocadora e irresponsável".
Por sorte, os disparos dessa vítima de "bullying" ficaram apenas nas palavras, mas, se a moda pegar, todos seremos inocentes, não importa o que façamos.
terça-feira, 26 de abril de 2011
Truculência de senador gerar reações
“Falta de civilidade”. Foi assim que Francisco Mesquita Neto, vice-presidente da Associação Nacional de Jornais (ANJ), qualificou o desrespeito do senador Roberto Requião (PMDB/RJ) ao arrancar o equipamento de trabalho de um repórter durante entrevista no plenário do Senado da República na tarde da última segunda-feira, 25.
O político perdeu todo o senso de respeito e compostura quando foi questionado pelo repórter Victor Boyadjian (foto), da Rádio Bandeirantes, se abriria mão daaposentadoria que recebe como ex-governador do Paraná no valor de quase R$ 25 mil por mês. Não o bastante, Requião ainda ameaçou agredir o jornalista e, não satisfeito, ainda apagou todo o material que havia sido gravado.
Em nota, a ANJ criticou nota o senador peemedebista. "Condenável em qualquer cidadão, o impedimento do livro exercício da atividade jornalística foi agravado neste caso pelo fato de ter partido de um homem público, em total desacordo com as mais básicas normas de civilidade e da convivência democrática", disse o presidente da entidade.
Na manhã desta terça-feira, 26, o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Distrito Federal protocolou representação contra o senador junto à Mesa Diretora do Senado exigindo que o Senado da República aplique medidas disciplinares contra Requião.
Somente no final da tarde da segunda-feira o senador peemedebista Roberto Requião mandou devolver o equipamento e o cartão de memória ao jornalista que, depois de tentar registrar ocorrência contra o senador junto à Polícia Militar do Distrito Federal, acabou tendo que fazê-la na Polícia Federal.
Sindicato exige punição ao senador Roberto Requião (PMDB/PR) - foto - e jornalista registrou ocorrência contra o político na Polícia Federal.
Leia, abaixo, a íntegra da nota da ANJ:
Comitê de Liberdade de Expressão divulga nota de protesto contra atitude de senador Roberto Requião, que tomou gravador de repórter e ameaçou agredi-lo.
A Associação Nacional de Jornais (ANJ) considera lamentável a atitude do Senador Roberto Requião que, nesta segunda feira 25/4, tomou o gravador do repórter da Rádio Bandeirantes Victor Boyadjian e ameaçou agredi-lo quando este tratava de entrevistá-lo sobre a pensão que recebe como ex-governador do Paraná.
Condenável em qualquer cidadão, o impedimento do livro exercício da atividade jornalística foi agravado neste caso pelo fato de ter partido de um homem público, em total desacordo com as mais básicas normas de civilidade e da convivência democrática.
O acesso à informação pública e a liberdade de imprensa são direitos de toda sociedade e não podem ser tolhidos por ninguém, muito menos por detentores de cargos eletivos.
Brasília, 26 de abril de 2011.
Francisco Mesquita Neto
Vice-Presidente da ANJ
Responsável pelo Comitê de Liberdade de Expressão
O político perdeu todo o senso de respeito e compostura quando foi questionado pelo repórter Victor Boyadjian (foto), da Rádio Bandeirantes, se abriria mão daaposentadoria que recebe como ex-governador do Paraná no valor de quase R$ 25 mil por mês. Não o bastante, Requião ainda ameaçou agredir o jornalista e, não satisfeito, ainda apagou todo o material que havia sido gravado.
Em nota, a ANJ criticou nota o senador peemedebista. "Condenável em qualquer cidadão, o impedimento do livro exercício da atividade jornalística foi agravado neste caso pelo fato de ter partido de um homem público, em total desacordo com as mais básicas normas de civilidade e da convivência democrática", disse o presidente da entidade.
Na manhã desta terça-feira, 26, o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Distrito Federal protocolou representação contra o senador junto à Mesa Diretora do Senado exigindo que o Senado da República aplique medidas disciplinares contra Requião.
Somente no final da tarde da segunda-feira o senador peemedebista Roberto Requião mandou devolver o equipamento e o cartão de memória ao jornalista que, depois de tentar registrar ocorrência contra o senador junto à Polícia Militar do Distrito Federal, acabou tendo que fazê-la na Polícia Federal.
Sindicato exige punição ao senador Roberto Requião (PMDB/PR) - foto - e jornalista registrou ocorrência contra o político na Polícia Federal.
Leia, abaixo, a íntegra da nota da ANJ:
Comitê de Liberdade de Expressão divulga nota de protesto contra atitude de senador Roberto Requião, que tomou gravador de repórter e ameaçou agredi-lo.
A Associação Nacional de Jornais (ANJ) considera lamentável a atitude do Senador Roberto Requião que, nesta segunda feira 25/4, tomou o gravador do repórter da Rádio Bandeirantes Victor Boyadjian e ameaçou agredi-lo quando este tratava de entrevistá-lo sobre a pensão que recebe como ex-governador do Paraná.
Condenável em qualquer cidadão, o impedimento do livro exercício da atividade jornalística foi agravado neste caso pelo fato de ter partido de um homem público, em total desacordo com as mais básicas normas de civilidade e da convivência democrática.
O acesso à informação pública e a liberdade de imprensa são direitos de toda sociedade e não podem ser tolhidos por ninguém, muito menos por detentores de cargos eletivos.
Brasília, 26 de abril de 2011.
Francisco Mesquita Neto
Vice-Presidente da ANJ
Responsável pelo Comitê de Liberdade de Expressão
‘Eu sou 12 por 8’. E você?
Esta terça-feira, 26, é marcada pelo Dia Nacional de Prevenção e Controle da Hipertensão Arterial e com este slogan: “Eu sou 12 por 8” , a Sociedade Brasileira de Cardiologia busca conscientizar a população sobre os benefícios de se manter a pressão arterial em níveis adequados bem como quanto aos riscos da hipertensão.
Hoje, no Brasil, estima-se de 30% da população é atingida por essa doença silenciosa que, na maioria dos casos, não apresenta sintomas. Ainda no Brasil, avalia-se que apenas 10%, dos cerca de 30 milhões de hipertensos existentes, façam o controle adequado da hipertensão.
De acordo com profissionais da área, o número de hipertensos pode ser muito maior do que o registrado ou conhecido. A justificativa para tanto é que grande parte das pessoas não sabe que sofre de hipertensão arterial e, portanto, não faz nenhum tratamento para controle.
A hipertensão é responsável por 7,6 milhões de mortes ao ano em todo o mundo. Responde por 47% dos infartos, 54% dos AVC’s – Acidentes Vasculares Cerebrais (derrames) e 37% dos casos de insuficiência renal. No Brasil, a cada ano, 300 mil são vitimados pelas doenças cardiovasculares, principalmente causadas pela hipertensão. Este número é duas vezes maior que as mortes causadas por câncer de todos os tipos; três vezes mais que aquelas devidas a acidentes; e, quatro vezes maior que as causadas por infecções, incluindo a AIDS.
Na maioria dos casos, a doença é assintomática, ou seja, o portador da hipertensão arterial não sente qualquer sintoma, todavia, quando a pressão arterial sobe muito aparecem sintomas como dores de cabeça, tontura e mal-estar. A hipertensão não tem cura, porém, pode ser controlada através de mudanças no estilo de vida, como alimentação adequada, sobretudo o consumo de sal controlado, controle do peso, prática de atividade física e abandono do tabagismo. Em alguns casos é necessário tratamento com medicamentos, além do acompanhamento constante da pressão arterial em uma unidade de saúde.
De acordo com site da campanha "Eu sou 12 por 8", o grande desafio é alcançar a compreensão das pessoas para os benefícios em se ter uma pressão normal ou controlada, além da gravidade que a hipertensão não tratada oferece. Além disso, a Sociedade Brasileira de Cardiologia busca conscientizar a população para o diagnóstico precoce e da importância em não abandonar o tratamento.
Hoje, no Brasil, estima-se de 30% da população é atingida por essa doença silenciosa que, na maioria dos casos, não apresenta sintomas. Ainda no Brasil, avalia-se que apenas 10%, dos cerca de 30 milhões de hipertensos existentes, façam o controle adequado da hipertensão.
De acordo com profissionais da área, o número de hipertensos pode ser muito maior do que o registrado ou conhecido. A justificativa para tanto é que grande parte das pessoas não sabe que sofre de hipertensão arterial e, portanto, não faz nenhum tratamento para controle.
A hipertensão é responsável por 7,6 milhões de mortes ao ano em todo o mundo. Responde por 47% dos infartos, 54% dos AVC’s – Acidentes Vasculares Cerebrais (derrames) e 37% dos casos de insuficiência renal. No Brasil, a cada ano, 300 mil são vitimados pelas doenças cardiovasculares, principalmente causadas pela hipertensão. Este número é duas vezes maior que as mortes causadas por câncer de todos os tipos; três vezes mais que aquelas devidas a acidentes; e, quatro vezes maior que as causadas por infecções, incluindo a AIDS.
Na maioria dos casos, a doença é assintomática, ou seja, o portador da hipertensão arterial não sente qualquer sintoma, todavia, quando a pressão arterial sobe muito aparecem sintomas como dores de cabeça, tontura e mal-estar. A hipertensão não tem cura, porém, pode ser controlada através de mudanças no estilo de vida, como alimentação adequada, sobretudo o consumo de sal controlado, controle do peso, prática de atividade física e abandono do tabagismo. Em alguns casos é necessário tratamento com medicamentos, além do acompanhamento constante da pressão arterial em uma unidade de saúde.
De acordo com site da campanha "Eu sou 12 por 8", o grande desafio é alcançar a compreensão das pessoas para os benefícios em se ter uma pressão normal ou controlada, além da gravidade que a hipertensão não tratada oferece. Além disso, a Sociedade Brasileira de Cardiologia busca conscientizar a população para o diagnóstico precoce e da importância em não abandonar o tratamento.
Guantânamo: O Auschwitz-Birkenau do século XXI
Apenas para relembrar o triste e vergonhoso episódio da raça humana na primeira metade do século XX, Auschwitz-Birkenau(foto), dois municípios localizados ao Sul da Polônia, foi como ficou conhecido o complexo de campos de concentração, símbolos do Holocausto patrocinado pelo nazismo de Adolf Hitler e o seu governo alemão que, a partir de 1940, construiu vários campos de concentração e um campo de extermínio na, então, Polônia ocupada. Conforme nos permite lembrar a história, foram três campos principais e 39 campos auxiliares. Desnecessário lembrar o número de vítimas deste genocídio e do terror físico e mental imposto pela doença incontestável de Hitler e seus seguidores, como o médico alemão Josef Mengele, ou simplesmente “Todesengel”, "O Anjo da Morte", como era conhecido no campo de concentração de Birkenau.
Pois bem, em pleno século XXI ainda perdura a lamentável experiência deixada pelo hitlerianismo, todavia, protagonizado pelo governo estadunidense, conforme bem revelam novos documentos divulgados pelo Wikileaks.
Antes, entretanto, das novas informações, vale à pena lembrar como surgiu esta “prisão” estadunidense em pleno território cubano. Quem não conhece ficará pasmo ao saber que sua origem antecede aos campos de concentração de Hitler e a trajetória até os dias atuais.
O Campo de Concentração – Cronologia
Em 1903, sob o propósito de mineração e operações navais, os governos dos Estados Unidos e o de Cuba assinaram um contrato de arrendamento perpétuo de 116km² de terra e água na baía de Guantânamo.
Em 1942, durante o ataque japonês à base de Pearl Harbor, o presidente estadunidense Franklin D. Roosevelt autoriza a prisão de estadunidenses de origem japonesa. Estima-se que, nos anos seguintes, cerca de sete milhões de prisioneiros eram mantidos em campos abertos, não recebendo os benefícios da Convenção de Genebra por serem considerados, pelo governo estadunidense do presidente Einsenhower, forças inimigas desarmadas.
Em janeiro de 1971, as acusações feitas às forças estadunidenses pelo Winter Soldier Investigation, de cometer atrocidades durante o conflito com o Vietnã, incluindo assassinatos e torturas, são apresentadas à imprensa.
Em 2001, cerca de um mês após o ataque de 11 de setembro às Torres Gêmeas, o governo estadunidense de George W. Bush inicia as operações de combate no Afeganistão.
Descritos pelo presidente Bush como terroristas e, assim, desprotegidos pela Convenção de Genébra, em 2002 o primeiro grupo de 20 combatentes capturados no Afeganistão é levado ao Campo X-Ray em Guantânamo. Em seu discurso, Bush diz que a guerra contra o terrorismo está só começando e acusa o Irã, o Iraque e a Coreia do Norte de integrarem o Eixo do Mal. O Campo X-Ray é fechado definitivamente e os detidos são transferidos para o Campo Delta. Em outubro, pela primeira vez, quatro prisioneiros de Guantânamo são liberados. Em novembro, são recomendas técnicas de interrogatório agressivas para qualquer suspeito de terrorismo.
Em 2003, dos 773 prisioneiros que passaram pela prisão em solo cubano, 680 permanecem em Guantânamo.
Em 2004, os prisioneiros de Guantânamo são interrogados por comissões militares especiais e, dos 558 detidos que completaram o processo, apenas 38 são selecionados para serem libertados.
Em 2006, a ONU solicita o fechamento da prisão de Guantânamo. Um dos prisioneiros de Guantânamo tenta o suicídio e, um mês depois, três prisioneiros morrem em um aparente suicídio coletivo. Outros prisioneiros iniciam greve de fome, mas são alimentados à força pelos guardas. A Suprema Corte determina que o sistema de comissões militares viola as leis estadunidenses e a Convenção de Genebra. Em setembro, Bush reconhece que a CIA manteve prisioneiros em segredo durante anos sem processá-los e que esses detidos foram submetidos a procedimentos “alternativos” de interrogatório extremamente agressivos.Em 2007, documentos do FBI revelam 26 abusos por guardas de Guantânamo, incluindo expor os prisioneiros a temperaturas extremas, desrespeitar o Alcorão e atos de humilhação realizados por guardas do sexo feminino.
Em 2009, o presidente Barack Obama se dispõe a fechar Guantânamo ainda no primeiro ano de governo e exige revisão de como os prisioneiros serão tratados antes do fechamento – se serão enviados a outros países ou processados. As comissões criadas por Bush são extintas. O National Geographic Channel divulga documentário em que ex-guarda de Guantânamo detalha crimes cometidos, como transporte dos detentos em jaulas, abuso sexual cometido por médicos, vários tipos de torturas, espancamentos brutais que deixavam o chão encharcado de sangue, desrespeito às práticas religiosas (fazer o detento comer carne de porco ou assistir profanações do Alcorão) e detenção de crianças. Fonte: Wikipédia
Wikileaks e novas revelaçõesEm 2006, o então presidente Bush admitiu que a CIA manteve prisioneiros em segredo durante anos sem processá-los e que foram submetidos a interrogatórios extremamente agressivos. Todavia, o que o chefe estadunidense deixou de reconhecer está apontado nos novos documentos revelados pelo Wikileaks.
Durante anos os Estados Unidos mantiveram secretamente, em Guantânamo, centenas de inocentes e libertaram dezenas de presos de "alto risco". As informações constam em documentos militares, de 2002 a 2009, sobre 704 dos 779 homens que passaram pela prisão instalada na base naval de Guantânamo.
Ainda de acordo com os novos documentos divulgados pelo Wikileaks, pelo menos 150 detidos de Guantânamo eram inocentes e 380 eram "soldados rasos" combatentes talibãs ou estrangeiros.
Conclusão
Podemos até não chegar ao extremo de comparar a Prisão de Guantânamo, oficialmente Campo de Detenção da Baía de Guantânamo, na ilha de Cuba, com o holocausto nazista no complexo de campos de concentração de Auschwitz e Birkenau, porém, toda a cronologia deste “Campo de Concentração”, documentos e relatos apontam para algo que não fica muito atrás ou diferente.
Pois bem, em pleno século XXI ainda perdura a lamentável experiência deixada pelo hitlerianismo, todavia, protagonizado pelo governo estadunidense, conforme bem revelam novos documentos divulgados pelo Wikileaks.
Antes, entretanto, das novas informações, vale à pena lembrar como surgiu esta “prisão” estadunidense em pleno território cubano. Quem não conhece ficará pasmo ao saber que sua origem antecede aos campos de concentração de Hitler e a trajetória até os dias atuais.
O Campo de Concentração – Cronologia
Em 1903, sob o propósito de mineração e operações navais, os governos dos Estados Unidos e o de Cuba assinaram um contrato de arrendamento perpétuo de 116km² de terra e água na baía de Guantânamo.
Em 1942, durante o ataque japonês à base de Pearl Harbor, o presidente estadunidense Franklin D. Roosevelt autoriza a prisão de estadunidenses de origem japonesa. Estima-se que, nos anos seguintes, cerca de sete milhões de prisioneiros eram mantidos em campos abertos, não recebendo os benefícios da Convenção de Genebra por serem considerados, pelo governo estadunidense do presidente Einsenhower, forças inimigas desarmadas.
Em janeiro de 1971, as acusações feitas às forças estadunidenses pelo Winter Soldier Investigation, de cometer atrocidades durante o conflito com o Vietnã, incluindo assassinatos e torturas, são apresentadas à imprensa.
Em 2001, cerca de um mês após o ataque de 11 de setembro às Torres Gêmeas, o governo estadunidense de George W. Bush inicia as operações de combate no Afeganistão.
Descritos pelo presidente Bush como terroristas e, assim, desprotegidos pela Convenção de Genébra, em 2002 o primeiro grupo de 20 combatentes capturados no Afeganistão é levado ao Campo X-Ray em Guantânamo. Em seu discurso, Bush diz que a guerra contra o terrorismo está só começando e acusa o Irã, o Iraque e a Coreia do Norte de integrarem o Eixo do Mal. O Campo X-Ray é fechado definitivamente e os detidos são transferidos para o Campo Delta. Em outubro, pela primeira vez, quatro prisioneiros de Guantânamo são liberados. Em novembro, são recomendas técnicas de interrogatório agressivas para qualquer suspeito de terrorismo.
Em 2003, dos 773 prisioneiros que passaram pela prisão em solo cubano, 680 permanecem em Guantânamo.
Em 2004, os prisioneiros de Guantânamo são interrogados por comissões militares especiais e, dos 558 detidos que completaram o processo, apenas 38 são selecionados para serem libertados.
Em 2006, a ONU solicita o fechamento da prisão de Guantânamo. Um dos prisioneiros de Guantânamo tenta o suicídio e, um mês depois, três prisioneiros morrem em um aparente suicídio coletivo. Outros prisioneiros iniciam greve de fome, mas são alimentados à força pelos guardas. A Suprema Corte determina que o sistema de comissões militares viola as leis estadunidenses e a Convenção de Genebra. Em setembro, Bush reconhece que a CIA manteve prisioneiros em segredo durante anos sem processá-los e que esses detidos foram submetidos a procedimentos “alternativos” de interrogatório extremamente agressivos.Em 2007, documentos do FBI revelam 26 abusos por guardas de Guantânamo, incluindo expor os prisioneiros a temperaturas extremas, desrespeitar o Alcorão e atos de humilhação realizados por guardas do sexo feminino.
Em 2009, o presidente Barack Obama se dispõe a fechar Guantânamo ainda no primeiro ano de governo e exige revisão de como os prisioneiros serão tratados antes do fechamento – se serão enviados a outros países ou processados. As comissões criadas por Bush são extintas. O National Geographic Channel divulga documentário em que ex-guarda de Guantânamo detalha crimes cometidos, como transporte dos detentos em jaulas, abuso sexual cometido por médicos, vários tipos de torturas, espancamentos brutais que deixavam o chão encharcado de sangue, desrespeito às práticas religiosas (fazer o detento comer carne de porco ou assistir profanações do Alcorão) e detenção de crianças. Fonte: Wikipédia
Wikileaks e novas revelaçõesEm 2006, o então presidente Bush admitiu que a CIA manteve prisioneiros em segredo durante anos sem processá-los e que foram submetidos a interrogatórios extremamente agressivos. Todavia, o que o chefe estadunidense deixou de reconhecer está apontado nos novos documentos revelados pelo Wikileaks.
Durante anos os Estados Unidos mantiveram secretamente, em Guantânamo, centenas de inocentes e libertaram dezenas de presos de "alto risco". As informações constam em documentos militares, de 2002 a 2009, sobre 704 dos 779 homens que passaram pela prisão instalada na base naval de Guantânamo.
Ainda de acordo com os novos documentos divulgados pelo Wikileaks, pelo menos 150 detidos de Guantânamo eram inocentes e 380 eram "soldados rasos" combatentes talibãs ou estrangeiros.
Conclusão
Podemos até não chegar ao extremo de comparar a Prisão de Guantânamo, oficialmente Campo de Detenção da Baía de Guantânamo, na ilha de Cuba, com o holocausto nazista no complexo de campos de concentração de Auschwitz e Birkenau, porém, toda a cronologia deste “Campo de Concentração”, documentos e relatos apontam para algo que não fica muito atrás ou diferente.
segunda-feira, 25 de abril de 2011
Cenário típico do ‘samba do criolo doido’
No mesmo dia em que é divulgado déficit da balança comercial brasileira, ou seja, compramos mais do que vendemos para os outros países; a presidenta Dilma reafirma sua preocupação com o crescimento da inflação prometendo ser firme no combate; o atual secretário Municipal de Esportes e Lazer de São Paulo, Walter Feldman, um dos fundadores do Partido da Social Democracia Brasileiro (PSDB), anuncia sua saída da legenda tucana e, apesar de não admitir, com forte propensão a ir para a recém-criada legenda pelo prefeito da capital paulista, Gilberto Kassab, o PSD (Partido Social Democrata); depois do homem que escalou o mastro da Bandeira do Brasil ateou fogo em parte de um dos símbolos nacionais, na Praça dos Três Poderes, em Brasília, nesta segunda-feira, 25, uma mulher de São Bernardo, carregando uma criança de aproximadamente dois anos de idade nos braços, driblou a segurança e invadiu o Salão Nobre do Palácio do Planalto tentando chegar ao gabinete da presidenta Dilma. Contida pelos seguranças, começou a chorar, enquanto gritava pedindo para falar com Dilma. Ela protestava por moradia para a população de baixa renda na cidade em que vive; e, enquanto isso, para fechar com “chave de ouro”, em pleno Senado da República, irritado com a pergunta de um repórter sobre os mais R$ 24 mil que recebe por mês de aposentadoria como ex-governador do Paraná, o senador Roberto Requião (PMDB-PR) perde a postura e a compostura por completo, arranca o gravador das mãos do jornalista e apaga o material que o profissional havia gravado.
Neste último caso, “se a moda pega”, nós estaremos perdidos, já que não são poucas as perguntas que a sociedade quer respostas e que, certamente, irritam os políticos.
Já no caso da invasão, além de relembrar a escalada do homem ao mastro da Bandeira do Brasil, na Praça dos Três Poderes, em Brasília, para criticar o senador Romero Jucá (PMDB-PR), houve também a recente viagem de uma mulher no avião presidencial sem que a segurança se atentasse para o fato. Assim, se torna cada vez mais firme a frase do marketing governamental: “Brasil, Um País de Todos”.
Neste último caso, “se a moda pega”, nós estaremos perdidos, já que não são poucas as perguntas que a sociedade quer respostas e que, certamente, irritam os políticos.
Já no caso da invasão, além de relembrar a escalada do homem ao mastro da Bandeira do Brasil, na Praça dos Três Poderes, em Brasília, para criticar o senador Romero Jucá (PMDB-PR), houve também a recente viagem de uma mulher no avião presidencial sem que a segurança se atentasse para o fato. Assim, se torna cada vez mais firme a frase do marketing governamental: “Brasil, Um País de Todos”.
Energia nuclear é alvo de protestos em vários países
A segunda-feira pós Páscoa iniciou com inúmeros protestos encabeçados pelo Greenpeace em vários países em protesto contra a energia nuclear e para lembrar o 25.º aniversário da tragédia de Chernobyl (foto), na Ucrânia.
No Rio de Janeiro, a manifestação de ativistas do Greenpeace simulou uma nuvem radioativa em frente à sede do Banco Nacional de Desenvolvimento (BNDES) e exigia que a instituição suspendesse o financiamento para a construção da usina Angra 3.
Os protestos na Bélgica foram marcados por dezenas de pessoas gritando palavras de ordem por Chernobyl e também por Fukushima, a central nuclear japonesa alvo de um acidente em março logo após o país ser arrasado por um tsunami que abalou todo o Nordeste do Japão.
Na França houve manifestações em várias cidades, tendo milhares de pessoas estado concentradas em frente às centrais nucleares do país e simulado a sua morte, deitando-se no chão.
Já na Alemanha, os manifestantes espalharam flores por onde passaram, de forma a simbolizar a paz.
Apesar de todas essas manifestações contra a energia nuclear, Nikolai Azarov, primeiro-ministro ucraniano, em entrevista à agência EFE, afirmou que não é possível rejeitar a energia nuclear, “seria como proibir o uso dos computadores” e justificou acrescentando que na Ucrânia não há alternativa ao nuclear, “um país obrigado a comprar gás e petróleo”.
Azarov também reconheceu que “durante estes anos todos, a comunidade internacional não se esqueceu nem um minuto de tudo o que aconteceu em Chernobyl. Por isso estaremos sempre agradecidos”, finalizou.
Acidente em Chernobyl
Chernobyl fica na Ucrânia, próximo à cidade de Pripyat. Contudo, hoje não passa de uma “Cidade Fantasma”.
O acidente nuclear na usina de Chernobyl ocorreu exatamente às 1h23min57seg do dia 26 de Abril de 1986 e é considerado o maior acidente nuclear da história, chegando à escala 7, grau máximo para um acidente desta natureza.
O acidente de Chernobyl liberou uma carga radioativa 400 vezes mais poderosa que a bomba atômica lançada sobre Hiroshima e Nagasaki, no Japão, na Segunda Guerra Mundial.
No Rio de Janeiro, a manifestação de ativistas do Greenpeace simulou uma nuvem radioativa em frente à sede do Banco Nacional de Desenvolvimento (BNDES) e exigia que a instituição suspendesse o financiamento para a construção da usina Angra 3.
Os protestos na Bélgica foram marcados por dezenas de pessoas gritando palavras de ordem por Chernobyl e também por Fukushima, a central nuclear japonesa alvo de um acidente em março logo após o país ser arrasado por um tsunami que abalou todo o Nordeste do Japão.
Na França houve manifestações em várias cidades, tendo milhares de pessoas estado concentradas em frente às centrais nucleares do país e simulado a sua morte, deitando-se no chão.
Já na Alemanha, os manifestantes espalharam flores por onde passaram, de forma a simbolizar a paz.
Apesar de todas essas manifestações contra a energia nuclear, Nikolai Azarov, primeiro-ministro ucraniano, em entrevista à agência EFE, afirmou que não é possível rejeitar a energia nuclear, “seria como proibir o uso dos computadores” e justificou acrescentando que na Ucrânia não há alternativa ao nuclear, “um país obrigado a comprar gás e petróleo”.
Azarov também reconheceu que “durante estes anos todos, a comunidade internacional não se esqueceu nem um minuto de tudo o que aconteceu em Chernobyl. Por isso estaremos sempre agradecidos”, finalizou.
Chernobyl fica na Ucrânia, próximo à cidade de Pripyat. Contudo, hoje não passa de uma “Cidade Fantasma”.
O acidente nuclear na usina de Chernobyl ocorreu exatamente às 1h23min57seg do dia 26 de Abril de 1986 e é considerado o maior acidente nuclear da história, chegando à escala 7, grau máximo para um acidente desta natureza.
O acidente de Chernobyl liberou uma carga radioativa 400 vezes mais poderosa que a bomba atômica lançada sobre Hiroshima e Nagasaki, no Japão, na Segunda Guerra Mundial.
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