Neste dia 8 de maio, Dia do Artista Plástico, resolvi nem mencionar o porquê da data ou quais suas razões. Tudo muito chato.
Por outro lado, resolvi dividir da opinião do Jurandir Ferreira. Ele escreve uma matéria calorosa sobre o trabalho do artista plástico Bruno Felisberti, isso em 1952. Uma atitude bem contemporânea da época.
Resolvi compartilhar, não apenas pelo fato da realidade vivida há 60 anos ser tão parecida com a realidade do artista atual, mas, em algo que me leva a pensar no por que esse homem dedicou a vida a retratar Poços, seus moradores, suas casas, e levou com ele sua cidade adotiva, onde quer que tenha exposto, gravada em sua obra. Que legado pictórico é esse que ele deixou? Que cidade linda era aquela que ele nos deixa para hoje? Quanto esquecimento. Segue o fragmento da matéria.
Descascando o crustáceo
Jurandir Ferreira – Poços de Caldas – terça-feira, 09 de setembro de 1952.
“No dia 8 deste último mês de agosto, ‘A Gazeta’ de São Paulo estampou um clichê de seis dos melhores quadros dentre muitos que concorreram ao XVIII Salão Paulista de Belas Artes. A um destes quadros o crítico daquele diário fazia referências especiais, destacando-o com adjetivos que envaideceriam qualquer dos mais celebrados pintores brasileiros. Era simplesmente a cabeça do Teresiano, filho de Deus e rachador de lenha, que encontramos às vezes pelas ruas de Poços de Caldas, sob o peso do Karma com ele arrasta o seu obscuro destino. E o autor dessa “Cabeça de Caboclo”, diante da qual se maravilharam os visitantes e os críticos do XVIII Salão ,era simplesmente o nosso tão grande quanto ignorado Bruno Felisberti. Quando digo ignorado é por que não o vejo ocupando o lugar que lhe cabe entre os que desfrutam notoriedade como espíritos de escol e por que muito poucos são aqueles que o descobriram e o mencionam. Muito menos ainda aqueles que lhe tributam admiração e as homenagens devidas por gente civilizada a artistas que possuem o talento singular desse jovem pintor...”
Então fica de presente para os artistas locais uma salva de palmas pela coragem de não se deterem, de não permitirem que o feijão seja maior que o sonho. De terem, sim, um artista para seguir a trilha. Não importa qual foi sua forma impressionista, dadaísta, fauvista... Mas ele falou o que precisava falar do que queria falar. Ele fez para ele. Por isso era tão bom. E merece ser sempre lembrado. FELIZ DIA DO ARTISTA PLÁSTICO. 2012, 100 anos de Bruno Felisberti.
(*) Por Marcelo Abuchalla – artista plástico – Poços de Caldas – MG
segunda-feira, 7 de maio de 2012
domingo, 6 de maio de 2012
“Boca de Urna” aponta vitória do socialista Hollande
Os resultados de boca de urna apontam a vitória do socialista François Hollande no segundo turno das eleições presidenciais francesas, com 51,9% dos votos, contra 48,1% para o atual presidente de direita, Nicolas Sarkozy. Pontualmente às 20h (15h em Brasília), todas as emissoras de rádio e televisão anunciaram o nome do presidente, e embora não sejam dados oficiais, os resultados tradicionalmente são tidos como uma certeza pelos franceses. Os números definitivos serão informados pelo Ministério do Interior no início da madrugada.
A vitória de Hollande marca o retorno da esquerda à Presidência da França, 17 anos após o fim do segundo mandato do ex-presidente socialista FrançoisMitterrand, em 1995. Mitterrand – a principal inspiração do agora presidente eleito – foi sucedido pelo conservador Jacques Chirac (1995-2007), e depois por Nicolas Sarkozy (2007-2012), ambos do partido de direita União por um Movimento Democrático.
Hollande recebeu a notícia em seu comitê de campanha em Tulles, em Corrèze, reduto político do presidente eleito. Depois de votar, pela manhã, ele permaneceu no escritório durante o restante do dia, acompanhado apenas da mulher, Valérie Trierweiler, e de um conselheiro que o ajuda a preparar o seu discurso. Em instantes, Hollande vai realizar um discurso no centro de Tulles e depois segue para Paris, numa viagem de 480 km. Na capital, ele é aguardado na imensa festa popular que acontece na sede do Partido Socialista, na Rue Solférino, e depois na Praça da Bastilha, palco da Revolução Francesa, em 1789.
O socialista informou à imprensa que passou uma noite "tensa" e estava ansioso durante o dia inteiro. Esta foi a primeira vez que ele concorreu ao Palácio do Eliseu e a sua vitória é o resultado de um esforço pessoal fora do comum: nas eleições anteriores, em 2007, ele era secretário-geral do partido e visto como um político sem liderança e pouco expressivo. Mas desde que deixou as rédeas do PS, em 2008, Hollande passou por uma verdadeira metamorfose: perdeu 10 kg,rejuvenesceu o visual, passou a moderar nas piadas irônicas pelas quais era conhecido e, principalmente, se colocou como a voz moderada e sensível do partido. De encontro a um presidente que colecionava gafes contra as classes populares, em tempos de crise a França precisava de um homem que trouxesse de volta a conciliação. Com essa determinação, Hollande decidiu que a sua hora de concorrer ao cargo máximo da República tinha chegado.
Coincidência ou não, a candidatura do favorito para disputar o Palácio do Eliseu pelo Partido Socialista, Dominique Strauss-Kahn, acabou ficando pelo caminho. A cinco meses das prévias que escolheriam o candidato, no ano passado, um escândalo sexual em Nova Iorque pôs fim aos planos do ex-diretor do FMI, visto como o único capaz de vencer Sarkozy nas urnas. O desânimo tomou conta dos socialistas, que começaram a duvidar, mais uma vez, da capacidade de voltar ao poder.
Porém, uma vez escolhido pelos militantes, Hollande deu início a uma campanha sem falhas: bom de discurso, percorreu a França inteira pedindo a mudança e tentando transmitir a confiança que faltava aos franceses. Alguns o chamam de "frouxo", outros, de "bonzinho demais". O próprio Sarkozy diz que Hollande é, sem dúvida, um homem inteligente, mas "que não sabe dizer não".
No entanto, o primeiro grande comício de campanha do socialista, em Bourget, naperiferia de Paris, mostrou que as mudanças não foram somente no visual. Diante da multidão, apareceu um candidato firme, decidido e transbordando vontade política de reunir os franceses em torno dos valores republicanos, a liberdade, a igualdade, a fraternidade. Essa determinação o acompanhou durante toda a campanha, inclusive no esperado – e, sem dúvida, temido – debate cara a cara contra Sarkozy, visto pelo presidente como a oportunidade de ouro para reverter o quadro e, quem sabe, vencer as eleições.
No primeiro turno, as urnas confirmam a primeira façanha: jamais na história da 5ª República Francesa um presidente em exercício tinha ficado em segundo lugar no primeiro turno. Agora, os franceses confirmaram que querem sim a mudança tanto pedida por Hollande. Resta ao novo presidente provar que será capaz de, diante de tantas adversidades, trazer de volta a França que tanto desperta admiração.
(*) Com informação Terra e AFP
A vitória de Hollande marca o retorno da esquerda à Presidência da França, 17 anos após o fim do segundo mandato do ex-presidente socialista FrançoisMitterrand, em 1995. Mitterrand – a principal inspiração do agora presidente eleito – foi sucedido pelo conservador Jacques Chirac (1995-2007), e depois por Nicolas Sarkozy (2007-2012), ambos do partido de direita União por um Movimento Democrático.
Hollande recebeu a notícia em seu comitê de campanha em Tulles, em Corrèze, reduto político do presidente eleito. Depois de votar, pela manhã, ele permaneceu no escritório durante o restante do dia, acompanhado apenas da mulher, Valérie Trierweiler, e de um conselheiro que o ajuda a preparar o seu discurso. Em instantes, Hollande vai realizar um discurso no centro de Tulles e depois segue para Paris, numa viagem de 480 km. Na capital, ele é aguardado na imensa festa popular que acontece na sede do Partido Socialista, na Rue Solférino, e depois na Praça da Bastilha, palco da Revolução Francesa, em 1789.
O socialista informou à imprensa que passou uma noite "tensa" e estava ansioso durante o dia inteiro. Esta foi a primeira vez que ele concorreu ao Palácio do Eliseu e a sua vitória é o resultado de um esforço pessoal fora do comum: nas eleições anteriores, em 2007, ele era secretário-geral do partido e visto como um político sem liderança e pouco expressivo. Mas desde que deixou as rédeas do PS, em 2008, Hollande passou por uma verdadeira metamorfose: perdeu 10 kg,rejuvenesceu o visual, passou a moderar nas piadas irônicas pelas quais era conhecido e, principalmente, se colocou como a voz moderada e sensível do partido. De encontro a um presidente que colecionava gafes contra as classes populares, em tempos de crise a França precisava de um homem que trouxesse de volta a conciliação. Com essa determinação, Hollande decidiu que a sua hora de concorrer ao cargo máximo da República tinha chegado.
Coincidência ou não, a candidatura do favorito para disputar o Palácio do Eliseu pelo Partido Socialista, Dominique Strauss-Kahn, acabou ficando pelo caminho. A cinco meses das prévias que escolheriam o candidato, no ano passado, um escândalo sexual em Nova Iorque pôs fim aos planos do ex-diretor do FMI, visto como o único capaz de vencer Sarkozy nas urnas. O desânimo tomou conta dos socialistas, que começaram a duvidar, mais uma vez, da capacidade de voltar ao poder.
Porém, uma vez escolhido pelos militantes, Hollande deu início a uma campanha sem falhas: bom de discurso, percorreu a França inteira pedindo a mudança e tentando transmitir a confiança que faltava aos franceses. Alguns o chamam de "frouxo", outros, de "bonzinho demais". O próprio Sarkozy diz que Hollande é, sem dúvida, um homem inteligente, mas "que não sabe dizer não".
No entanto, o primeiro grande comício de campanha do socialista, em Bourget, naperiferia de Paris, mostrou que as mudanças não foram somente no visual. Diante da multidão, apareceu um candidato firme, decidido e transbordando vontade política de reunir os franceses em torno dos valores republicanos, a liberdade, a igualdade, a fraternidade. Essa determinação o acompanhou durante toda a campanha, inclusive no esperado – e, sem dúvida, temido – debate cara a cara contra Sarkozy, visto pelo presidente como a oportunidade de ouro para reverter o quadro e, quem sabe, vencer as eleições.
No primeiro turno, as urnas confirmam a primeira façanha: jamais na história da 5ª República Francesa um presidente em exercício tinha ficado em segundo lugar no primeiro turno. Agora, os franceses confirmaram que querem sim a mudança tanto pedida por Hollande. Resta ao novo presidente provar que será capaz de, diante de tantas adversidades, trazer de volta a França que tanto desperta admiração.
(*) Com informação Terra e AFP
Gregos vão às urnas desiludidos com políticos e com a crise
A enorme escola de Grava, um dos maiores centros eleitorais de Atenas, está em franca movimentação. Muitos gregos participam da escolha de um entre os 32 partidos que hoje disputam as eleições legislativas antecipadas, com dois partidos do centro defendendo medidas de austeridade e outro a opor-se ao memorando com a troika.
O voto é obrigatório na Grécia, mas não há penalizações para quem não votar. A maioria dos eleitores com quem falamos, no entanto, não está aqui por obrigação. Está aqui para dizer alguma coisa. E muitos não veem a questão como simplesmente a favor ou contra o memorando.
“Em quem é que votei?”, repete Angel, que está aqui com a mulher e os quatro filhos pequenos. “Posso dizer em quem não votei”, começa, pegando no molho de papéis com os nomes dos partidos e os candidatos que cada eleitor recebe. “Não votei nestes”, diz, mostrando o papel do Nova Democracia (centro-direita), o partido previsto para vencer as eleições, embora sem maioria, com uns magros 22 a 24%. “E também não votei nestes”, continua, ao chegar ao papel do PASOK (centro-esquerda), entre 18 e 20%.
“Não votei em nenhum deles porque acho que não podem fazer nada pelaGrécia”, explica, referindo-se aos dois partidos que têm se alternado no poder desde 1974. “Votei em algo diferente”, diz, enquanto chega ao papel do Gregos Independentes, formado por um antigo deputado do Nova Democracia (Panos Kammenos). É um partido que acusa os políticos que assinaram o memorando de serem “traidores” e que compete com o Syriza, aliança de esquerda radical, e com o Partido Comunista pelo terceiro lugar na votação. “Não é que espere que façam grande coisa”, diz o engenheiro mecânico, que “tal como toda a gente”, teme pelo seu emprego com todos estes cortes e austeridade. “Mas temos mesmo de mudar.”
“O partido mais viável"
Já Katerina, uma geóloga de 30 anos (muitas pessoas preferem não dar o sobrenome quando discutem a escolha de voto) escolheu o Nova Democracia, de Antonis Samaras. “Acredito que é o partido mais fiável, o único que tem experiência para pôr o país fora da crise”, diz. Katerina trabalha na universidade em um projeto financiado pela União Europeia, por isso não teme pelo seu futuro imediato, embora “trabalhe mais horas por menos dinheiro”. “Mas tenho família, e amigos. Toda a gente está sendo afetada.”
Curiosamente, não conseguimos falar com um eleitor do PASOK além dos queestão fazendo campanha, entregando panfletos à porta da escola. Mas nem o homem de meia-idade nem a mulher que estão distribuindo os panfletos, nem nenhum dos ocasionais apoiantes que passam depois de os cumprimentar, está com grande vontade de falar.
A jovem Ana Paragiou não se importa nada de dizer que votou no Syriza. “Não vais encontrar nenhum jovem que tenha votado no Nova Democracia ou no PASOK”, garante a estudante de Matemática, de 24 anos. Questionada se não teme que um voto no Syriza possa levar a Grécia a sair do euro (o partido defende que se questione o memorando e que eventualmente se recuse o pagamento de parte da dívida), ela diz que não é esta a questão mais importante. “Os políticos são o nosso principal problema – estes políticos, esta corrupção. Não podemos continuar a votar neles.”
“A Grécia não oferece nada”
Nem todos querem dizer em quem votou. “Preferia manter isso para mim”, diz Katerina Vangeli, que está sentada fumando um cigarro no ponto de ônibus. “Foi muito difícil decidir. Foi a primeira vez que estive tão indecisa e a primeira que estive tão zangada.”
Katerina é professora de línguas, mas diz que está prestes a perder o emprego quando a sua escola se juntar a outra. “Tenho 51 anos, não sei o que vou fazer. Mas o problema não sou só eu. São muitas pessoas como eu, professores, na mesma situação. E mais: dizem que há ainda jovens com emprego? Eu não acredito. O que eu vejo são jovens com 2,80 euros no bolso, para o bilhete de metro, irem procurar emprego.”
“Este sítio chamado Grécia”, diz, visivelmente emocionada, “não oferece nada”. “Nada é decidido pelas capacidades das pessoas, tudo é decidido pelos partidos”, queixa-se. “E infelizmente, não acho que nada vá mudar depois destas eleições”. “Fora com eles!”
Antes de chegar à escola, no ônibus lotado, Niki, uma senhora já reformada, aponta-nos o lugar ao lado dela para nos sentarmos. Sorri muito, mostrando os dentes de ouro, quando ouve “Portugal”. “Ah, estamos todos na mesma”, repara.
Niki já votou e está muito contente com a sua escolha, mas não quer dizer alto onome do partido. Desenha com o seu dedo as letras na palma da mão: “C” e “A”. É o partido neonazi Chrysi Avyi (Aurora Dourada). “Fora com eles, fora!”, diz, em alemão, apontando com o olhar os africanos e asiáticos que estão no ônibus.
Ela fala alemão porque viveu e trabalhou 28 anos na Alemanha. Mas não vê contradição nenhuma em querer estes estrangeiros fora da Grécia, e já ter sido ela em tempos uma estrangeira noutro país, uma imigrante. “Eles roubam”, queixa-se. Aponta para o seu colar de ouro com uma cruz: “Tens colar de ouro? Roubam-o.” Agora os brincos. “Tens brincos de ouro? Levam-os”. Mais: “entram nas casas, levam tudo”.
“Se és estrangeira e és assaltada na Grécia, dizes: fui roubada na Grécia. Mas não foram gregos. Foram estes imigrantes. Isso é mau para nós.”
(*) Com informação Publico.pt e AFP
O voto é obrigatório na Grécia, mas não há penalizações para quem não votar. A maioria dos eleitores com quem falamos, no entanto, não está aqui por obrigação. Está aqui para dizer alguma coisa. E muitos não veem a questão como simplesmente a favor ou contra o memorando.
“Em quem é que votei?”, repete Angel, que está aqui com a mulher e os quatro filhos pequenos. “Posso dizer em quem não votei”, começa, pegando no molho de papéis com os nomes dos partidos e os candidatos que cada eleitor recebe. “Não votei nestes”, diz, mostrando o papel do Nova Democracia (centro-direita), o partido previsto para vencer as eleições, embora sem maioria, com uns magros 22 a 24%. “E também não votei nestes”, continua, ao chegar ao papel do PASOK (centro-esquerda), entre 18 e 20%.
“Não votei em nenhum deles porque acho que não podem fazer nada pelaGrécia”, explica, referindo-se aos dois partidos que têm se alternado no poder desde 1974. “Votei em algo diferente”, diz, enquanto chega ao papel do Gregos Independentes, formado por um antigo deputado do Nova Democracia (Panos Kammenos). É um partido que acusa os políticos que assinaram o memorando de serem “traidores” e que compete com o Syriza, aliança de esquerda radical, e com o Partido Comunista pelo terceiro lugar na votação. “Não é que espere que façam grande coisa”, diz o engenheiro mecânico, que “tal como toda a gente”, teme pelo seu emprego com todos estes cortes e austeridade. “Mas temos mesmo de mudar.”
“O partido mais viável"
Já Katerina, uma geóloga de 30 anos (muitas pessoas preferem não dar o sobrenome quando discutem a escolha de voto) escolheu o Nova Democracia, de Antonis Samaras. “Acredito que é o partido mais fiável, o único que tem experiência para pôr o país fora da crise”, diz. Katerina trabalha na universidade em um projeto financiado pela União Europeia, por isso não teme pelo seu futuro imediato, embora “trabalhe mais horas por menos dinheiro”. “Mas tenho família, e amigos. Toda a gente está sendo afetada.”
Curiosamente, não conseguimos falar com um eleitor do PASOK além dos queestão fazendo campanha, entregando panfletos à porta da escola. Mas nem o homem de meia-idade nem a mulher que estão distribuindo os panfletos, nem nenhum dos ocasionais apoiantes que passam depois de os cumprimentar, está com grande vontade de falar.
A jovem Ana Paragiou não se importa nada de dizer que votou no Syriza. “Não vais encontrar nenhum jovem que tenha votado no Nova Democracia ou no PASOK”, garante a estudante de Matemática, de 24 anos. Questionada se não teme que um voto no Syriza possa levar a Grécia a sair do euro (o partido defende que se questione o memorando e que eventualmente se recuse o pagamento de parte da dívida), ela diz que não é esta a questão mais importante. “Os políticos são o nosso principal problema – estes políticos, esta corrupção. Não podemos continuar a votar neles.”
“A Grécia não oferece nada”
Nem todos querem dizer em quem votou. “Preferia manter isso para mim”, diz Katerina Vangeli, que está sentada fumando um cigarro no ponto de ônibus. “Foi muito difícil decidir. Foi a primeira vez que estive tão indecisa e a primeira que estive tão zangada.”
Katerina é professora de línguas, mas diz que está prestes a perder o emprego quando a sua escola se juntar a outra. “Tenho 51 anos, não sei o que vou fazer. Mas o problema não sou só eu. São muitas pessoas como eu, professores, na mesma situação. E mais: dizem que há ainda jovens com emprego? Eu não acredito. O que eu vejo são jovens com 2,80 euros no bolso, para o bilhete de metro, irem procurar emprego.”
“Este sítio chamado Grécia”, diz, visivelmente emocionada, “não oferece nada”. “Nada é decidido pelas capacidades das pessoas, tudo é decidido pelos partidos”, queixa-se. “E infelizmente, não acho que nada vá mudar depois destas eleições”. “Fora com eles!”
Antes de chegar à escola, no ônibus lotado, Niki, uma senhora já reformada, aponta-nos o lugar ao lado dela para nos sentarmos. Sorri muito, mostrando os dentes de ouro, quando ouve “Portugal”. “Ah, estamos todos na mesma”, repara.
Niki já votou e está muito contente com a sua escolha, mas não quer dizer alto onome do partido. Desenha com o seu dedo as letras na palma da mão: “C” e “A”. É o partido neonazi Chrysi Avyi (Aurora Dourada). “Fora com eles, fora!”, diz, em alemão, apontando com o olhar os africanos e asiáticos que estão no ônibus.
Ela fala alemão porque viveu e trabalhou 28 anos na Alemanha. Mas não vê contradição nenhuma em querer estes estrangeiros fora da Grécia, e já ter sido ela em tempos uma estrangeira noutro país, uma imigrante. “Eles roubam”, queixa-se. Aponta para o seu colar de ouro com uma cruz: “Tens colar de ouro? Roubam-o.” Agora os brincos. “Tens brincos de ouro? Levam-os”. Mais: “entram nas casas, levam tudo”.
“Se és estrangeira e és assaltada na Grécia, dizes: fui roubada na Grécia. Mas não foram gregos. Foram estes imigrantes. Isso é mau para nós.”
(*) Com informação Publico.pt e AFP
Novo presidente francês terá agenda internacional apertada
Eleitores franceses acreditam que eleição é determinante também para a EuropaOs franceses que pela manhã deste domingo, 06, votavam no primeiro bairro de Paris, no Centro da capital, consideravam que a escolha do presidente que hoje fazem é determinante para a França, mas também para a Europa.
Cerca de 46 milhões de eleitores votam no segundo turno das eleições presidenciais da França para escolherem entre Nicolas Sarkozy, candidato à reeleição, e o socialista François Hollande, que as sondagens apontam como vencedor.
Neste bairro parisiense, no primeiro turno, Nicolas Sarkozy venceu François Hollande, contra as previsões das sondagens e contra os resultados finais em todo o país. No primeiro turno, o socialista conseguiu 28,63% dos votos, contra 27,18% do candidato à reeleição.
Agenda
O novo presidente francês, seja Hollande ou o conservador Sarkozy, terá, já no primeiro mês de seu mandato, uma sucessão de reuniões internacionaisimportantes para a nova etapa da diplomacia francesa.
Em matéria diplomática, a revolução não está na agenda. “A política externa não será diferente”, afirmou John Gaffney, do Centro Aston para Europa de Birmingham. Os dois candidatos têm pontos de vista semelhantes sobre vários temas (Síria e Irã entre outros), mas também algumas divergências.
Para não surpreender os aliados tradicionais da França, o candidato Hollande já anunciou sua firme vontade de reativar o crescimento na Europa e de retirar as tropas francesas do Afeganistão antes do fim do ano.
As conversas já são múltiplas. “Vemos os socialistas quase todos os dias”, disse um embaixador ocidental radicado em Paris.
Se eleito, Hollande tem a intenção de viajar assim que tomar posse, em meados de maio, para “conhecer oficialmente” a chanceler Angela Merkel, que se negou a recebê-lo durante a campanha.
Enquanto Sarkozy repete que não há nada que possa ser modificado, seu adversário diz que tentará renegociar o pacto fiscal europeu para agregar um capítulo de apoio ao crescimento.
Esta renegociação do tratado, assinado em março, poderia provocar atritos com Merkel, que se opõe a ela, apesar de ter anunciado recentemente uma “agenda de crescimento” para a cúpula europeia prevista para 28 e 29 de junho.
Hollande, com seu lema “seriedade orçamentária, sim; austeridade vitalícia, não”, se vê confortado por esse anúncio e pelas recentes declarações de líderes europeus em favor do crescimento, que ele considerou “uma grande evolução”.Os líderes de França e Alemanha se encontrarão nos dias 18 e 19 de maio em Camp David, perto de Washington, na cúpula do G8 (Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão, Reino Unido e Rússia).
Para Hollande, será a chance de um primeiro contato com os líderes dos oito países, entre eles o americano Barack Obama.
Em Camp David se debaterá também o crescimento econômico, particularmente as promessas do G8 feitas em 2011 aos governos surgidos na Primavera Árabe.
Imediatamente depois, o novo presidente francês participará, nos dias 20 e 21 de maio, da cúpula da Otan em Chicago, cujos temas centrais serão Afeganistão e o escudo antimísseis, que foram estudados “meticulosamente” pelo socialista.
Hollande deseja a retirada das tropas francesas do Afeganistão até o fim de 2012, enquanto Sarkozy considera impossível tal retirada antes do fim de 2013.
Os Estados Unidos fixaram para 2014 a transferência de responsabilidades às forças afegãs.
“Se Hollande quer uma retirada já em 2012, pode haver acordos possíveis”, afirma um diplomata europeu, lembrando que Holanda e Canadá retiraram suas tropas em 2010 e 2011, respectivamente.
Personalidade “muito diferente” da de seu rival, como afirmam vários especialistas, entre os quais Thomas Klau, do Conselho Europeu de Relações Exteriores, o socialista tem um grande apego pela busca do consenso.
Sarkozy falou pouco sobre o tema do escudo antimísseis que a Otan desejamobilizar no Leste da Europa. Hollande manifestou “reticências”, reprovando esse projeto, baseado em tecnologia norte-americana, ao questionar a dissuasão nuclear, e deseja abordar, em Chicago, também os interesses industriais franceses.
Por fim, o novo chefe de Estado francês participará, nos dias 18 e 19 de junho, no México, da cúpula do G20 (G8 + emergentes), ocasião na qual se reunirá com o presidente chinês, Hu Jintao.
(*) Com informação Expresso.pt, AFP e Terra
Cerca de 46 milhões de eleitores votam no segundo turno das eleições presidenciais da França para escolherem entre Nicolas Sarkozy, candidato à reeleição, e o socialista François Hollande, que as sondagens apontam como vencedor.
Neste bairro parisiense, no primeiro turno, Nicolas Sarkozy venceu François Hollande, contra as previsões das sondagens e contra os resultados finais em todo o país. No primeiro turno, o socialista conseguiu 28,63% dos votos, contra 27,18% do candidato à reeleição.
Agenda
O novo presidente francês, seja Hollande ou o conservador Sarkozy, terá, já no primeiro mês de seu mandato, uma sucessão de reuniões internacionaisimportantes para a nova etapa da diplomacia francesa.
Em matéria diplomática, a revolução não está na agenda. “A política externa não será diferente”, afirmou John Gaffney, do Centro Aston para Europa de Birmingham. Os dois candidatos têm pontos de vista semelhantes sobre vários temas (Síria e Irã entre outros), mas também algumas divergências.
Para não surpreender os aliados tradicionais da França, o candidato Hollande já anunciou sua firme vontade de reativar o crescimento na Europa e de retirar as tropas francesas do Afeganistão antes do fim do ano.
As conversas já são múltiplas. “Vemos os socialistas quase todos os dias”, disse um embaixador ocidental radicado em Paris.
Se eleito, Hollande tem a intenção de viajar assim que tomar posse, em meados de maio, para “conhecer oficialmente” a chanceler Angela Merkel, que se negou a recebê-lo durante a campanha.
Enquanto Sarkozy repete que não há nada que possa ser modificado, seu adversário diz que tentará renegociar o pacto fiscal europeu para agregar um capítulo de apoio ao crescimento.
Esta renegociação do tratado, assinado em março, poderia provocar atritos com Merkel, que se opõe a ela, apesar de ter anunciado recentemente uma “agenda de crescimento” para a cúpula europeia prevista para 28 e 29 de junho.
Hollande, com seu lema “seriedade orçamentária, sim; austeridade vitalícia, não”, se vê confortado por esse anúncio e pelas recentes declarações de líderes europeus em favor do crescimento, que ele considerou “uma grande evolução”.Os líderes de França e Alemanha se encontrarão nos dias 18 e 19 de maio em Camp David, perto de Washington, na cúpula do G8 (Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão, Reino Unido e Rússia).
Para Hollande, será a chance de um primeiro contato com os líderes dos oito países, entre eles o americano Barack Obama.
Em Camp David se debaterá também o crescimento econômico, particularmente as promessas do G8 feitas em 2011 aos governos surgidos na Primavera Árabe.
Imediatamente depois, o novo presidente francês participará, nos dias 20 e 21 de maio, da cúpula da Otan em Chicago, cujos temas centrais serão Afeganistão e o escudo antimísseis, que foram estudados “meticulosamente” pelo socialista.
Hollande deseja a retirada das tropas francesas do Afeganistão até o fim de 2012, enquanto Sarkozy considera impossível tal retirada antes do fim de 2013.
Os Estados Unidos fixaram para 2014 a transferência de responsabilidades às forças afegãs.
“Se Hollande quer uma retirada já em 2012, pode haver acordos possíveis”, afirma um diplomata europeu, lembrando que Holanda e Canadá retiraram suas tropas em 2010 e 2011, respectivamente.
Personalidade “muito diferente” da de seu rival, como afirmam vários especialistas, entre os quais Thomas Klau, do Conselho Europeu de Relações Exteriores, o socialista tem um grande apego pela busca do consenso.
Sarkozy falou pouco sobre o tema do escudo antimísseis que a Otan desejamobilizar no Leste da Europa. Hollande manifestou “reticências”, reprovando esse projeto, baseado em tecnologia norte-americana, ao questionar a dissuasão nuclear, e deseja abordar, em Chicago, também os interesses industriais franceses.
Por fim, o novo chefe de Estado francês participará, nos dias 18 e 19 de junho, no México, da cúpula do G20 (G8 + emergentes), ocasião na qual se reunirá com o presidente chinês, Hu Jintao.
(*) Com informação Expresso.pt, AFP e Terra
“Super Lua” iluminou o céu em todo o mundo
A noite de ontem, 05, foi iluminada por uma lua especial. Cheia e mais próxima daterra, a “Super Lua” abrilhantou os céus de todo o mundo na noite do sábado.
Para quem teve a oportunidade de apreciar o momento lunar, o satélite natural da Terra pareceu 14% maior e 30% mais brilhante do que é na realidade.
Esta ilusão de ótica foi proporcionada pelo fato de a lua estar na fase cheia e por se encontrar no ponto mais próximo da elipse – o perigeu – a apenas 363 mil quilômetros da Terra.
(*) Com informação A Bola.pt
Para quem teve a oportunidade de apreciar o momento lunar, o satélite natural da Terra pareceu 14% maior e 30% mais brilhante do que é na realidade.
Esta ilusão de ótica foi proporcionada pelo fato de a lua estar na fase cheia e por se encontrar no ponto mais próximo da elipse – o perigeu – a apenas 363 mil quilômetros da Terra.
(*) Com informação A Bola.pt
Marcha da Maconha termina em conflito no Rio de Janeiro
A Marcha da Maconha terminou em conflito entre policiais do Batalhão de Choque da PM e manifestantes, na noite de ontem, 05, na orla de Ipanema, zona Sul do Rio de Janeiro. Uma viatura foi apedrejada.
Segundo a polícia, os militantes ocuparam toda a pista na Avenida Vieira Souto, mas eles negam. O combinado era seguir em meia pista. Os policiais também dizem ter sido alvo de latas de cerveja e pedras e revidaram com gás de efeito moral.
(*) Com informação Band.com
Segundo a polícia, os militantes ocuparam toda a pista na Avenida Vieira Souto, mas eles negam. O combinado era seguir em meia pista. Os policiais também dizem ter sido alvo de latas de cerveja e pedras e revidaram com gás de efeito moral.
(*) Com informação Band.com
sábado, 5 de maio de 2012
Microsoft anuncia mais uma versão do Windows 8
Talvez você se lembre dos tempos do “Microsoft Plus! for Windows”: o pacote que você comprava separadamente trazia funções incríveis ao Windows 95, como o Internet Explorer e um jogo de pinball. A Microsoft agora usa a mesma estratégia no Windows 8: se você quiser assistir vídeo em DVD ou Blu-ray de forma nativa, precisa pagar. Mas calma: ver seus filmes no Windows 8 ainda é fácil.
A nova versão, o Windows 8 Pro with Media Center, não estará à venda nas lojas: é um upgrade que você compra online direto da Microsoft e baixa no PC. Ele vem com o Windows Media Center e codecs para tocar DVD e Blu-ray de forma nativa, além de codecs para sintonizar TV no PC. O upgrade vale apenas para as duas versões x86 já anunciadas: o Windows 8 e o Windows 8 Pro.
E como tocar DVDs no Windows 8? Usando um programa como o VLC, por exemplo. Ainda é possível usar seus discos no Windows 8, a experiência só nãovem direto da caixa. E vale notar que a limitação só existe para DVDs e Blu-rays de vídeo: seus discos com dados obviamente funcionarão bem e de forma nativa, assim como CDs de áudio ou dados.
A Microsoft diz que as vendas de DVDs estão caindo ano a ano, e o Blu-ray está perdendo espaço no PC, assim como sintonizar TV no computador. Tudo isso requer decodificadores que custam caro para a Microsoft (ela precisa pagar royalties). Então eles resolveram oferecer estas funções nativas em um upgrade separado, cujo preço “estará em linha com custos marginais” – ou seja, deve ser bem barato.
(*) Com informação Microsoft via ZDnet e Gizmodo
A nova versão, o Windows 8 Pro with Media Center, não estará à venda nas lojas: é um upgrade que você compra online direto da Microsoft e baixa no PC. Ele vem com o Windows Media Center e codecs para tocar DVD e Blu-ray de forma nativa, além de codecs para sintonizar TV no PC. O upgrade vale apenas para as duas versões x86 já anunciadas: o Windows 8 e o Windows 8 Pro.
E como tocar DVDs no Windows 8? Usando um programa como o VLC, por exemplo. Ainda é possível usar seus discos no Windows 8, a experiência só nãovem direto da caixa. E vale notar que a limitação só existe para DVDs e Blu-rays de vídeo: seus discos com dados obviamente funcionarão bem e de forma nativa, assim como CDs de áudio ou dados.
A Microsoft diz que as vendas de DVDs estão caindo ano a ano, e o Blu-ray está perdendo espaço no PC, assim como sintonizar TV no computador. Tudo isso requer decodificadores que custam caro para a Microsoft (ela precisa pagar royalties). Então eles resolveram oferecer estas funções nativas em um upgrade separado, cujo preço “estará em linha com custos marginais” – ou seja, deve ser bem barato.
(*) Com informação Microsoft via ZDnet e Gizmodo
Iniciada a vacinação contra a gripe H1N1
Congestão nasal, tosse, rouquidão, febre, mal-estar e dor de cabeça. Esses são indícios da Influenza A (H1N1), mais conhecida como Gripe Suína. A pandemia ficou conhecida após matar cerca de 17.700 pessoas no mundo em 2009. No Brasil, foram confirmados 1.632 óbitos naquele ano. Em 2011, o número caiu para 21. Para diminuir o risco de um novo surto da doença, começou hoje, 05, a Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza.
Todas as Unidades Básicas de Saúde do país ministraram as doses da vacina entre as 8h e 17h. Ao total, são seis mil postos de vacinação em todo o país.
Serão vacinados, gratuitamente, gestantes, idosos e crianças entre seis meses e dois anos. O grupo prioritário da ação também enquadra indígenas, trabalhadores de saúde que atuem em serviços de referência para pacientes com Influenza e pessoas com HIV, asma e diabetes. No caso das crianças, a vacinação aconteceem duas etapas. A segunda dose é ministrada 30 dias após a primeira. Aquelas que tomaram a vacina no ano passado, entretanto, devem tomar apenas uma dose.
A imunização acontece até o próximo dia 25 e é contraindicada a pessoas que tenham alergia severa a ovo ou estejam com febre alta. Não há restrição para quem tomou outra vacina. O Ministério da Saúde recomenda que a pessoa passe 48 sem doar sangue após a dosagem.
A vacina contém três vírus da influenza, um da gripe comum e outro da H1N1. “Estamos em um momento de prevenção. A vacinação é importante principalmente em idosos e crianças. Em 2011 conseguimos diminuir o número de pessoas internadas”, disse a coordenadora do Programa de Imunização do estado de Pernambuco, Ana Catarina Melo. Em 2011, o estado conseguiu vacinar 90% do público prioritário, que é de 1,3 milhão de pernambucanos. No Brasil, o percentual foi de 84,01%.
(*) Com informação DP
Todas as Unidades Básicas de Saúde do país ministraram as doses da vacina entre as 8h e 17h. Ao total, são seis mil postos de vacinação em todo o país.
Serão vacinados, gratuitamente, gestantes, idosos e crianças entre seis meses e dois anos. O grupo prioritário da ação também enquadra indígenas, trabalhadores de saúde que atuem em serviços de referência para pacientes com Influenza e pessoas com HIV, asma e diabetes. No caso das crianças, a vacinação aconteceem duas etapas. A segunda dose é ministrada 30 dias após a primeira. Aquelas que tomaram a vacina no ano passado, entretanto, devem tomar apenas uma dose.
A imunização acontece até o próximo dia 25 e é contraindicada a pessoas que tenham alergia severa a ovo ou estejam com febre alta. Não há restrição para quem tomou outra vacina. O Ministério da Saúde recomenda que a pessoa passe 48 sem doar sangue após a dosagem.
A vacina contém três vírus da influenza, um da gripe comum e outro da H1N1. “Estamos em um momento de prevenção. A vacinação é importante principalmente em idosos e crianças. Em 2011 conseguimos diminuir o número de pessoas internadas”, disse a coordenadora do Programa de Imunização do estado de Pernambuco, Ana Catarina Melo. Em 2011, o estado conseguiu vacinar 90% do público prioritário, que é de 1,3 milhão de pernambucanos. No Brasil, o percentual foi de 84,01%.
(*) Com informação DP
Japão fica sem nenhum reator nuclear após 42 anos
Operadora da central de Tomari começou a interromper as atividades do último dispositivo após crise de Fukushima
A paralisação do último reator nuclear ativo no Japão após a crise em Fukushima deixou, neste sábado, 05, a terceira maior economia do mundo, pela primeira vez em 42 anos, sem centrais atômicas e diante do desafio de enfrentar o cálido verão com outras fontes de energia. A medida é parte do plano para fechamento ou manutenção de todas as usinas após os problemas causados pelo tsunami do ano passado.
Desde que a pioneira central de Tokai, ao Noroeste de Tóquio, iniciou suaatividade comercial, em 25 de julho de 1966, só uma vez o Japão se encontrou na situação de não contar com nenhum reator ativo, de 30 de abril a 4 de maio de 1970.
Naquela ocasião, os dois únicos reatores existentes foram paralisados por uma revisão de rotina que durou apenas cinco dias, enquanto no atual momento se desconhece quando o país irá recuperar sua produção de energia atômica.
A empresa japonesa Hokkaido Electric Power começou o desligamento na noite de ontem, 04, no Japão (11h no horário de Brasília) e o processo será finalizado amanhã, 06, deixando o terceiro maior consumidor de energia atômica no mundo, sem nenhuma eletricidade de origem nuclear.
A crise na usina nuclear Fukushima Daiichi, da Tokyo Electric Power, na qual houve vazamento de radiação depois do terremoto e tsunami de março do ano passado, abalou a confiança da população na energia nuclear e impediu o religamento dos reatores fechados para manutenção regular.
A revisão da unidade de Tomari deverá levar 71 dias, e depois disso precisará ser submetida aos testes de resistência exigidos pelo governo perante catástrofes similares às de 11 de março de 2011, quando um tsunami arrasou o Nordeste do país.
Coincidindo com o fechamento do reator na ilha de Hokkaido, diversos grupos antinucleares se manifestaram no centro de Tóquio para celebrar o blecaute e expressar, como em algumas ocasiões anteriores, sua rejeição a este tipo de energia.
Desde que o tsunami provocou a pior crise nuclear no mundo em 26 anos, nenhumdos reatores do arquipélago paralisados por segurança ou para revisão puderam ser reativados. Para poder garantir a demanda elétrica das grandes cidades do país, como Tóquio, cuja região metropolitana conta com mais de 30 milhões de habitantes, as operadoras potencializaram o uso das centrais térmicas, o que intensifica a despesa com a importação de petróleo e gás liquefeito.
O aumento das importações, sobretudo pela compra de hidrocarbonetos, afeta duramente a balança comercial japonesa, que em janeiro de 2012 registrou seu maior déficit nos últimos 33 anos e ameaça desestabilizar a economia do país, dependente em cerca de 40% de suas exportações.
No entanto, segundo as estimativas do governo, será necessário reabrir alguns dos reatores paralisados para poder garantir a provisão elétrica estável nas principais cidades do arquipélago, que antes da tragédia obtinha cerca de 30% da energia nuclear.
Neste sentido, o Gabinete do primeiro-ministro, Yoshihiko Noda, defendido por ministros como o da Indústria, Yukio Edano, luta para obter o respaldo necessáriopara reabrir os reatores nucleares da central de Oi, na província de Fukui (Centro), os primeiros a superar os testes de resistência que credenciam, em teoria, sua segurança.
O Japão enfrentará “severos cortes elétricos” se não forem reabertas as unidades de Oi, assegurou há algumas semanas Edano, estimando que sua reativação poderia acrescentar até 2,36 milhões de quilowatts extras à região, o que reduziria as chances de cortes elétricos na zona durante este verão.
Apesar dos esforços do Gabinete japonês para demonstrar a segurança das usinas que superaram os testes, as regiões e localidades próximas à central de Oi se opõem à reativação da central e, em casos como o de Osaka, a terceira maior cidade do país, houve pressão por seu fechamento definitivo.
Isto intensificou o debate sobre a segurança e a idoneidade deste tipo de energia no Japão, após uma crise nuclear que forçou a retirada de 80 mil pessoas, deixando cidades abandonadas nas imediações da central, desolação e perdas milionárias.
As operadoras remeteram até agora, à Agência de Segurança Nuclear, 19 resultados positivos de testes de resistência feitos em seus reatores para tentar dar um primeiro passo rumo ao sinal verde para o reinício de sua atividade.
Ainda assim, ao menos por enquanto, o Japão terá de enfrentar o desafio de seguir adiante sem a energia nuclear.
(*) Com informação iG, EFE, AP e Reuters
A paralisação do último reator nuclear ativo no Japão após a crise em Fukushima deixou, neste sábado, 05, a terceira maior economia do mundo, pela primeira vez em 42 anos, sem centrais atômicas e diante do desafio de enfrentar o cálido verão com outras fontes de energia. A medida é parte do plano para fechamento ou manutenção de todas as usinas após os problemas causados pelo tsunami do ano passado.
Desde que a pioneira central de Tokai, ao Noroeste de Tóquio, iniciou suaatividade comercial, em 25 de julho de 1966, só uma vez o Japão se encontrou na situação de não contar com nenhum reator ativo, de 30 de abril a 4 de maio de 1970.
Naquela ocasião, os dois únicos reatores existentes foram paralisados por uma revisão de rotina que durou apenas cinco dias, enquanto no atual momento se desconhece quando o país irá recuperar sua produção de energia atômica.
A empresa japonesa Hokkaido Electric Power começou o desligamento na noite de ontem, 04, no Japão (11h no horário de Brasília) e o processo será finalizado amanhã, 06, deixando o terceiro maior consumidor de energia atômica no mundo, sem nenhuma eletricidade de origem nuclear.
A crise na usina nuclear Fukushima Daiichi, da Tokyo Electric Power, na qual houve vazamento de radiação depois do terremoto e tsunami de março do ano passado, abalou a confiança da população na energia nuclear e impediu o religamento dos reatores fechados para manutenção regular.
A revisão da unidade de Tomari deverá levar 71 dias, e depois disso precisará ser submetida aos testes de resistência exigidos pelo governo perante catástrofes similares às de 11 de março de 2011, quando um tsunami arrasou o Nordeste do país.
Coincidindo com o fechamento do reator na ilha de Hokkaido, diversos grupos antinucleares se manifestaram no centro de Tóquio para celebrar o blecaute e expressar, como em algumas ocasiões anteriores, sua rejeição a este tipo de energia.
Desde que o tsunami provocou a pior crise nuclear no mundo em 26 anos, nenhumdos reatores do arquipélago paralisados por segurança ou para revisão puderam ser reativados. Para poder garantir a demanda elétrica das grandes cidades do país, como Tóquio, cuja região metropolitana conta com mais de 30 milhões de habitantes, as operadoras potencializaram o uso das centrais térmicas, o que intensifica a despesa com a importação de petróleo e gás liquefeito.
O aumento das importações, sobretudo pela compra de hidrocarbonetos, afeta duramente a balança comercial japonesa, que em janeiro de 2012 registrou seu maior déficit nos últimos 33 anos e ameaça desestabilizar a economia do país, dependente em cerca de 40% de suas exportações.
No entanto, segundo as estimativas do governo, será necessário reabrir alguns dos reatores paralisados para poder garantir a provisão elétrica estável nas principais cidades do arquipélago, que antes da tragédia obtinha cerca de 30% da energia nuclear.
Neste sentido, o Gabinete do primeiro-ministro, Yoshihiko Noda, defendido por ministros como o da Indústria, Yukio Edano, luta para obter o respaldo necessáriopara reabrir os reatores nucleares da central de Oi, na província de Fukui (Centro), os primeiros a superar os testes de resistência que credenciam, em teoria, sua segurança.
O Japão enfrentará “severos cortes elétricos” se não forem reabertas as unidades de Oi, assegurou há algumas semanas Edano, estimando que sua reativação poderia acrescentar até 2,36 milhões de quilowatts extras à região, o que reduziria as chances de cortes elétricos na zona durante este verão.
Apesar dos esforços do Gabinete japonês para demonstrar a segurança das usinas que superaram os testes, as regiões e localidades próximas à central de Oi se opõem à reativação da central e, em casos como o de Osaka, a terceira maior cidade do país, houve pressão por seu fechamento definitivo.
Isto intensificou o debate sobre a segurança e a idoneidade deste tipo de energia no Japão, após uma crise nuclear que forçou a retirada de 80 mil pessoas, deixando cidades abandonadas nas imediações da central, desolação e perdas milionárias.
As operadoras remeteram até agora, à Agência de Segurança Nuclear, 19 resultados positivos de testes de resistência feitos em seus reatores para tentar dar um primeiro passo rumo ao sinal verde para o reinício de sua atividade.
Ainda assim, ao menos por enquanto, o Japão terá de enfrentar o desafio de seguir adiante sem a energia nuclear.
(*) Com informação iG, EFE, AP e Reuters
sexta-feira, 4 de maio de 2012
CPI deve espalhar mais sujeira do que o normal, salienta o ‘The Economist’
O escândalo do esquema de corrupção comandado pelo empresário Carlos Augusto de Almeida Ramos, o “Carlinhos Cachoeira” [foto acima], “promete espalhar mais sujeira do que o normal”, diz a edição da revista britânica The Economist que chegou às bancas nesta sexta-feira, 04. A revista diz que escândalos como esse são comuns em Brasília, mas que a CPMI que investigará o caso coloca políticos de todos os partidos na berlinda.
A reportagem cita o envolvimento do senador Demóstenes Torres [foto abaixo] e de outros políticos – e lembra que Torres foi descrito como um homemde “princípios e convicções” em uma lista dos 100 brasileiros mais influentes, publicada em 2009 pela revista Época.
“Até agora, os custos políticos da investigação parecem recair sobre a oposição ao governo de centro-esquerda de Dilma Rousseff”, diz o texto. “Mas as revelações não são necessariamente um presente político para Rousseff.”
Planos
Segundo a reportagem, apesar de a linha dura adotada pela presidente contra a corrupção desde o início de seu governo lhe garantir “uma reserva de credibilidade com o público”, os resultados de CPI’s costumam ser imprevisíveis.
“Mesmo que Rousseff saia politicamente ilesa, a investigação provavelmente irá atrapalhar alguns de seus planos”, diz o artigo, citando a votação sobre a distribuição dos royalties do pré-sal e projetos de infraestrutura para a Copa de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016, que podem ser atrasados, especialmente pelo envolvimento da Construtora Delta, que está sendo investigada.
“Quanto mais a podridão na política brasileira é exposta, menor o número de políticos nos quais os brasileiros sentem que podem confiar”, diz a revista.
(*) Com informação AE e BBC
A reportagem cita o envolvimento do senador Demóstenes Torres [foto abaixo] e de outros políticos – e lembra que Torres foi descrito como um homemde “princípios e convicções” em uma lista dos 100 brasileiros mais influentes, publicada em 2009 pela revista Época.
“Até agora, os custos políticos da investigação parecem recair sobre a oposição ao governo de centro-esquerda de Dilma Rousseff”, diz o texto. “Mas as revelações não são necessariamente um presente político para Rousseff.”
Planos
Segundo a reportagem, apesar de a linha dura adotada pela presidente contra a corrupção desde o início de seu governo lhe garantir “uma reserva de credibilidade com o público”, os resultados de CPI’s costumam ser imprevisíveis.
“Mesmo que Rousseff saia politicamente ilesa, a investigação provavelmente irá atrapalhar alguns de seus planos”, diz o artigo, citando a votação sobre a distribuição dos royalties do pré-sal e projetos de infraestrutura para a Copa de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016, que podem ser atrasados, especialmente pelo envolvimento da Construtora Delta, que está sendo investigada.
“Quanto mais a podridão na política brasileira é exposta, menor o número de políticos nos quais os brasileiros sentem que podem confiar”, diz a revista.
(*) Com informação AE e BBC
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