terça-feira, 2 de maio de 2017

JUÍZA DO TRABALHO DIZ QUE ESTÁ EM CURSO DESMANCHE DO ESTADO E HAVERÁ MAIS ATAQUES AOS DIREITOS


Ricardo Barros, hoje ministro da Saúde, foi o deputado relator do projeto de Orçamento de 2016 e escreveu que corte de recursos para custeio e de verba para investimento era uma punição à Justiça do Trabalho
Valdete Souto Severo, juíza no Tribunal Regional do Trabalho da Quarta Região (RS), adverte: “muito mais está por vir”. Para ela, o processo de destruição das instituições do Estado é liderado pelas cúpulas das próprias instituições, articuladas com forças econômicas poderosas. Só a mobilização de rua conseguirá barrar a “reforma” da Previdência e a trabalhista.
Em entrevista ao Previdência, Mitos e Verdades, ela relata episódio do corte de 50% dos recursos para custeio e 90% da verba para investimento da Justiça do Trabalho no Projeto de Lei Orçamentária de 2016: “O Ricardo Barros, que agora é ministro da Saúde, foi o deputado relator do projeto de Orçamento de 2016 e escreveu que a redução era uma punição para que a Justiça do Trabalho repensasse sua posição, porque somos ‘extremamente condescendentes com o trabalhador’. E quer saber mais? Pode parecer inacreditável, mas diante de uma ação de inconstitucionalidade contra essa lei absurda o STF considerou essa aberração constitucional.”
Valdete Souto Severo é doutora em Direito do Trabalho pela USP/SP; pesquisadora do Grupo de Pesquisa Trabalho e Capital (USP) e Renapedts – Rede Nacional de Pesquisa e Estudos em Direito do Trabalho e Previdência Social; professora, coordenadora e diretora da Femargs – Fundação Escola da Magistratura do Trabalho do RS.
Leia a íntegra da entrevista concedida a Mauro Lopes.
Como a senhora analisa este tripé de reformas do governo Temer, o teto nos gastos sociais, a terceirização e a liquidação da Previdência e seus efeitos sobre os trabalhadores?
Olha, acho que falta colocar um pé, e tornar este banquinho uma cadeira: a reforma do ensino médio. É um projeto de desmanche, de desmantelamento completo do Estado. Um ataque a todas as frentes capazes de gerar resistência. Então, a reforma do ensino é fundamental, porque ela vai criar uma geração operários, educados para executar tarefas, receber pouco e aceitar a sujeição que é intrínseca à relação entre capital e trabalho, que serão submetidos a este reino do “precariado”, sem acesso à Previdência, que pretendem liquidar, ou aos recursos públicos, que serão reduzidos a quase nada para os pobres: desde seguro desemprego ao acesso a saúde, à rede de proteção social da Constituição de 1988 que está sendo estrangulada.
Estamos à beira do inferno para os trabalhadores e as trabalhadoras…
Já estamos a caminho, escorregando pra baixo. As pessoas ainda não se deram conta, mas haverá, se aprovados os projetos que tramitam no congresso, várias modalidades de contratos de trabalho com previsão de prazos curtos de duração (flexível, por safra, intermitente) sem qualquer proteção, como o acréscimo de 40% em caso de despedida, aviso prévio ou acesso ao seguro desemprego, pois agora só com um ano de trabalho é possível obter o benefício -e nessas modalidades de trabalho precário ninguém vai chegar nem perto de um ano. Será uma loucura.
Porque a senhora fala em desmantelamento completo do Estado?
Há um esgotamento da própria função do Estado, a forma de organização da sociedade que conhecemos está em evidente colapso. Há classes ou segmentos econômicos-políticos que passaram a enxergar na desregulamentação selvagem e radical o melhor caminho para o atendimento de seus interesses, na contramão do que a civilização ocidental construiu por dois séculos, sendo o Estado do Bem-Estar Social o principal alvo dessa ação destrutiva. O que está tornando esse processo ainda mais dramático e violento, como estamos vendo no Brasil, é que forças integrantes do próprio aparelho de Estado estão atuando no sentido de sua destruição –alojadas especialmente nas cúpulas do Poderes tradicionais, com ação que pretende apenas preservar direitos para o capital internacional.
É um processo global e não apenas brasileiro…
O cenário é muito grave em quase todo o planeta. O que estamos assistindo no Brasil hoje aconteceu na Europa e um pouco depois já na América Latina. O fato é que houve resistência no Brasil, mas se você observar bem, alguns dos projetos que estão desengavetando agora são do governo FHC. A terceirização é um exemplo: desengavetaram o PL 4302, de 1998, portanto, da época do governo FHC, aprovado por um Senado de composição completamente diversa da atual, exatamente porque houve resistência suficiente para impedir a aprovação do PLC 30, cujo projeto é de 2004. O projeto do governo FHC foi uma articulação de resposta à crise russa de 1998; os projetos aprovados na Europa foram uma resposta do mercado à quebra do Lehman Brothers e outros; agora, no Brasil, é a resposta dos segmentos financeiros ou financeirizados ao fim do ciclo das commodities e à recessão que se apresenta na verdade desde 2014.
O que vem pela frente?
Estamos em um processo cuja implementação está começando ainda. A reforma trabalhista e a da Previdência ainda vão trazer muitas notícias ruins para os trabalhadores, trabalhadoras e para o projeto de um Brasil que se seja minimamente decente. Há mais de 30 projetos em tramitação no Congresso, todos apresentados pelo mesmo conjunto de forças que sustenta as reformas de Temer. Eles irão liquidar a CLT por completo. Há um pacote de desumanidades, a começar pelo aumento da jornada de trabalho, que nos fará voltar ao cenário dos primórdios da revolução industrial.
Há uma ofensiva evidente contra a Justiça do Trabalho, que foi considerada descartável pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia (leia aqui), um dos principais protagonistas na aprovação das reformas. Como vocês estão sentindo isso?
Faz parte do projeto extinguir a Justiça do Trabalho. E mesmo dentro da instituição temos vozes nesse sentido, basta pensar nos pronunciamentos do presidente do TST (Tribunal Superior do Trabalho), o Ives Gandra Martins Filho, para não falar das barbaridades que o Rodrigo Maia tem dito, com apoio entusiasmado da mídia conservadora. Vou te contar algo que é público, mas pouca gente sabe, porque não leu o relatório da lei orçamentária de 2016. O Ricardo Barros, que agora é ministro da Saúde, foi o deputado relator do projeto de Orçamento e escreveu que a redução era uma punição para que a Justiça do Trabalho repensasse sua posição, porque somos ‘extremamente condescendentes com o trabalhador’ E quer saber mais? Pode parecer inacreditável, mas diante de uma ação de inconstitucionalidade contra essa lei absurda o STF a considerou essa constitucional! Agora me diga como é possível para qualquer instituição ou empresa ou organização de qualquer tipo funcionar em condições razoáveis com um corte abrupto em seu orçamento de custo de 50% e de 90% de seus investimentos, sem qualquer planejamento anterior, sem nada… [Veja as considerações de Barros no relatório do orçamento federal de 2016 clicando aqui. As considerações sobre a Justiça do Trabalho aparecem às páginas 19-20]
Qual o clima na Justiça do Trabalho?
Há uma sensação de falta de apoio, de respaldo. Mas não creio que seja algo só nosso. Porque estamos em meio a uma crise institucional, então o desamparo e desespero é geral, claro que apenas para o lado fraco da corda. No Judiciário é uma situação sem precedentes em décadas: o Supremo por vezes se aparta do ordenamento jurídico do país, e julga a partir de considerações econômicas, como vimos no caso da decisão que reduziu o prazo de prescrição para cobrar o recolhimento do FGTS; e são considerações econômicas parciais, todas questionáveis.
Como resistir a esta força avassaladora?
Bem, há um processo importante acontecendo, de união, de novas articulações no interior das instituições, é uma reação ao desmonte, de gente que quer resistir mas não sabe muito bem como. Precisamos levar em conta que isso está acontecendo na “base” de diferentes instituições, entre os estudantes, e mesmo que não haja forças para mudar o quadro neste momento, trata-se de uma união importante de forças, estamos acordando. O problema é que se nos damos conta de que há um esgotamento do sistema, acabamos tendo de concluir que o único jeito de barrar as reformas de destruição do Estado Social é nas ruas. Não me parece haver outra alternativa neste momento.

segunda-feira, 24 de abril de 2017

ARCEBISPOS CONVOCAM CATÓLICOS PARA GREVE GERAL

Líderes católicos de diferentes estados estão convocando a população para a greve geral organizada pelas centrais sindicais e movimentos sociais para o próximo dia 28 em todo o País
Arcebispos em diversos estados têm convocado os brasileiros para a greve geral na próxima sexta-feira, 28. O movimento é organizado por centrais sindicais e movimentos sociais em todo o País em protesto contra as reformas impostas pelo governo Temer, que retiram direitos dos trabalhadores, especialmente os mais pobres.
Uma publicação do Comitê das Igrejas de Belo Horizonte convoca a população para a paralisação. "A Igreja se posiciona firme e profeticamente contra as reformas que vão contra o nosso povo", diz o título da mensagem.
O texto destaca ainda que as reformas da Previdência e Trabalhista, além da Lei da Terceirização, já aprovada, "desmontam direito sociais conquistados com muita luta pelo povo brasileiro", mas que "infelizmente, a maioria dos nossos governantes não escuta e não enxerga a realidade do nosso povo, e sem qualquer diálogo com a sociedade impõe um conjunto de mudanças que afetarão a todos, especialmente os mais pobres".
"É preciso reagir", convocam ainda. Os arcebispos da Paraíba e de Maringá (PR) também aderiram à greve. O folheto de BH traz uma imagem do papa Francisco, com a mensagem: "Nenhuma família sem casa, nenhum camponês sem terra, nenhum trabalhador sem direitos".
Nessa semana, O PAPA NEGOU, por meio de carta a Temer, um convite do governo brasileiro para visitar o País, e cobrou o presidente para evitar medidas que agravem a situação da população carente. "Sei bem que a crise que o país enfrenta não é de simples solução, uma vez que tem raízes sócio-político-econômicas, e não corresponde à Igreja nem ao Papa dar uma receita concreta para resolver algo tão complexo", disse.
Francisco acrescentou que não pode, porém, "deixar de pensar em tantas pessoas, sobretudo nos mais pobres". O papa também lembrou a Temer que não se pode "confiar nas forças cegas e na mão invisível do mercado".
Na Paraíba, o arcebispo dom Manoel Delson Pedreira da Cruz, que foi anunciado pelo Vaticano no início do mês passado como novo arcebispo do Estado, gravou uma mensagem (ouça do link http://content.jwplatform.com/previews/3Su8ZgOq-WLGkjbVJ) convocando a população para participar das manifestações contra a reforma da Previdência. "Sabemos que esta reforma implica em tirar direitos adquiridos dos trabalhadores e assegurados na Constituição de 1988", diz dom Manoel. "Convocamos todos os trabalhadores a participarem desta grande manifestação, dizendo a palavra que o povo não aceita a reforma da Previdência nos termos que estão anunciando", afirmou o arcebispo.

Fonte: Portal Brasil 247

COORDENAÇÃO DO CEN REPUDIA DECLARAÇÃO DE MINISTRA DO TEMER


Coordenadora é enfática ao afirmar que “não entendemos que um homem branco, machista, patriarcal, misógino, sexista, golpista, usurpador de direitos, possa nos representar”
Em Nota divulgada na semana passada, a Coordenação Nacional de Gênero do Coletivo de Entidades Negras (CEN) foi veemente em repudiar por completo a infeliz declaração da atual ministra de Direitos Humanos do governo Temer, Luizlinda Valois (foto acima), a qual, de acordo com a Nota, demonstra total desconhecimento do pensamento da maioria das mulheres negras brasileiras, além de eleger, em seu discurso, o atual presidente da República, Michel Temer, como padrinho das Mulheres Negras Brasileiras.
Leia, abaixo, na íntegra, a Nota de Repúdio à declaração da ministra Luizlinda Valois, assinada por Iraildes Andrade, coordenadora Nacional de Gênero do CEN:
“A Coordenação Nacional de Gênero do CEN – Coletivo de Entidades Negras, repudia veementemente a declaração da atual Ministra de Direitos Humanos a Senhora Luizlinda Valois, a qual demonstrando total desconhecimento do pensamento da maioria das mulheres negras brasileiras, elege em seu discurso, o padrinho das Mulheres Negras Brasileiras, o Sr. Michel Temer.
Ministra, fale pela Senhora, não fale por mim, não fale pelas minhas primas, irmãs, amigas e companheiras de militância.
O presidente Golpista Michel Temer NÃO É MEU PADRINHO, ele até pode ser o padrinho da Senhora, ministra... porém não é nosso.
Nós mulheres negras não entendemos que um homem branco, machista, patriarcal, misógino, sexista, golpista, usurpador de direitos possa nos representar, muito menos V. Exma. que em uma tentativa insana, tenta rasgar a história das mulheres negras deste país.
Fale pela Senhora. Tenha ele como o SEU PADRINHO, não use a luta das mulheres negras em benefício próprio, para se legitimar perante um governo que não nos respeita e nem de longe reconhece a nossa luta ancestral.
Nossos passos vêm de longe Ministra.
A discriminação sofrida por nós, mulheres negras, ao longo desses anos, a discriminação e o racismo que nos retira direitos básicos que vão desde o direito de viver e de ter vivos nossas/os filhas/os, às péssimas condições de saúde e educação que nosso povo enfrenta até os dias atuais, não te dá o direito de eleger TEMER como nosso padrinho.
A falta de vagas no mercado de trabalho, os direitos que nos tem sido negado, o desrespeito as nossas especificidades, só reforçam que este homem branco e até a sua companheira (mesmo sendo ela uma mulher) não me representam.
No dia que uma mulher branca e um homem branco abram mão dos privilégios, pensando na nossa raça, talvez eu possa vislumbrar uma possibilidade de representação e permissão de que falem por mim, coisa que acho difícil para não dizer IMPOSSÍVEL.
Com certeza a Senhora sabe o que é ser mulher negra num país como o Brasil e na Diáspora Africana. Não é possível que tenha esquecido, assim como a senhora também sabe que não deveria eleger esse Sr. Como padrinho de uma mulher negra.
Por favor, Senhora...
Nos respeite, respeite nossa luta, respeite nossa ancestralidade.
Iraildes Andrade
Mulher Negra, Mãe, Avó
Coordenadora Nacional de Gênero do CEN
Ekede da Casa Oxumarê
Facilitadora da Secretaria de Políticas para Mulheres do Estado da Bahia

Bacharela em Estudos de Gênero e Diversidade”

quinta-feira, 13 de abril de 2017

CEREAIS TEM USO OBRIGATÓRIO NO ‘COMIDA DI BUTECO’ 2017

Evento vai até o dia 07 de maio e, pelo segundo ano seguido, o preço do tira-gosto não pode ultrapassar aos R$ 25,90
Poços de Caldas, município do Sul de Minas Gerais, abre suas fronteiras para receber, pela 10ª vez, o tradicional concurso “Comida di Buteco”. O maior evento gastronômico “butequeiro” do Brasil, que este chega à 18ª edição, começa amanhã, 14.
Simultaneamente, o evento acontece em 20 cidades de todas as regiões do país, envolvendo 500 botecos que, juntos, atraem mais de quatro milhões de botequeiros para consumir mais de 390 mil petiscos.
Em Poços de Caldas serão 18 botecos concorrendo ao título de campeão do “Comida di Buteco 2017”. Para conhecer quais são os botecos participantes, os pratos oferecidos e a localização de cada um, basta acessar o link http://www.comidadibuteco.com.br/pocos-de-caldas/.
Os concorrentes na edição 2017 foram apresentados pela coordenadora Regional do “Comida di Buteco”, Mariana Silveira, aos representantes da imprensa durante coletiva festiva na noite de ontem, 12, e oito deles selecionados para apresentar suas criações que concorrem à 1ª colocação.

A coletiva foi realizada no Rei do Espeto, boteco que estreia no concurso e foi o primeiro a apresentar o tira-gosto participante. Este e outros sete tira-gostos foram servidos aos presentes. Veja foto e detalhes de cada um destes oito concorrentes ao final desta matéria.
Os participantes são escolhidos pela organização do “Comida di Buteco” entre aqueles botecos considerados “espontâneos”, ou seja, aquele boteco que, obrigatoriamente, o proprietário é quem, com a ajuda da família ou não, está à frente do negócio, atrás do balcão; a sua história e seu dia a dia como identidade de dono, que na maioria das vezes conta com a força de trabalho de mais pessoas da sua família. Vale destacar que o boteco espontâneo não faz parte de uma rede ou franquia de marca.
A edição deste ano traz uma curiosa novidade, todos os petiscos concorrentes deverão trazer algum cereal incorporado à receita e visa, conforme é a proposta desde sua primeira edição, transformar vidas através da cozinha de raiz e estimular os pequenos estabelecimentos às novas criações, norteando incentivar os donos de botecos no real e importante papel de fomento à cultura gastronômica botequeira.
Não obstante, pelo segundo ano consecutivo, o preço máximo do petisco oferecido não poderá ultrapassar os R$ 25,90, um desafio e tanto para a criação desses novos tira-gostos sem que se perca uma das mais importantes características do “Comida di Buteco”: serem democráticos.
Apesar de para os botequieros de plantão o evento ser um festival gastronômico, na prática, para os donos de botecos o “Comida di Buteco” é um concurso onde cada um deles se esforça para criar o melhor petisco e, com isso, conseguir votos suficientes que o conduza ao 1º lugar na edição.
Mas o caminho não é tão simples assim. Para alcançar a 1ª colocação, o público e um corpo de jurados visitam os botecos, provam os petiscos e as bebidas e, ao final, dão seu voto secreto em cédulas.
A média entre os quesitos avaliados é que vão garantir o resultado da premiação. São avaliados, de 1 a 10, o tira-gosto (70% da pontuação), o atendimento (10%), a higiene do local (10%) e a temperatura da bebida servida (10%). O voto do júri vale 50% e do público 50%. O Instituto de Pesquisas Vox Populi é o responsável pela apuração dos votos nas 20 cidades e também da etapa nacional.
O boteco vencedor da edição 2017 de Poços de Caldas será conhecido durante a “Saideira”, festa reservada aos donos de botecos, patrocinadores e representantes da imprensa, prevista para acontecer no dia 24 de maio. O campeão local participará da etapa nacional, que acontece em junho, no Rio de Janeiro, e vai eleger o melhor boteco do Brasil entre os campeões das 20 cidades participantes do evento.
Veja, abaixo, pela ordem de apresentação, os oito tira-gostos apresentados à imprensa durante coletiva na noite de ontem, 12:

Rei do Espeto
Rua Assis Figueiredo, 1566 – Centro
Petisco – Banquete do Rei – Dupla de panquecas, uma de tilápia e uma de costela, ambas refogadas na cerveja, acompanhadas de molho quatro queijos.





Bigodera
Rua Assis Figueiredo, 1241 – Centro
Petisco – Beliscão – Dadinho de canjiquinha com ragu de costela e crispe de couve. Acompanha geleia de pimenta.







Santa Villa
Avenida João Pinheiro, 1120 – Vila Cruz
Petisco – Gorgontella – Pedaços de costela bovina no bafo com creme de queijo gorgonzola. Acompanha fatias de pão de trigo.





Bar do Dé
Rua México, 26 – Jardim Quissisana
Petisco – Tulipa n’Aveia – Tulipa de frango empanada na aveia, acompanhada de molho de maionese verde, molho barbecue e molho de pimenta e mel.





JK Bar
Rua Dom Eugênio de Mazendo, 6 – Maria Imaculada
Petisco – Ajoelhou Tem Que Comer – Joelho de porco acompanhado com mandioca cozida e farofa de pão.




Hora +
Praça Dom Pedro II, 64 – Centro
Petisco – Mignon da Hora – Isca de mignon temperada na páprica defumada, acompanhada com batatas salpicadas com ervas finas, farofinha de milho e ovos de codorna.






Bar Lei Seca
Avenida João Pinheiro, 7880 – Bortolan
Petisco – Em Cima da Hora – Bolinho de arroz com queijo e aveia.






Bar do David (Campeão da edição 2016)
Avenida Leonor Furlaneto Delgado, 140 – Jardim Philadelphia
Petisco – Jeitinho Mineiro – Bolinho de massa de batata e farinha de milho, com recheio de frango, azeitona, palmito, queijo parmesão.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

TRABALHO INTERMITENTE: ENTENDA O QUE SIGNIFICA ISTO

“No contrato zero hora, o trabalhador fica à disposição 24 horas por dia. O valor a ser pago pode ser fixado de acordo com o horário que será trabalhado ou com o serviço que será feito.”
Marcos Verlaine (*)
O movimento sindical precisa ficar atento em relação ao Projeto de Lei do Senado (PLS) 218/16, que é de autoria do senador Ricardo Ferraço (PSDB-ES). O projeto altera a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) para instituir o contrato de trabalho intermitente. Trata-se de uma grave ameaça às relações de trabalho no Brasil esta modalidade de contratação. O projeto é apelidado com o singelo e prosaico nome de “jornada flexível de trabalho”.
Há, ainda, sobre este tema, o PL 3.785/12, do deputado Laércio Oliveira (PR-SE). A matéria está em discussão na Comissão de Trabalho, anexada ao PL 4.132/12 (PLS 92/06), de autoria do senador Valdir Raupp (PMDB-RO), cujo relator é o deputado Silvio Costa (PTdoB-PE).
Para entender estes projetos de lei tomo emprestado a explicação de uma arguta professora, dirigente sindical em São Paulo, Silvia Barbara. Leiam:
“Lia eu esta semana um periódico espanhol que noticiava a angústia de trabalhadores britânicos de Liverpool contratados no sistema ‘contratos de zero hora’. A coisa funciona assim: um empregador, que pode ser do ramo da produção, de bens ou de serviços, contrata um empregado por zero hora, sem valor de hora específica e sem vínculo empregatício.
O empregado, por sua vez, na maioria dos casos, fica vinculado àquele contratante, de modo exclusivo. Pois bem, este trabalhador ou trabalhadora é chamado, em geral pelo telefone celular, sempre que o contratante necessita de seus préstimos. Assim, se, por exemplo, sou contratado por uma empresa de enlatados para trabalhar em uma determinada máquina, sou chamada por 4 horas, vou lá, trabalho por 4 horas, recebo minhas horas e aguardo a empresa me chamar novamente.
Ela me chama por 8 horas, vou lá, faço às 8 horas, recebo por estas 8 horas e vou embora e aguardo a empresa me chamar e assim por diante.
Se a empresa não quiser mais meus serviços simplesmente não me chamará mais, ou melhor, meu telefone celular não tocará. Pronto, termina a relação contratual: sem despedidas, sem indenizações, nem mesmo um obrigado ou um até logo.
Uma empregada de uma empresa de biscoitos que não ouvia seu celular tocar a três dias já pressentia que havia perdido o posto. Classificou bem o novo modelo como nova escravidão do século 21.
No contrato zero hora, o trabalhador fica à disposição 24 horas por dia. O valor a ser pago pode ser fixado de acordo com o horário que será trabalhado ou com o serviço que será feito. Muitos dos trabalhadores britânicos não são alocados em horas de trabalho que lhes garanta um nível razoável de vida e isso faz com que se submetam a contratos cada vez mais desvantajosos e lesivos.
Redes como a Boot, Subway e DHL são adeptas do sistema. No Reino Unido, 90% dos trabalhadores da rede McDonalds são contratados pelo ‘zero hora’. A gigante da alimentação diz que é em benefício dos próprios trabalhadores que podem usufruir de horários flexíveis. Soa familiar não? É para seu próprio bem my dear.”
O que acham?
Situação
O projeto está em discussão na Comissão de Assuntos Sociais do Senado, sob a relatoria do senador Armando Monteiro Neto (PTB-PE), que ofereceu parecer favorável à proposta. Já houve audiência pública sobre a matéria, que está pronta para votação no colegiado.

(*) Jornalista, analista político e assessor parlamentar do Diap

quinta-feira, 29 de outubro de 2015

DIRETOR DA FJBPC INTEGRA COMISSÃO DA REDE DE JARDINS BOTÂNICOS

Comissão tem o compromisso de planejar e executar eventos da RBJB, inclusive o congresso em março de 2016
Nos últimos dias 27 e 28 foi realizada, no auditório do Orquidário Municipal da cidade de Santos, litoral paulista, a Assembleia Geral Ordinária 2015 da Rede Brasileira de Jardins Botânicos (RBJB) convocada pelo presidente de seu Comitê Executivo, João Neves Toledo.
Três assuntos compuseram a pauta do encontro:
- Apresentação do Relatório de Atividades e Prestação de Contas do Comitê Executivo da RBJB (exercício 2014/2015);
- Aprovação do Regimento Interno da RBJB e da nova sede legal da instituição; e,
- Adesão e Compromisso ao Programa Nacional de Coletas e Incremento de Coleções da RBJB.
Durante o último dia da Assembleia Geral Ordinária 2015 da RBJB, o diretor Administrativo-Financeiro da Fundação Jardim Botânico de Poços de Caldas (FJBPC), Bruno Figueiredo, foi escolhido para compor, juntamente com outros quatros representantes de jardins botânicos brasileiros, a comissão que estará responsável em dar andamento e consequente sustentação ao desenvolvimento do Programa Nacional de Coletas e Incremento de Coleções da RBJB.
Além disso, esta comissão estará encarregada da promoção de eventos da Rede Brasileira de Jardins Botânicos, inclusive do próximo Congresso da RBJB, previsto para acontece no mês de março do ano que vem, ainda sem data definida, na cidade do Recife, capital do estado de Pernambuco.


IMA ABRE INSCRIÇÕES PARA O CURSO DE HABILITAÇÃO EM CFO

Documentos comprovam a condição fitossanitária da origem de um produto agrícola ou de suas partes
O Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA) está com inscrições abertas para o curso de capacitação destinado a engenheiros agrônomos e florestais interessados na habilitação para emissão do Certificado Fitossanitário de Origem (CFO) e do Certificado Fitossanitário de Origem Consolidado (CFOC) que será realizado em Varginha no período de 23 a 27 de novembro.
Os interessados poderão se inscrever no site do Instituto, no endereço www.ima.mg.gov.br.
A capacitação é determinada por meio da Instrução Normativa nº 55 de 4 de dezembro de 2007, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).
O CFO e o CFOC são documentos oficiais que comprovam a condição fitossanitária da origem de um produto agrícola ou de suas partes com o intuito de prevenir a disseminação de pragas dentro do estado. O CFO certifica o produto vegetal na unidade produtiva (propriedade rural) e o CFOC certifica na unidade de consolidação (beneficiadora, processadora ou embaladora).
O curso terá carga horária de 32 horas e vai abordar temas como a importância da defesa sanitária vegetal, tipos de pragas, normas e procedimentos de certificação e por aqueles relacionados ao controle de pragas regulamentadas em plantações de batata-semente, café (mudas), pinus, tomate, citros e uva, entre outros.
Mais informações pelo telefone (31) 3915-8719 ou pelo e-mail leonardo@ima.mg.gov.br.

Fonte: Central de Imprensa/Governo de Minas

EMPRESA DA ALEMANHA DOA LIVROS SOBRE OLIVICULTURA AO JARDIM BOTÂNICO

Alemã GEA reúne grandes cultivadores de azeitonas da Europa e apoia produção de azeites desde 1930
A Fundação Jardim Botânico de Poços de Caldas (FJBPC), entidade da administração indireta da prefeitura de Poços de Caldas, município do Sul de Minas Gerais, através do Núcleo Avançado de Visão Empreendedora em Olivicultura (NAVE Oliva), recebeu nesta semana, da empresa alemã GEA Westfalia Separator, a doação de cinco livros sobre a olivicultura e os processos de extração de azeites.
A doação é fruto do contato mantido entre o idealizador e coordenador do NAVE Oliva, engenheiro agrônomo Gabriel Tarquínio Bertozzi, que funciona nas instalações do Jardim
Botânico como incubadora do projeto de difusão e propagação da olivicultura no Sul e Sudoeste de Minas Gerais e Oeste de São Paulo, com os diretores da alemã GEA, que reúne e mantém negócios com grandes olivicultores europeus.
A GEA, desde 1930, tem apoiado a produção industrial do azeite, com desenvolvimentos inovadores, tais como o sistema de 2 fases ambientalmente amigável, dispondo de um conjunto de padrões globais de eficiência e rentabilidade, além de respeito ao meio ambiente.
De acordo com o coordenador do NAVE Oliva, a atenção dada pela GEA ao Jardim Botânico de Poços de Caldas e ao Núcleo foi enorme, haja vista que os exemplares sobre as oliveiras e seus métodos para extração do azeite chegaram em menos de 10 dias.
Bertozzi ressalta que tem mantido contato com os diretores através de e-mail e o tratamento é sempre feito de forma cordial e prestativa.
Os cinco livros recebidos ficarão à disposição dos interessados em olivicultura, bem como os parceiros do NAVE Oliva – FEOB e Agro Fonte Alta –, além do olivicultores regionais, no acervo da instituição poços-caldense e contribuirá para maior conhecimento sobre as oliveiras, levando em conta que os maiores especialistas são citados nas publicações.
Os exemplares recebidos são:
Ad Oleum Habendeum (tradução livre para o português, Temos óleos);
El Manual del Maestro de Almazara (tradução livre para o português, O Manual do Mestre de Almazar);
Culture and Knowledge – Inspired by Olive Oil (Cultura e Conhecimento – Inspirado Pelo Azeite); e,
As versões em inglês e espanhol do título: Some Contributions on Oliviculture and Elaiotechnic From The Perspective Of Experience (tradução livre para o português, Algumas Contribuições Sobre Olivicultura e Elaiotechnic a Partir da Perspectiva de Experiência).
Instituição
A Fundação Jardim Botânico de Poços de Caldas está localizada à Rua Paulo de Oliveira, 320, Parque Véu das Noivas, zona Oeste do município, e é aberta à visitação gratuita de segunda à sexta-feira, das 13h às 16h, e aos sábados, domingos e feriados, das 10h às 16h.
A região é atendida pela linha Véu das Noivas/Vale das Antas da Circullare, concessionária do transporte coletivo urbano de passageiros, com saídas da esquina da Avenida Francisco Salles com a Rua Rio Grande do Sul, no Centro da cidade, a cada hora a partir das 6h20.
Outras informações podem ser obtidas pelos telefones (35) 3715-5064 ou (35) 8867-6971 ou (35) 8427-2036 ou pelos endereços eletrônicos aics.fjbpc@yahoo.com.br ou educacaoambiental.fjbpc@yahoo.com.br.
Visitas
O Jardim Botânico está aberto às visitações gratuitas, tanto para grupos de estudantes de qualquer unidade educacional quanto de turistas e de poços-caldenses. Essas visitas são orientadas e acompanhadas pela equipe da Educação Ambiental.
As visitas acontecem as segundas e quartas-feiras ou mediante consulta à DEA e devem ser agendadas através do telefone (35) 8867-6971 ou (35) 8427-2036 ou pelo e-mail educacao.fjbpc@yahoo.com.br.
Durante estas visitas, a equipe da Educação Ambiental faz uma breve palestra e apresenta slides sobre conservação, comportamento no dia a dia para melhorar e contribuir com o meio ambiente, comenta sobre a Mata Atlântica e os campos de altitude, bem como as atividades desenvolvidas pelo Jardim Botânico, em especial pelo seu Departamento Técnico-Científico.
O grupo de visitantes também é levado a conhecer as instalações, como as estufas, além de terem a oportunidade de aprender os objetivos de um jardim botânico que, mais do que um local de visitação, é um local de pesquisa e desenvolvimento de projetos botânicos, como os que já estão em fase inicial no recém-inaugurado Laboratório de Cultivo in vitro “Guilherme Moraes Ribeiro”, que compõe o Laboratório de Manejo Vegetal “Décio Moraes Ribeiro”, os quais consistem no mais moderno e bem equipado laboratório do interior do país.

NOVA MULTINACIONAL É INAUGURADA EM POÇOS DE CALDAS DEPOIS DE 18 ANOS

Autoridades e equipe da empresa acionaram o botão para início das atividades da empresa alemã ThyssenKrupp no Distrito Industrial
A ThyssenKrupp inaugurou, na manhã desta quinta-feira, 29, sua fábrica de componentes automotivos no Distrito Industrial (DI) de Poços de Caldas, município do Sul de Minas Gerais. Com investimentos de R$ 60 milhões, a unidade ocupa mais de 200 mil m² no DI do município. A data festiva marca oficialmente o início das operações da empresa alemã na cidade.
A ThyssenKrupp Brasil – Division Valvetrain produz eixos de comando de válvula integrados
à tampa do cabeçote do motor e tem capacidade para montagem de mais de um milhão de peças por ano.
Segundo o CEO da ThyssenKrupp na América do Sul, Michael Höllermann, a escolha de Poços de Caldas se deve à infraestrutura da cidade, acesso logístico e disponibilidade de mão de obra qualificada, além do forte apoio dos governos municipal e estadual. Höllermann afirmou que a expectativa é que a empresa gere, em médio prazo, 200 empregos diretos, com possibilidade de ampliação, de acordo com a evolução do mercado.
Para o prefeito Eloísio do Carmo Lourenço, esta é uma data histórica para o município. “Depois de 18 anos, uma nova empresa multinacional é inaugurada em Poços de Caldas. A última foi a Ferrero do Brasil, em 1997. É com alegria que vemos o Distrito Industrial enfim em atividade, regularizado, com infraestrutura para atrair os investimentos que Poços de Caldas precisa e merece”, ressaltou Eloísio.
“Quero desejar boa sorte à equipe da ThyssenKrupp e agradecer a todas as pessoas que 
trabalharam para a efetivação da empresa no município, em especial à Câmara de Vereadores, sempre sensível às questões relacionadas à geração de emprego e renda e ao desenvolvimento da cidade”, afirmou.
O prefeito e o CEO da empresa assinaram a placa inaugural e, acompanhados das demais autoridades e equipe da planta de Poços de Caldas, acionaram o botão que simboliza o início das atividades no município.
Desenvolvimento Industrial
De 2013 a 2015, foram aprovadas 23 doações de áreas para instalação de empresas no Distrito Industrial e no Mini Distrito. O valor de investimentos previstos no município, somando-se também as ampliações das empresas Danone e Ferrero, chega a aproximadamente R$ 600 milhões até 2016.
Além da geração de empregos e investimento na cidade, as empresas devem, também, obrigatoriamente, desempenhar um papel social no município. Outro ponto a se destacar é que a lei municipal foi alterada para que empreendimentos de comércio atacadista e prestadores de serviços de grande porte também possam se instalar no Distrito Industrial.

Fonte: AICS Prefeitura