domingo, 25 de outubro de 2015

SERÁ MESMO O SÁBADO O DIA EM QUE DEVEMOS SANTIFICAR?

Será que trabalhar neste dia não estamos fazendo o bem para nós mesmos?
“Prezados amigos e irmãos: estou com uma dúvida e não consigo entender um assunto muito importante na Bíblia. É sobre o sábado. Será mesmo o sábado o dia em que devemos santificar? Eu li várias vezes esse assunto na Bíblia, mas não consegui entender sobre esse assunto. Jesus disse que no sábado devemos fazer o bem, será que trabalhar neste dia não estamos fazendo o bem para nós mesmos? Ou seja, ganhar o nosso pão? Jesus não diz claramente que devemos santificar o sábado, diz apenas que é para nós fazermos o bem ao próximo. Tem ele abolido este dia assim como fez com o sacrifício de animais? O sábado pode ser qualquer dia, ou seja, posso trabalhar seis dias e descansar em qualquer dia que eu determinar? Eu já sofri muito por causa do sábado, simplesmente por não poder arrumar emprego. Será que Deus não se preocupa com uma situação dessa? Trabalhar para ganhar o pão seria injusto diante de Deus? Obrigado pela atenção e aguardo o mais breve possível pela resposta. Um abraço.”
Em I João 2:1-6 lemos “Meus filhinhos, estas coisas vos escrevo, para que não pequeis; mas, se alguém pecar, temos um Advogado para com o Pai, Jesus Cristo, o justo. E ele é a propiciação pelos nossos pecados, e não somente pelos nossos, mas também pelos de todo o mundo. E NISTO SABEMOS QUE O CONHECEMOS; SE GUARDAMOS OS SEUS MANDAMENTOS. AQUELE QUE DIZ: EU O CONHEÇO, E NÃO GUARDA OS SEUS MANDAMENTOS, É MENTIROSO, E NELE NÃO ESTÁ A VERDADE; mas qualquer que guarda a sua palavra, nele realmente se tem aperfeiçoado o amor de Deus. E NISTO SABEMOS QUE ESTAMOS NELE; AQUELE QUE DIZ ESTAR NELE, TAMBÉM DEVE ANDAR COMO ELE ANDOU.”
Os 10 Mandamentos foram escritos pelo próprio DEUS. Veja o que nos diz Êxodo 31:18 – “E deu a Moisés, quando acabou de falar com ele no monte Sinai, as duas tábuas do testemunho, tábuas de pedra, ESCRITAS PELO DEDO DE DEUS.”
Os 10 Mandamentos estão em Êxodo 20, e o quarto Mandamento nos diz que no sábado “não farás nenhuma obra”.
Alguns dizem que Jesus mudou os 10 Mandamentos. Mas Jesus nos diz “Não penseis que vim destruir a lei ou os profetas; não vim destruir, mas cumprir.” – Mateus 5:17.
Outros dizem que Jesus trabalhou no sábado, e que assim, nós também podemos trabalhar. Mas veja qual era o costume de Jesus a cada sábado:
“Chegando a Nazaré, onde fora criado; entrou na sinagoga no dia de sábado, SEGUNDO O SEU COSTUME, e levantou-se para ler.” – Lucas 4:16
No dia em que Jesus morreu, sua mãe e outras mulheres queriam embalsamar o corpo de Jesus. Mas Jesus morreu na sexta-feira por volta das 3 horas da tarde. Veja então como elas se comportaram:
“Então voltaram e prepararam especiarias e ungüentos. E no sábado repousaram, conforme o mandamento.” – Lucas 23:56.
O apóstolo Paulo, muitos anos depois de Jesus morrer, continuou tendo o mesmo costume de pregar nas sinagogas como Jesus. Veja:
“Mas eles, passando de Perge, chegaram a Antioquia da Psídia; e entrando na sinagoga, no dia de sábado, sentaram-se… Quando iam saindo, rogavam que estas palavras lhes fossem repetidas no sábado seguinte… No sábado seguinte reuniu-se quase toda a cidade para ouvir a palavra de Deus.” – Atos 13:14,42,44
“Ora, Paulo, segundo o seu costume, foi ter com eles; e POR TRÊS SÁBADOS discutiu com eles as Escrituras” – Atos 17:2
Mesmo onde não havia sinagoga, Paulo tinha um comportamento diferente neste dia, Veja:
“No sábado saímos portas afora para a beira do rio, onde julgávamos haver um lugar de oração e, sentados, falávamos às mulheres ali reunidas.” – Atos 16:13
Vemos assim, que, nem Jesus e nem os seus discípulos nos dizem ou mostram que podemos desconsiderar o sábado como um dia santo.
No sábado não devemos trabalhar como nos outros dias. O sábado é um dia santo, e nós também devemos fazer apenas serviços santos neste dia.
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Não sei se você já estudou sobre a origem do sábado. Vamos lá?
Gênesis 2:1-3 – “Assim foram acabados os céus e a terra, com todo o seu exército. Ora, havendo Deus completado no dia sétimo a obra que tinha feito, descansou nesse dia de toda a obra que fizera. Abençoou Deus o sétimo dia, e o santificou; porque nele descansou de toda a sua obra que criara e fizera.”
Logo após a criação, onde não havia pecado, onde tudo era perfeito e Adão e Eva viveriam com Deus no paraíso, no jardim do Éden, Deus criou o sábado como um dia separado dos demais.
Não sei se você gosta de flores, mas se você tiver 7 vasos com flores, não deve destruir nenhum deles, pois todas as 7 flores foram criadas por Deus e merecem respeito. Contudo, se Deus abençoar uma das flores em especial e além disso santificá-la, esta flor merecerá mais respeito que as demais, pois esta foi especialmente abençoada por Deus.
Assim também o sábado foi, é, e sempre será um dia especialmente abençoado por Deus. Embora todos os outros dias também nos servem para orar, estudar a Bíblia e fazer boas obras, o sábado é especialmente desginado para estes fins.
Isaías 66:22,23 nos diz o que vai acontecer após a volta de Jesus, quando todos os santos salvos serão novamente transportados para o Paraíso e viverão junto com o próprio Deus. Veja:
“Pois, como os novos céus e a nova terra, que hei de fazer, durarão diante de mim, diz o Senhor, assim durará a vossa posteridade e o vosso nome. E acontecerá que desde uma lua nova até a outra, e desde um sábado até o outro, virá toda a carne a adorar perante mim, diz o Senhor.”
Note como o sábado foi destacado por Deus como um dia especial na nova Terra que Ele criará. Com certeza, todos os dias na nova Terra serão bons e especiais, mas o sábado continuará sendo um dia especialmente destacado por Deus para que todos O adorem.
Ainda em Isaías 56:1,2, temos uma recomendação para nos prepararmos para a volta de Jesus. Veja: “Assim diz o Senhor: Mantende a retidão, e fazei justiça; porque a minha salvação está prestes a vir, e a minha justiça a manifestar-se. Bem-aventurado o homem que fizer isto, e o filho do homem que lançar mão disto: que se abstém de profanar o sábado, e guarda a sua mão de cometer o mal.”
O preparo para a volta de Jesus requer que o Seu povo guarde o sábado como um dia especialmente destacado de adoração a Deus.
Assim, embora seja nosso dever praticar boas obras, estudar a Bíblia e orar todos os dias, Deus nos deu um dia especial, onde não nos preocupamos com nada, não trabalhamos, mas vamos à igreja adorar o nosso Deus e agradecer a Ele por cuidar com tanto amor de nós!
Também procuramos levar o amor e a verdade de Deus para outras pessoas neste dia, através de estudos Bíblicos, visitas, entrega de folhetos, convites para cultos, etc…, ou seja, seguimos o exemplo de Jesus que em todo sábado estava na sinagoga, ou buscando pessoas para o reino de Deus!
Deus continue te abençoando em seus estudos Bíblicos!

Fonte: biblia.com.br

EGITO AUTORIZA BUSCAS PELO TÚMULO DE NEFERTITI

Murais do túmulo de 33 séculos podem esconder duas portas de existência antes insuspeitada
Uma comissão de especialistas no Egito autorizou a sondagem da tumba de Tutancâmon com um radar com o objetivo de verificar a teoria de um arqueólogo britânico segundo a qual a rainha Nefertiti estaria enterrada numa câmara secreta da mesma tumba, anunciou na última quinta-feira, 22. o governo egípcio.
Os egiptólogos nunca conseguiram encontrar a múmia da rainha de beleza lendária, que exerceu um papel político e religioso fundamental no século XIV do período pré-cristão.
Como requer o procedimento, um comitê de especialistas do Departamento de Antiguidades egípcio concordou em investigar as paredes da tumba do faraó Tutancâmon usando radares sofisticados, disse à AFP a porta-voz do ministério, Mouchira Moussa.
O túmulo de Tutancâmon está localizado no Vale dos Reis, perto de Luxor, no sul do Egito.
"Nós ainda estamos aguardando as autorizações de segurança", explicou Moussa, afirmando que os testes podem ocorrer "durante o mês de novembro".
A exploração com radar permitirá a verificação da teoria do arqueólogo britânico Nicholas Reeves, que acredita que os murais do túmulo de 33 séculos podem esconder duas portas de existência antes insuspeitada.
De acordo com o egiptólogo, uma dessas duas portas poderia levar à "câmara funerária intacta da proprietária original do túmulo – Nefertiti".
A outra levaria a "uma sala de armazenamento não explorada", que "dataria aparentemente" da era de Tutancâmon. O faraó morreu aos 19 anos, em 1324 do período pré-cristão, após um curto reinado de nove anos.
Nefertiti foi esposa do faraó Akhenáton, que converteu temporariamente o Egito antigo ao monoteísmo ao impor o culto exclusivo do deus sol, Áton.
No final de setembro, Reeves efetuou uma visita de campo em Luxor para defender sua teoria diante das autoridades egípcias.
Após a visita, o ministro das Antiguidades, Mamdouh al-Damati, disse estar diante da "descoberta do século".
Mas as autoridades egípcias acreditam que é mais provável descobrir a tumba de Kiya, outra esposa de Akhenaton, da filha do faraó ou de um membro da família real.
Ao contrário de outros túmulos de faraós que foram quase todos saqueados ao longo dos milênios, o mausoléu de Tutancâmon, descoberto em 1922 pelo arqueólogo britânico Howard Carter, abrigou intacto mais de 5.000 objetos, de 3.300 anos de idade, muitos em ouro maciço.

Fonte: AFP

quinta-feira, 26 de março de 2015

POLÍCIA MILITAR FAZ OPERAÇÃO EVIDÊNCIA NAS 853 CIDADES MINEIRAS

Pela primeira vez a PMMG envolve todo efetivo operacional em 24 horas de policiamento conjunto
A Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) lançou hoje, 26, a Operação Evidência, que acontece simultaneamente em todo estado. O objetivo é a prevenção da criminalidade e reforço da sensação de segurança. Cerca de 35 mil militares das 90 Unidades de Execução Operacional estão envolvidos em 24 horas de policiamento ostensivo. Esta é a primeira vez na história da PMMG que toda a corporação atua ao mesmo tempo em todas as 853 cidades mineiras.
Durante a última semana, a força de inteligência da PMMG definiu as cinco frentes de atuação. As diretrizes foram passadas pelo Comandante Geral da PMMG, Coronel Marco Antônio Bianchini, a todos os comandantes das regiões. Cada unidade atuará de acordo com a realidade criminal local. O assessor de imprensa da PMMG, Major Gilmar Luciano, explica a importância da Operação Evidência: “Queremos colocar em evidência todas as ações militares que desenvolvemos rotineiramente. Além da prevenção de crimes, queremos atuar na sensação de segurança do cidadão. Por isso, estipulamos cinco diretrizes a serem aplicadas na capital e interior”.
As cinco diretrizes são: a Operação Cinturão nas estradas que fazem fronteiras com os estados RJ, ES, SP, BA e GO, focada no combate ao tráfico de drogas, comércio ilegal de armas e inspeção de veículos nas rodovias; Operação Incursão em Zonas Críticas, com militares presentes nos pontos mais perigosos das cidades mineiras; Operação Busca, Apreensão e Prisão, de cumprimento de mandados pendentes de busca, apreensão e prisão; Operação Batida Policial, de abordagem em pontos estratégicos para combate à prostituição, comércio ilegal de drogas e armas; e Operação Trânsito Urbano/Rodoviário, de controle de documentação e combate e prevenção de furto de veículos dentro das cidades e nas estradas.
Durante todo o dia, as informações acerca da operação serão passadas pelo Major Gilmar Luciano que divulgará um balanço completo às 14h desta sexta-feira, 27.

Fonte: Central de Imprensa Segov-MG

ASSENTADO DE IBIÁ FATURA R$12 MIL POR MÊS COM PRODUÇÃO DE LEITE

Associação à cooperativa fortaleceu o agricultor familiar e espantou os atravessadores que pagavam R$0,40 a menos no litro do leite
O agricultor Jader Alexandre da Costa e sua família faturam, em média, R$12 mil com a produção de leite no assentamento Treze de Maio em Ibiá, no Alto Paranaíba de Minas Gerais. O sucesso foi atingido após aplicar com dedicação os recursos disponibilizados pelo Incra por meio do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf).
Os créditos do Pronaf A e Custeio permitiram à família adquirir 28 vacas leiteiras. A prática de inseminação artificial e o uso de tecnologia avançada têm garantido a qualidade do produto. Os cerca de 400 litros de leite tirados por dia são vendidos à Cooperativa de Patrocínio (Coopa), município também de Minas Gerais, ao preço de até R$0,91 por litro.
“Depois dos créditos do Incra e a parceria com a Cooperativa, a nossa vida melhorou cem por cento”, comemora Jader. Ele, seu pai, Jadir, e sua mãe, Maria, pagam com facilidade o carro que compraram e já tem casa reformada.
O lote possui equipamento de ordenha, tanque de expansão de 750 litros e outros equipamentos para o trabalho.
Para o agricultor familiar, a associação à cooperativa potencializou a capacidade de rendimento por evitar os atravessadores que pagavam R$0,40 a menos no litro do leite.
“Da parte do governo temos tido muito apoio. Penso que o Incra deveria estimular as cooperativas que fortalecem o produtor”, sugere. Os indicadores da qualidade do leite entregues à cooperativa, por exemplo, chegam direto em seu celular, que ele detalha com entusiasmo.
O assentado conta com apoio do Educampo Leite, um projeto do Sebrae que procura integrar ao modelo de assistência técnica tradicional, a gestão de negócios. É direcionada a produtores de uma mesma atividade econômica que passam a ter consultoria de técnicos especializados, como veterinários. O agricultor familiar Jader e seus pais assentados pagam R$ 250 mensais pelo serviço já que o restante é subsidiado pela Cooperativa.
Fotos: Jader Alexandre da Costa
Fonte: ACS Incra/MG

quarta-feira, 25 de março de 2015

NÚMEROS DO DESEMPENHO OPERACIONAL TRADUZEM META DA PETROBRAS


Acrescentamos às nossas reservas provadas de petróleo mais do que produzimos no mesmo período em 2014

A Petrobras alcançou marcos históricos em todas as suas áreas de atuação, demonstrando superação de desafios ano a ano, chegando a produzir 713 mil barris de petróleo por dia no pré-sal, marco de 21 de dezembro de 2014, refletindo o resultado do aperfeiçoamento constante de seus processos operacionais e de gestão, do empenho da força de trabalho e de muito investimento no potencial do país.
A produção recorde no pré-sal demonstra, ainda, a robustez e o pioneirismo das suas tecnologias. Fato que vem acompanhado do devido reconhecimento, tanto o é que, em maio deste ano, em Houston (EUA), a Petrobras será condecorada, pela terceira vez, com o prêmio OTC Distinguished AchievementAward for Companies, Organizations, and Institutions, premiação que a estatal brasileira faz jus em função da importância (clique em um dos links e saiba mais sobre esta premiação) ao conjunto de tecnologias desenvolvidas para a produção da camada pré-sal. Esse prêmio é o maior reconhecimento que uma empresa de petróleo pode receber na qualidade de operadora offshore.
Confira os dez principais feitos tecnológicos do pré-sal pela Petrobras:



Tem como objetivo sustentar, na superfície do mar, as tubulações que conduzem o petróleo ou o gás do poço até a plataforma.





Tubulação rígida, geralmente de aço, que leva o petróleo ou gás do poço às plataformas.



Outro tipo especial de tubulação de aço, por onde passa produção de petróleo e gás dos poços até a plataforma, também instalada em águas mais profundas.



Tubulação que transfere o petróleo ou gás dos poços no fundo do mar para as plataformas de produção. Esta é a tubulação flexível em maior profundidade de água já instalada.





Utilização pela primeira vez de uma tubulação flexível para transferir petróleo e gás do poço até plataforma, com controle integrado.



Poço em águas mais profundas já perfurado com a utilização de lama pressurizada. A lama é uma mistura utilizada para manter a pressão do poço durante a perfuração e evitar que suas paredes desmoronem.





Poços satélites são poços produtores ou de injeção, perfurados distante da plataforma de produção.
CO2 é um gás inodoro, incolor, não inflamavél, mais pesado que o ar, também produzido em alguns reservatórios junto com o petróleo, água e gás natural. Essa tecnologia permite separá-lo do petróleo e do gás natural para reinjeção nos reservatórios através de poços especiais, chamados poços de injeção, visando aumentar a produtividade dos poços.




Com esse poço a Petrobras bateu o recorde de profundidade de poço para injeção de CO2, visando elevar a produção de petróleo e gás natural



A injeção de água e gás é utilizada para aumentar a produtividade dos reservatórios de petróleo e gás.




Acréscimo da Produção
Para garantir o futuro da produção de petróleo, é preciso investir na descoberta e na comprovação de novas reservas e, em 2014, o volume acrescentado às reservas provadas da Petrobras mais do que compensou a produção no mesmo período.
Assim, terminou-se o ano com uma reserva maior do que a que a registrada em 2013, mesmo tendo produzido quase 0,9 bilhão de barris de óleo equivalente (boe) ao longo de 2014. Como resultado, a estatal brasileira presentou um Índice de Reposição de Reservas (IRR) de 105%.
Não diferente, suas reservas provadas de óleo, condensado e gás natural atingiram, em 31 de dezembro de 2014, 16,612 bilhões de barris de óleo equivalente (boe), representando um aumento de 0,3% em relação a 2013 (16,565 bilhões de boe).
Esses valores seguem os critérios de classificação e apropriação de reservas da ANP/SPE (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis/Society of Petroleum Engineers). Leia mais sobre nossas reservas provadas em 2014.
Fonte: Portal Petrobras

terça-feira, 19 de agosto de 2014

FLAPS PODEM EXPLICAR QUEDA DO AVIÃO DE CAMPOS

Na aterrissagem, é preciso "baixar os flaps", que ajudam na sustentação e frenagem do avião no solo, mas não podem ser abertos em altas velocidades
As primeiras análises dos restos das peças do Cessna Citation que caiu no último dia 13, na baixada santista, matando o ex-governador de Pernambuco e candidato à Presidência pelo PSB, Eduardo Campos, e mais seis pessoas apontaram que os flaps do avião estavam recolhidos.
O dado sobre o flap é considerado fundamental para a avaliação das causas do acidente. Quando um piloto vai aterrissar, é preciso "baixar os flaps", que são como extensões das asas e ajudam na sustentação e frenagem do avião no solo.
Mas no manual de instrução do jato há uma restrição segundo a qual os flaps não podem ser recolhidos se o avião estiver em velocidade acima de 200 nós, ou seja, acima de 370 km/h.
Assim, se o piloto acelera com os flaps abertos, baixados, depois de uma eventual arremetida com a potência do motor no máximo e acima desse patamar, a recomendação é para que se reduza a velocidade, baixando a altitude, recolha os flaps e aí retome o voo normalmente.
A constatação dos peritos não é ainda conclusiva e terá de ser mais detalhada na análise das peças pelos técnicos do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa).

Baque
Segundo a instrução do Cessna, se os flaps forem recolhidos com o avião a mais de 370 km/h, ocorre um "put down" (baque) violento, movimento que puxa o avião para baixo, tirando a estabilidade da aeronave a ponto de desorientar o piloto.
Portanto, para os investigadores, se os flaps estão recolhidos é porque há duas opções imediatas: o procedimento pode ter sido realizado no tempo certo, com velocidade certa, ou o flap foi recolhido após a arremetida, em alta velocidade.
Como o Cessna se acidentou e explodiu ao se chocar com o solo, a análise dos peritos se volta agora para a possibilidade de um eventual "put down", tendo sido motivado por suposto recolhimento do flap acima de 370 km/h, contribuindo, desta forma, para o acidente.
O problema é que, em momentos de decisão e tensão, as operações não são todas feitas seguindo as recomendações.
E para dificultar as investigações, na definição das diferentes velocidades adotadas pelo avião quando se aproximava da Base Aérea, o Cessna não tinha, como equipamento de série, um gravador de dados, com informações sobre altitude do avião no momento de suas operações cruciais, como pouso e decolagem e comandos efetuados pelo piloto.

Também não foram gravadas as conversas mantidas por piloto e copiloto na cabine.
Os investigadores ainda consideram como problema, o fato de não existir torre de controle em Santos, que centraliza e armazena vários dados do voo, mas apenas uma estação de rádio controlada por um operador.
Segundo o operador da Base Aérea de Santos, que já foi ouvido informalmente pela comissão de investigação, o piloto da aeronave estava absolutamente tranquilo quando lhe informou que estava arremetendo, assim como quando respondeu que ia esperar o tempo melhorar para tentar nova aterrissagem.
Mas há especulações de que ele pudesse estar em uma altitude baixa, que não deu sustentação ao avião, na hora de arremeter. Tudo isso, agravado pelo mau tempo na região.
Segundo informações da Força Aérea, se o avião possuísse um gravador de dados do voo, seria possível apontar exatamente a velocidade e altura do avião na hora da arremetida.
Mas, os militares envolvidos ressaltam que há técnicas na investigação do acidente que permitem que se chegue a uma precisão considerável de importantes dados no momento do impacto, mas não da arremetida.
Segundo os técnicos, até agora, o único choque registrado do avião foi contra o solo, deixando uma cratera de quatro metros.


Fonte: jornal O Estado de S. Paulo

PLENÁRIA PELA REFORMA POLÍTICA É ESPAÇO DEMOCRÁTICO AMPLO

CTB conclama Semana de Luta pela Reforma Política Democrática

Por
P. A. Ferreira (*)

A realização da “4ª Plenária Nacional do Plebiscito Popular por uma Constituinte Exclusiva e Soberana do Sistema Político”, ocorrida no Instituto Cajamar, em São Paulo, nos últimos dias 9 e 10, é o exemplo mais recente de que, tal qual o assunto requer e o povo almeja, se trata de um espaço democrático amplo e de livre participação de qualquer cidadão ou cidadã, seja detentor ou não de cargo eletivo ou comissionado.
De acordo com o Portal da Central dos Trabalhadores e das Trabalhadoras do Brasil (CTB), o evento teve a participação de representantes da CTB e de, entre outras pessoas do cenário político nacional, Luiza Erundina (PSB-SP) e do deputado estadual Adriano Diogo (PT-SP), bem como do ministro-chefe da Secretaria Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, além de cerca de 100 delegados de 25 comitês estaduais do Plebiscito de todo o Brasil.

O Plebiscito Popular está marcado para acontecer na primeira semana de setembro, do dia 1º ao dia 7, Dia da Independência. Ao longo desses dias, a expectativa é de que milhares de brasileiros e de brasileiras respondam uma única pergunta:
“Você é a favor da convocação de uma constituinte exclusiva e soberana sobre o sistema político? (  )SIM (  )NÃO.”
Representante da presidenta Dilma Rousseff e do governo federal, Gilberto Carvalho foi enfático: “Posso lhes assegurar que a presidenta acompanha com grande interesse e entusiasmo a campanha, pois efetivamente o sistema político brasileiro não apenas bloqueia iniciativas do Executivo, como trava as mudanças estruturais necessárias para o nosso País”.
Ainda durante a Plenária, o porta-voz se comprometeu a agendar uma audiência com a presidenta Dilma para que organizadores façam a entrega do resultado desta consulta.
Destacando a importância deste ato para a sociedade brasileira, Rogério Nunes, secretário de Políticas Sociais da CTB e um dos representantes da entidade na “4ª Plenária Nacional”, ressaltou que “este é um momento que atende aos anseios dos movimentos de junho do ano passado, que teve como principal reivindicação a Reforma Política para consolidar a democracia e ter mecanismos de maior participação popular” e aproveitou para convocar os brasileiros e as brasileiras para participar deste ato democrático que reafirma a voz das ruas durante as manifestações de 2013. "A CTB conclama seus filiados, entidades e sindicatos para fortalecer esta campanha", acrescentou.
Dentre as definições alcançadas durante a Plenária, o trabalho conjunto entre Plebiscito pela Reforma Política e a Campanha para Expressar a Liberdade através do Projeto de Lei de Iniciativa Popular (PLIP) da Mídia Democrática.
No último dia 12, foi marcado o Dia Nacional de Lutas pela Constituinte com atividades e manifestações por todo o Brasil para esquentar os motores em direção à Semana do Plebiscito e a coleta de milhares de votos.
Entenda os objetivos assistindo ao vídeo de mobilização pelo Plebiscito por uma Constituição Popular através do link http://youtu.be/L5UQgFpQW-8.
Leia, abaixo, a íntegra da declaração desta “4ª Plenária Nacional do Plebiscito Popular por uma Constituinte Exclusiva e Soberana do Sistema Político”:
“Declaração da IV Plenária Nacional do Plebiscito da Constituinte
A ‘IV Plenária Nacional da Campanha pelo Plebiscito da Constituinte Exclusiva e Soberana do Sistema Político’ reuniu 100 delegados de 25 Comitês Estaduais de todo o Brasil para preparar a reta final da mobilização para a coleta de votos no período de 1 a 7 de setembro de 2014.
Reforçados pelos avanços de nossa campanha e pela unidade obtida, reafirmamos o empenho para o sucesso das ações programadas para o dia 12 de agosto – Dia Nacional de Luta pela Constituinte.
Conclamamos as organizações populares, sindicais e democráticas, as cidadãs e cidadãos brasileiros do campo e da cidade, bem como todas as iniciativas em curso por uma reforma política democrática, ao engajamento na Semana de Luta pela Reforma Política, de 1 a 7 de setembro, quando recolheremos milhões de votos em todo o país no plebiscito popular.
Neste momento, também reforçamos a unidade com a campanha Para Expressar a Liberdade, que impulsiona um Projeto de Lei de Iniciativa Popular (PLIP) por uma Lei da Mídia Democrática. A democratização da comunicação é parte fundamental das mudanças que defendemos para o sistema político.
Indicamos igualmente a realização da ‘5ª Plenária Nacional’ da nossa campanha para setembro ou outubro, em Brasília, por ocasião da entrega dos resultados do plebiscito popular às autoridades, onde discutiremos os próximos passos da nossa campanha!
Cajamar, 10 de agosto de 2014.”

(*) jornalista e assessor de Comunicação do Sitial

com informação Portal CTB

OFICINA DA FJBPC AGRADA EDUCADORES NO ‘PINTANDO O SETE’

“Arte e Sustentabilidade” apresentou recursos naturais para auxiliar no desenvolvimento dos educandos da Educação Infantil

Por
P. A. Ferreira (*)

O projeto “Pintando o Sete”, realizado pela Administração Municipal de Poços de Caldas, município do Sul de Minas Gerais, através da Secretaria Municipal de Educação (SME), teve a participação da Fundação Jardim Botânico de Poços de Caldas (FJBPC) durante as oficinas realizadas no último sábado, 16.
A programação foi aberta na noite da quinta-feira, 14, no Espaço Cultura da Urca, com apresentações musicais e palestra com o tema “Sustentabilidade: Educação Ambiental Para o Consumo Consciente”, proferida pela Dra. Carmem Fabriani.
A estimativa da SME é de que tenham participado do evento deste ano, que trouxe como tema “Pintando o Sete na Escola Viva”, 1.680 funcionários dos 48 Centros de Educação Infantil (CEI’s) e das 10 escolas municipais que têm Educação Infantil, onde são atendidas cerca de seis mil crianças de quatro meses a seis anos de idade.
Com o tema “Arte e Sustentabilidade”, o diretor-financeiro da FJBPC, Bruno Figueiredo, apresentou, em duas turmas, uma pela e outra no período da tarde, as mais diversas possibilidades de aplicabilidade dentro das salas de aula no auxílio ao desenvolvimento e crescimento intelectual dos jovens educandos da Educação Infantil.
A apresentação agradou aos educadores que participaram desta oficina, que demonstraram satisfação e empolgação para colocar em prática, dentro das salas de aula, o que foi permitido aprender.
Entre os exemplos, a educadora Jositânia de Araújo Martins Andrade, da CEI Pingo de Gente e que cuida do desenvolvimento intelectual de crianças de cinco e seis anos de idade (jardim II). “Foi muito proveitosa, principalmente ao conhecer e aprender o uso de materiais naturais que normalmente não utilizamos, como o açafrão, o urucum e o pó de café para fazer tinturas”, observou.
Do mesmo modo e na mesma linha de raciocínio, as coordenadoras pedagógicas Maria Beatriz Prézia Moura, da CEI Caminho de Luz, e Andréia Eiras Testi, da Creche Dona Palmira e Morello Mencari, destacaram a importância de se trazer informações deste nível aos educadores, principalmente no caso do projeto “Pintando o Sete”, que lida diretamente com a formação das crianças com até seis anos de idade.
“A palestra veio de encontro às expectativas do ‘Pintando o Sete’ deste ano – ‘Pintando o Sete na Escola Viva’ – principalmente devido técnicas de uso de materiais naturais”, salientou Maria Beatriz.
De acordo com Bruno Figueiredo, a sua participação nestas oficinas faz parte da missão do Jardim Botânico de Poços de Caldas, que é levar informação e participar da construção de uma sociedade mais racional e voltada para a preservação a partir do conhecimento e do incentivo.
O diretor lembra que o Jardim Botânico está aberto a toda população, inclusive para grupos diversos, como de estudantes, para visitas monitoradas e acompanhamentos para esclarecimentos, entre várias oficinas. São centenas de espécies integrando coleções de orquídeas e samambaias entre inúmeros outros exemplares da flora local e regional.
Para agendar a visita, os interessados devem entrar em contato pelo telefone 3715-6054.


(*) jornalista

segunda-feira, 31 de março de 2014

A HISTÓRIA NÃO PODE SE REPETIR – 50 ANOS DO GOLPE MILITAR

As ações e levantes que se observaram nos meses que antecederam ao golpe foram significativos e, apesar de ideia inicial ser de governo transitório, se tornou ditadura
“A crise que se manifesta no país foi provocada pela minoria de privilegiados que vive de olhos voltados para o passado e teme enfrentar o luminoso futuro que se abrirá à democracia pela integração de milhões de patrícios nossos na vida econômica, social e política da Nação, libertando-os da penúria e da ignorância... O momento que estamos vivendo exige de cada brasileiro o máximo de calma e de determinação, para fazer face ao clima de intrigas e envenenamentos, que grupos poderosos estão procurando criar contra o governo, contra os mais altos interesses da Pátria e contra a unidade de nossas Forças Armadas”, este texto é recente e demonstra o atual cotidiano de nossa sociedade, certo? Não, errado.
Esses são os dois primeiros parágrafos do discurso do ex-presidente João Goulart, o Jango, feito há 50 anos, na noite do dia 30 de março de 1964, no Automóvel Clube, no Rio de Janeiro, durante reunião de sargentos, na véspera do golpe político-militar que ocorrera no dia seguinte, em ação antecipada do comandante da 4.ª Região Militar (sediada em Juiz de Fora – MG), general Olímpio Mourão Filho, surpreendendo até mesmo os próprios conspiradores, com a movimentação de suas tropas em direção ao Rio de Janeiro, onde o presidente ainda se encontrava.
Vale destacar o objetivo de Goulart, na reunião de sargentos, em apresentar as propostas tão cobradas das Reformas de Base e que, conforme ficou claro, era apenas uma cobrança da elite da época, dos grupos empresariais e dos militares, apoiados por alguns veículos de comunicação. Na prática, as mudanças não eram almejadas por eles, mas, sim, e principalmente, um clamor do povo que, desde 1961, aguardava por isso.
Tal qual é, em seu princípio, o discurso do, democraticamente eleito, presidente Goulart, também se segue como se fora feito na noite passada, em nossos dias atuais de 2014, ao discorrer: “... Reconheço que há muitos iludidos de boa-fé. Venho adverti-los de que estão sendo manipulados em seus sentimentos por grupos de facções políticas, agências de publicidade e órgãos de cúpula das classes empresariais...”.
Naquele momento, em 31 de março de 1964, ao ser informado das medidas da 4.ª Região Militar, Jango determina o envio de tropas do Rio de Janeiro para conter o levante do Exército de Minas Gerais e tenta articular apoio militar entre os comandantes do Exército, não alcançando êxito. João Goulart é deposto e, a partir daí, a sociedade brasileira é embrenhada e submetida a fatos vergonhosos que se seguiriam por mais de 20 anos de ditadura, mesmo que, em seu início, se tenha travestido ou pretendido ser apenas um governo transitório.
A participação efetiva dos Estados Unidos também é evidente, conforme demonstram documentos, até então sigilosos, trocados entre o embaixador e o adido estadunidense no Brasil com o governo de seu país, nos quais são enfatizados o risco iminente de o Brasil, a exemplo do que ocorrera recentemente com Cuba, rumar em direção ao comunismo. E esse é era o grande e pior pesadelo dos Estados Unidos, conforme as conversas gravadas pela própria Casa Branca, considerando que o Brasil poderia vir a ser tornar uma China no hemisfério ocidental.
A nociva e perniciosa atuação do governo estadunidense, tal qual é sua arrogância e prepotência nos dias atuais, é revelada no documentário "O Dia que Durou 21 anos", de Camilo Tavares.
Entre outros documentos da época, o filme retrata as ações de propaganda dos EUA para desestabilizar o governo brasileiro, a criação e o financiamento de supostos institutos de pesquisa anti-Goulart, como o IBAD (Instituto Brasileiro de Ação Democrática) e o IPES (Instituto de Pesquisas e Estudos Sociais) para bancar “pesquisas” e campanhas de 250 candidatos a deputados-federais, oito a governador e 600 a deputado estadual pelo país, visando, principalmente, os estados do Rio Grande do Sul, São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. Além de estímulo a greves e artigos na imprensa contra o governo sob o comando da CIA (Agência Central de Inteligência) com vistas à derrocada de regimes, conforme explicado pelo coordenador do Arquivo de Segurança Nacional dos EUA, Peter Kornbluh.
“Estamos tomando medidas complementares para fortalecer as forças de resistência contra Goulart. Ações sigilosas incluem manifestações de rua pró-democracia, para encorajar o sentimento anticomunismo no Congresso, nas Forças Armadas, imprensa e grupos da igreja e no mundo dos negócios.” Esse é o teor de um dos telegramas enviados a Washington pelo embaixador dos Estados Unidos no Brasil, Harvard Lincoln Gordon, que recebeu carta branca do então presidente estadunidense, Lyndon Johnson, para desestabilizar Goulart, bem como autorizou o envio de navios ao Brasil.
Estava instaurada a Ditadura Militar e, por 21 anos marcaria profundamente a sociedade brasileira e seus reflexos continuam a ecoar até hoje. Os dias que se seguiram ao golpe marcaram e mancharam o povo brasileiro pelo regime de exceção, com o fechado do Congresso Nacional, extinção do pluripartidarismo, forte repressão às manifestações, perseguições, prisões, torturas, assassinatos, censura, além de muitos artistas, sindicalistas, políticos, jornalistas, estudantes, professores e outros profissionais que foram expulsos do país e, por longos anos, obrigados a aguardar pela anistia para poderem retornar. Dos muitos tidos como presos políticos, até hoje não se tem notícias e, daqueles que foram mortos, muita informação ainda é uma sombra, um mistério.
Entretanto, apesar de, neste momento, parecer que o Golpe Militar se deu da noite para o dia ou em alguns poucos meses, na prática, se faz necessário observar como a história transcorreu ao longo dos oito anos anteriores.
Desta forma, em 1956, Juscelino Kubitschek assumia a Presidência da República adotando postura conciliadora à oposição política, permitindo-lhe um governo sem grandes crises. Assim, alcançou considerável crescimento da economia e do setor industrial e sua gestão chegou ao ápice com a construção da nova capital, Brasília, considerada a maior conquista da era JK.
A nova capital demandou forte e alto investimento de recursos financeiros, tendo sido totalmente projetada e inaugurada em 21 de abril de 1960, mesmo ano em que Jânio Quadros é eleito, em outubro, à Presidência da República.
No final de janeiro de 1961, Jânio Quadros toma posse, mas seu governo não é nada popular. Na Economia, movido pela crise financeira aguda causada por intensa inflação, déficit da balança comercial e crescimento da dívida externa, adota medidas drásticas, restringe o crédito, congela os salários e incentiva as exportações.na política externa, os ânimos da oposição são acirrados pela nomeação de Afonso Arinos para o ministério das Relações Exteriores, que alterou, radicalmente, os rumos da política externa brasileira. O Brasil começou a se aproximar dos países socialistas, restabeleceu relações diplomáticas com a União Soviética (URSS).
Jânio Quadros condecora, pessoalmente, com a Ordem do Cruzeiro do Sul, o líder guerrilheiro revolucionário Ernesto Che Guevara (19/08/1961), então ministro de Cuba, e o cosmonauta soviético Yuri Gagarin, além de receber a visita do presidente cubano, Fidel Castro.
Estes fatos provocam forte crise nas Forças Armadas e, no dia 25 de agosto de 1961, portanto, menos de um ano após assumir o cargo, Jânio Quadros renuncia ao mandato sob a justificativa, que perduraria por anos, de ser levado à decisão por “forças ocultas”. Por certo, naquele momento, já era acenada a intenção de golpe em nome de bloquear a expansão do comunismo no continente americano.
A instabilidade política, principalmente dentro das Forças Armadas, em especial da FAB (Força Aérea Brasileira), impede que o cargo seja assumido, imediatamente, pelo vice-presidente João Goulart e é ocupado, interinamente, pelo presidente da Câmara, deputado Ranieri Mazzilli até que, depois de negociações e muitos entendimentos, Jango assume a Presidência da República por força da Emenda Constitucional nº 4, de 22 de setembro de 1961, a qual institui o sistema parlamentar de governo. Com o novo regime, Tancredo Neves assume o cargo de Primeiro-Ministro, e a Presidência de Jango, sem poderes de Chefe de Estado, fica limitado.
À época, o Congresso não se mostrou à altura das responsabilidades que a Emenda Constitucional lhe havia dado, se desgastou em discussões internas e perdeu a grande oportunidade de consolidar o regime parlamentarista no Brasil, haja vista que, em curto espaço de tempo, apenas um ano, registrou a passagem de três chefes como Primeiro-Ministro (Tancredo Neves, Brochado da Rocha e Hermes Lima).
Neste intervalo, organizou-se um plebiscito para que o povo decidisse pelo “Sim” ou “Não” ao parlamentarismo e, em resultado arrasador, no dia 6 de janeiro de 1963, o eleitorado nacional decide pela volta ao presidencialismo e, desta vez, a condução de Jango à Presidência da República com amplos poderes de Chefe de Estado.
Entretanto, não diferente da gestão de Jânio, João Goulart sofreu forte oposição política, constrangimentos, acusações de golpe, impedimento de governança e, com a instabilidade político-militar, as Forças Armadas, com o apoio de grupos de facções políticas, agências de publicidade e órgãos de cúpula das classes empresariais, bem como a forte aliança, interferência e influência direta dos Estados Unidos, o caos volta a dominar o país, culminando com o Golpe Militar que, no dia 31 de março de 1964, pôs fim à Terceira República (1945-1964).

ACOMPANHE, ABAIXO, OS DIAS QUE ANTECEDERAM AO GOLPE A PARTIR DE AGOSTO DE 1961 ATÉ A ELEIÇÃO DE CASTELO BRANCO EM 11 DE ABRIL DE 1964
Agosto/1961 – Jânio Quadros renuncia à Presidência da República, alegando que "forças terríveis" tinham se levantado contra ele. Muitos especialistas creem que Jânio contava com o veto dos ministros militares ao vice-presidente, João Goulart, e com uma reação popular que o levasse de volta à Presidência, dessa vez com superpoderes.
Setembro/1961 – Depois das reações ao veto dos militares, uma solução de compromisso garante a posse de Goulart sob o regime parlamentarista. Com a apressada emenda à Constituição, Goulart irá dividir o poder com o primeiro-ministro. Tancredo Neves é o primeiro a assumir o cargo.
Dezembro/1962 – Apresentação do Plano Trienal, elaborado pelo ministro Celso Furtado. Os objetivos centrais do plano eram o combate à inflação sem comprometer o crescimento econômico e buscar promover a realização das reformas necessárias para um desenvolvimento sustentado.
Janeiro/1963 – Sistema parlamentarista é derrotado em plebiscito e Goulart recupera os plenos poderes da Presidência.
Setembro/1963 – Após decisão do STF (Supremo Tribunal Federal), suspendendo o mandato dos sargentos eleitos no ano anterior, centenas de sargentos, fuzileiros e soldados se rebelam em Brasília. Tomam vários prédios públicos e prendem o presidente interino da Câmara dos Deputados e um ministro do STF. A rebelião é sufocada em poucas horas, com o saldo de duas pessoas mortas, um militar e um civil. A quebra da disciplina e da hierarquia causa forte reação na alta oficialidade.
Outubro/1963 – Goulart pede ao Congresso autorização para decretar o estado de sítio por 30 dias. Não consegue apoio para a medida já que tanto as forças políticas de esquerda como as de direita temiam ser alvo dos poderes emergenciais.
1964
Janeiro – Goulart regulamenta a Lei de Remessas de Lucros, que limitava as transferências de divisas para o exterior, contrariando os interesses dos investidores estrangeiros.
13 de março – Pelo menos 150 mil pessoas comparecem ao comício da Central do Brasil, no Rio de Janeiro, no que seria o início de uma nova campanha em favor das reformas sociais.
No comício Goulart assina dois decretos: o primeiro nacionalizava todas as refinarias de petróleo particulares, o segundo tornava sujeitas à desapropriação propriedades rurais numa faixa de 10 km à margem de rodovias ou ferrovias federais.
19 de março – Milhares de pessoas participam da Marcha da Família com Deus pela Liberdade, organizada por várias entidades conservadoras, entre elas a SRB (Sociedade Rural Brasileira) e a UCF (União Cívica Feminina). Segundo fontes divergentes, os participantes ficaram entre 200 mil e 500 mil pessoas.
20 de março – O general Castelo Branco, chefe do Estado-Maior do Exército e um dos coordenadores da conspiração contra o governo democrático, lança uma circular reservada aos oficiais advertindo sobre o que considerava como perigo latente nas recentes medidas do presidente da República.
25 de março – Ministro da Marinha, Sílvio Mota, manda prender dirigentes da Associação de Marinheiros e Fuzileiros Navais. A tropa enviada para fazer a prisão se recusa a atacar os colegas e vários fuzileiros se juntam aos insubordinados, no episódio conhecido como a Revolta dos Marinheiros.
Mota pede demissão. Após negociações, os marinheiros se entregam e são presos, mas logo depois são libertados e anistiados.
O episódio aumenta a irritação dos militares ainda legalistas com a quebra da hierarquia e disciplina.
30 de março – Goulart discursa em reunião de sargentos, no Automóvel Clube, no Rio de Janeiro.
31 de março – O general Olímpio Mourão Filho, comandante da 4.ª Região Militar, sediada em Juiz de Fora (MG), dá início ao golpe ao movimentar – antes do esperado pelos próprios conspiradores – suas tropas em direção ao Rio de Janeiro, onde se encontrava o presidente. Goulart envia tropas do Rio para deter o levante e tenta articular apoio militar entre os comandantes do Exército.
1º de abril – Após a adesão aos revoltosos pelas tropas enviadas do Rio de Janeiro, Goulart decide deixar o Rio e ir para Brasília. Sem condições de organizar uma resistência efetiva, decide ir para Porto Alegre.
2 de abril – Desrespeitando a Constituição do país na época, já que Goulart se encontrava em território nacional, o presidente do Congresso, senador Auro de Moura Andrade, declara vaga a Presidência e empossa interinamente no cargo o presidente da Câmara dos Deputados, Ranieri Mazzilli. Apesar disso, o poder de fato passou a ser exercido por uma junta, autodenominada Comando Supremo da Revolução, composta pelo general Artur da Costa e Silva, almirante Augusto Rademaker Grünewald e o brigadeiro Francisco de Assis Correia de Melo.
Em Porto Alegre, apesar dos apelos de seu cunhado e ex-governador do Rio Grande do Sul, Leonel Brizola, Goulart percebeu que não havia mais condições para uma reação ao golpe.
4 de abril – Goulart deixa o Brasil e pede asilo no Uruguai.
11 de abril – Um Congresso Nacional já expurgado com as primeiras cassações elege "respeitosamente" o general Castelo Branco presidente da República.