quarta-feira, 6 de junho de 2018

ERUPÇÃO DO VULCÃO DE FOGO DEIXA CERCA DE 70 MORTOS NA GUATEMALA


As imagens exibidas na televisão e divulgadas nas redes sociais mostram corpos no chão, assim como veículos e casas destruídos pela erupção
Mais de 70 pessoas morreram na Guatemala na erupção do vulcão de Fogo, que arrasou vários povoados com uma avalanche de lama e cinza incandescente, conforme informado pelas autoridades na última segunda-feira, 04.
O diretor do Instituto Nacional de Ciências Forenses (Inacif), Fanuel García, revelou que o organismo trabalha na identificação dos corpos de 69 pessoas mortas pela erupção, ocorrida no domingo, 03. "O trabalho científico da equipe de especialistas envolve 69 pessoas falecidas" pela avalanche de lodo e cinzas que destruiu várias comunidades, disse García, acrescentando que até o momento apenas 17 vítimas foram identificadas.
A erupção deixou ainda 46 feridos, 3.263 evacuados de suas casas e 1.687 pessoas levadas para abrigos nos departamentos de Escuintla (Sul) e Sacatepéquez (Oeste), que ao lado de Chimaltenango (Oeste) são os mais afetados pela erupção.
"Se desta vez nos salvamos, em outra (erupção) não", disse à AFP Efraín González, de 52 anos, levado para um abrigo de Escuintla, ao lado da esposa e da filha de um ano.
O desespero toma conta de González, pois o filho de 10 anos e a filha de quatro do casal são considerados desaparecidos. A casa da família foi atingida pela lava do vulcão, de 3.763 metros de altura e que emitiu colunas de cinza de quase 6.000 metros de altura.
As imagens exibidas na televisão e divulgadas nas redes sociais mostram corpos no chão, assim como veículos e casas destruídos pela erupção.
O secretário da Conred, Sergio Cabañas, afirmou que as vítimas fatais foram presas pela lava que desceu do vulcão, situado a 35 km da capital.
De León indicou que as tarefas de busca de corpos e desaparecidos foram suspensas durante a noite por falta de luz e pelo perigo para as equipes, mas foram retomadas na manhã desta segunda-feira.
A erupção acabou após 16 horas e meia de atividade, mas existe a probabilidade de uma retomada, afirmou o Instituto de Vulcanologia, que recomendou medidas de precaução.
O presidente Jimmy Morales decretou três dias de luto e estado de emergência ou calamidade em Escuintla, Sacatepéquez e Chimaltenango, mas a medida precisa ser ratificada pelo Congresso.
O Grupo de Doadores, integrado por Alemanha, Canadá, Espanha, Estados Unidos, Reino Unido, Itália, Suécia, Suíça, França, União Europeia, além do Banco Interamericano de Desenvolvimento, Banco Mundial, Fundo Monetário Internacional, Organização dos Estados Americanos e o sistema da ONU na Guatemala, expressou solidariedade e apoio para o país superar a tragédia.
A chuva de cinzas provocada pelo vulcão levou à interrupção das operações no aeroporto internacional da cidade de Guatemala, inicialmente por 24 horas, informou a Direção Geral de Aeronáutica Civil.
O Vulcão de Fogo, localizado entre os departamentos de Escuintla, Sacatepéquez e Chimaltenango, registrou sua primeira erupção de 2018 em janeiro. Em setembro de 2012, provocou a última emergência por erupção no país, o que resultou na retirada de 10 mil habitantes localizados em localidades ao Sul do vulcão.
Fluxo de Erupção Mais Rápido
A erupção do vulcão de Fogo na Guatemala gerou colunas de rochas e gás cujo fluxo é mais rápido que o da lava, segundo explica o geólogo David Rothery, da Open University da Inglaterra. Segundo ele, deveria se ter definido uma zona de evacuação para que não houvesse tantas vítimas. "No geral, o Vulcão de Fogo não produz colunas longas e fluidas como, por exemplo, as do Kilauea, no Havaí", afirma o especialista, explicando o porque do fenômeno. "Pelos vídeos que vi, são uma ou várias colunas piroclásticas, que ocorrem quando os fragmentos de rochas e gás quente ejetados pelo vulcão são muito densos para subir como uma coluna de cinzas", informa ainda.
Ele acrescenta que estas colunas podem se deslocar a mais de 100 km/h, muito mais rápido e muito mais distante que as de lava. Este tipo de coluna foi a que provocou tantas vítimas durante a famosa erupção do Vesúvio no ano 79 d.C., que destruiu a cidade de Pompeia.
Foto: JOHAN ORDONEZ/AFP
Fonte: AFP

sexta-feira, 1 de junho de 2018

ABASTECIMENTO DE COMBUSTÍVEIS E GLP DEVE SER NORMALIZADO NA PRÓXIMA SEMANA


Preços praticados pelas revendas de combustíveis continua alto e GLP tem preço anterior à paralisação dos caminhoneiros, mas para retirada no local
A maioria dos postos de combustíveis em Poços de Caldas, município do Sul de Minas Gerais, mesmo ainda praticando valores altos para a venda do litro de combustíveis, continua a registrar extensas filas de motoristas em busca do abastecimento de seus veículos. Mas nem todos os postos dispõem dos combustíveis, alguns têm apenas gasolina e outros apenas o etanol, ambos comum, e outros ainda aguardam pela chegada dos líquidos.
Não diferente, também é grande a procura pelo botijão de 13 Kg do gás de cozinha (GLP). Depois de, durante a paralisação dos caminhoneiros, o produto ser encontrado por R$ 150,00, R$ 170,00 e até R$ 205,00, os preços praticados pelas revendedoras voltaram aos que eram praticados na semana anterior aos protestos, todavia, os interessados têm que ir buscar na revendedora. Nem todas já foram reabastecidas e algumas mantêm suas portas fechadas.
Ao longo desta sexta-feira, 01, o preço do litro da gasolina variou de R$ 4,799 a R$ 4,999. O etanol variou de R$ 2,999 a R$ 3,109. Já o GLP variou entre R$ 65,00 e R$ 70,00. Preços que devem se manter ou serem reduzidos conforme a situação de reabastecimento se normalizar.
Confira o preço do litro da gasolina e etanol, ambos comum, e do botijão de 13 Kg do gás de cozinha (GLP) praticados ao longo do dia nos postos de combustíveis, para pagamento à vista, e revendedoras de GLP, para retirada no depósito:
⛽ Postos de Combustíveis⛽
Pampa – gasolina R$ 4,999 e etanol R$ 3,099
Posto Ecológico – gasolina R$ 4,999 e etanol R$ 3,109
Posto Mineirão – etanol R$ 2,999
Posto Estádio – não tem
Posto Gasparzinho – gasolina R$ 4,999
Petro Caldas – não tem
Big 10 – não tem
Petrominas – não tem
Rafik I – não tem
Posto Urca – não tem
Point – gasolina R$ 4,990
Posto Mais – etanol R$ 3,099
Posto do Toninho I – gasolina R$ 4,998 e etanol R$ 3,098
Guanabara – gasolina R$ 4,999
Gianelli – gasolina R$ 4,999 e etanol R$ 2,999
Posto do Toninho II – gasolina R$ 4,999 e etanol R$ 3,099
Floresta – gasolina R$ 4,799
Centenário – não tem
Carijo – não tem
Rafik II – não tem
Pain I – gasolina R$ 4,999
R1 – não tem
Pain II – gasolina R$ 4,99
Auto Posto 2004 – gasolina R$ 4,999 e etanol R$ 2,999
Auto Posto Wenceslau – não tem
Posto União – não tem
Posto APA – não tem
Posto Contorno – não tem
Posto Ypê – gasolina R$ 4,799
Postop – não tem
♨Revendas de Gás♨
Poços Gás – R$ 70,00
Castelo Gás – R$ 70,00
Aline Gás João Pinheiro – fechado
Casa do Gás – fechado
Bom Gás – fechado
Palácio dos Fogões – R$ 69,00
Bruna Gás – fechado
Martins Gás – fechado
Melhor Gás – R$ 65,00
Terra Gás – fechado
Alvorada Gás – R$ 70,00
Aline Gás Coronel – não tem
Joyce Gás – R$ 65,00
Aline Gás Amarílis – não tem
Top Gás – R$65,00

GOVERNO CORTA GASTOS COM SAÚDE E EDUCAÇÃO PARA BAIXAR O DIESEL


Com sanção de reoneração, mais setores pagarão impostos; Ciência e Tecnologia e reforma agrária terão cortes
Não deveria, devido à desinformação que esta emissora causa à sociedade, mas começo perguntando: Este é o país que você quer para o futuro?
Na tentativa de suprir as despesas oriundas do acordo com os caminhoneiros, o governo federal vai reduzir incentivos fiscais para exportadores e às indústrias químicas e de refrigerantes, cortar recursos em praticamente todas as áreas do governo, incluindo programas, e pôr em prática um programa de subvenção econômica à comercialização do óleo diesel. O objetivo é somar R$ 9,5 bilhões.
No caso dos exportadores, será reduzida a alíquota do Reintegra (Regime Especial de Valores Tributários para as Empresas Exportadoras), programa que devolve, aos exportadores, parte dos impostos cobrados na cadeia de produção. A indústria química e de refrigerantes perderá parte do crédito usado para abater de impostos.
O programa de subvenção econômica à comercialização do óleo diesel prevê reduzir o preço do combustível nas refinarias em R$ 0,46 por litro. O governo vai subsidiar R$ 0,30. O restante vai ser completado por meio da redução de impostos que incidem diretamente sobre o diesel, como PIS/Cofins e a Cide, no total de R$ 0,16. O programa começou a valer a partir de ontem, 31, e segue até o fim do ano.
Pelos próximos 60 dias, o preço fixo do óleo diesel nas refinarias será de, no máximo, R$ 2,03 por litro. Considerando que o preço de mercado poderá ser superior, o governo vai cobrir essa diferença pagando até R$ 0,30 por litro de diesel às empresas.
Na edição extra do Diário Oficial da União (DOU) de ontem, 31, está publicada a lei, sancionada pelo presidente Michel Temer, que reonera a folha de pagamento de 39 setores da economia. A estimativa é que o impacto nos cofres públicos será de R$ 830 milhões. Os benefícios se estendem até 2020.
Também está na edição extra a medida provisória que estabelece o cancelamento de dotações orçamentárias em diversas áreas, como programas de fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS), concessão de bolsas, reforma agrária, demarcação de terras indígenas, segurança e policiamento em estradas. A informação oficial é que o cancelamento de gastos foi definido de forma pulverizada para causar baixo impacto.
A seguir, áreas e programas que tiveram cancelados recursos para 2018, conforme decreto publicado ontem, quinta-feira, 31, na edição extra do Diário Oficial, das páginas 4 a 39.
Veja, abaixo, as 39 áreas e programas que serão afetados:
1.            Promoção dos Direitos da Juventude
2.            Simplificação e Integração dos Serviços Públicos (Bem Mais Simples)
3.            Políticas de Promoção de Igualdade e Enfrentamento à Violência contra as Mulheres
4.            Pesca e Agricultura
5.            Assistência Técnica e Extensão Rural para a Agricultura Familiar
6.            Reforma Agrária
7.            Defesa da Agropecuária
8.            Agropecuária Sustentável
9.            Ciência, Tecnologia e Inovação
10.         Concessão de bolsas no âmbito do Programa de Estímulo à Reestruturação e ao Fortalecimento das Instituições de Ensino Superior (Proies)
11.         Promoção e Gestão do Comércio Exterior
12.         Incentivo à micro e pequena empresa
13.         Memorial da Anistia Política do Brasil
14.         Demarcação de terras indígenas e de políticas de povos isolados
15.         Política e prevenção e combate de drogas
16.         Programas de geologia e mineração
17.         Programas de energia elétrica
18.         Realização de eventos no exterior por parte do Ministério das Relações Exteriores
19.         Atividades relacionadas a serviços consulares
20.         Auxílio-moradia de agentes públicos
21.         Produtos e insumos para a área de saúde
22.         Doenças infecciosas, saúde da mulher e de crianças
23.         Tratamentos relativos a hemoterapia e hematologia
24.         Vigilância sanitária
25.         Transportes
26.         Programa de riscos e desastres
27.         Levantamentos geológicos marinhos
28.         Serviços Consulares e de Assistência a Brasileiros no Exterior
29.         Promoção Comercial e de Investimentos
30.         Concessão de Bolsas de Estudo a Alunos Estrangeiros, no Sistema Educacional Brasileiro
31.         Indenizações a Servidores Civis e Militares em Serviço no Exterior
32.         Fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS)
33.         Transporte Aquaviário
34.         Transporte Terrestre – Construção, manutenção e adequação de estradas
35.         Aviação Civil – Regulação e Fiscalização/Foração e Capacitação de Profissionais da Aviação Civil
36.         Construção, Reforma e Reaparelhamento de Aeroportos e Aeródromos de Interesse Regional
37.         Promoção do Trabalho Decente e Economia Solidária
38.         Previdência Social – Educação Previdenciária e Financeira/Serviço de Processamento de Dados de Benefícios Previdenciários e Gestão da Informação Corporativa na Previdência Social
39.         Moradia Digna – Apoio à Produção ou Melhoria Habitacional de Interesse Social
Foto Abertura: Divulgação
Fonte: Portal Revista AZ/Com Agência Brasil

‘FAKE NEWS’: BOATOS SUGEREM NOVA PARALISAÇÃO


Vídeos e áudios circulam pelo WhatsApp apontando para a retomada de protestos e intervenção militar
Vários vídeos e postagens de áudios e artes, principalmente na rede criptografada, o WhatsApp, indicam que a paralisação dos caminhoneiros, agora, de forma mais ampla e organizada, será retomada a partir da meia noite do próximo domingo, 03, zero hora da segunda-feira, 04.
O motivo para estas falsas notícias seria o fato de que a redução de R$ 0,46 no preço do litro do diesel na bomba, conforme acordo com o governo federal, não estar sendo observado em mais de 95% dos postos de combustíveis pelo país.
Tal acordo foi publicado em edição extra do Diário Oficial da União (DOU) de ontem, 31, e a normalização do acordo deve acontecer a partir da próxima segunda-feira, 04.
O problema esta na confusão e nas informações desencontradas.
Há dois aspectos a serem levados em consideração:
Primeiro diz respeito aos decretos que reduzem o valor. Eles começam a vigorar, na prática, a partir da próxima segunda-feira, 04.
Segundo, é referente aos estoques, enquanto os postos e as revendedoras de combustíveis não estiverem com a carga reduzida não terão como baixar o preço na bomba sob a justificativa de prejuízo.
Caso sejam obrigados a reduzir o valor do litro tendo estoque com valor adquirido mais caro, irão pedir compensação, ou seja, indenização pelo suposto ou possível prejuízo. Assim, nova crise no governo federal, os revendedores e donos de postos exigirão a cobertura dos valores se Temer quiser ver o preço na bomba com redução de R$ 0,46 centavos/litro de imediato.

ABIN E PGR INVESTIGAM INFILTRAÇÃO MILITAR EM PARALISAÇÃO


Órgãos federais suspeitam que violência contra caminhoneiros e sabotagem a trem em Bauru têm relação com presença de militares no movimento
A Agência Brasileira de Inteligência (Abin) investiga a participação de integrantes das Forças Armadas e das Polícias Militares estaduais na greve dos caminhoneiros. O objetivo seria aproveitar o momento de extrema fragilidade política do governo Temer para provocar uma intervenção militar no país.
De acordo com três agentes da Abin ouvidos pela piauí sob a condição do anonimato, a possível presença de militares entre os grevistas começou a se desenhar nesta semana, quando cresceu a violência contra os caminhoneiros – um deles foi assassinado na quarta-feira, 30 de maio, em Rondônia –, e surgiram atos típicos de sabotagem, como a retirada de parafusos dos trilhos da linha férrea em Bauru, no interior paulista, que levou ao descarrilamento de um trem carregado com combustível, no dia anterior.
Em Caxias do Sul, no Rio Grande do Sul, manifestantes bloquearam a entrada do quartel do Exército no domingo, 27, pedindo intervenção militar no país. No Rio, segundo a Polícia Rodoviária Federal, há indícios de envolvimento de milicianos no movimento. A Abin também estranha a falta de pulso da polícia nos mais de 500 pontos de bloqueio de caminhões que se formaram no Brasil nos dias de greve. Os agentes comparam com a paralisação de 2015, que durou três dias. Na época, não houve desabastecimento de combustíveis, alimentos e remédios, como desta vez. “Havia uma ação mais enérgica da polícia. Por que não houve desta vez? É estranho”, questionou um dos agentes.

Na quarta-feira, 30, a Câmara Criminal da Procuradoria Geral da República (PGR) instaurou procedimentos para investigar se empresários e sindicalistas violaram dois dispositivos previstos na Lei de Segurança Nacional: tentar mudar o regime político do país com emprego de violência e “incitar a subversão da ordem política e a animosidade entre as Forças Armadas”, crimes punidos com até 19 anos de prisão.
A Câmara Criminal tem informações sobre a infiltração de militares na greve, mas, nesse caso, segundo a procuradora Luiza Frischeisen, coordenadora da Câmara Criminal, a investigação formal cabe ao Ministério Público Militar. “É algo muito grave que precisa ser apurado”, afirmou Frischeisen. Procurado pela piauí, o promotor Adriano Alves Marreiros, do MPM, não quis se manifestar.
As redes sociais e, principalmente, aplicativos como o WhatsApp, têm sido bombardeados com fake news a favor de uma intervenção. Em um áudio, um homem se passa pelo general Eduardo Villas Bôas, comandante do Exército, para pedir “a todos os brasileiros que saiam às ruas nesta quarta-feira – dia 30 – pedindo a intervenção militar”. Assim, no dia seguinte, “nós iremos destituir o presidente, junto com o Congresso Nacional e o Judiciário. Devido à corrupção que se instaurou nesse país, faremos um governo interino”.

A página (verdadeira) do general no Twitter passou a ser bombardeada de mensagens críticas a ele – muitos chamam Villas Bôas de “covarde”. “Deixou o povo brasileiro na mão, quando a gente precisou de você.”
“São ações práticas concatenadas com forte propaganda veiculada em aplicativos criptografados. É tudo muito bem pensado, o que nos leva a acreditar que há militares diretamente envolvidos”, afirmou um dos integrantes da Abin.
A agência mapeou o descontentamento generalizado da caserna com o governo Temer, sobretudo após a intervenção federal na segurança pública do estado do Rio de Janeiro, em fevereiro deste ano. Não são poucos os que consideram o general Sérgio Etchegoyen “traidor” por integrar a gestão Temer. Ele é ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) a quem a Abin é subordinada. “Há uma crise grave, muito maior do que a greve”, disse um dos agentes.
A própria Abin teve um comportamento heterodoxo na greve, ao deixar de avisar o governo sobre a movimentação dos grevistas nas semanas anteriores à paralisação. Na última quarta-feira, 30, na tentativa de debelar o movimento, o Palácio do Planalto divulgou o número de celular (61) 99154-4645, com WhatsApp, batizado de “SOS Caminhoneiro”, para que os motoristas de caminhão denunciem casos de coação que os impeçam de retomar o trabalho.
Ilustração: Paula Cardoso
Fonte: Portal Piauí Folha Uol

GOVERNO DE MINAS AFIRMA DEPOSITO DA TERCEIRA PARCELA DE SALÁRIO DOS SERVIDORES


Administração estadual alega que a greve dos caminhoneiros derrubou a arrecadação o que prejudicou o cumprimento do cronograma de pagamentos
A Secretaria de Fazenda de Minas Gerais informou na tarde desta sexta-feira, 01, que o salário dos cerca de 8% dos servidores que recebem mais de R$ 6 mil, que e deveriam ter recebido na última quarta-feira, 30, foi depositado hoje. Em nota, a pasta informa que, com isso, 100% dos servidores receberam seus salários.
“A Secretaria de Fazenda informa que, apesar da queda de arrecadação tributária sofrida nos últimos dias, os valores referentes à terceira parcela dos salários dos 8% dos servidores do Executivo que recebem acima de R$ 6 mil foram integralmente depositados na tarde desta sexta-feira”, informa a pasta.
Ontem, 31, o governo de Minas Gerais atribuiu à paralisação dos caminhoneiros uma redução de cerca de R$ 90 milhões na arrecadação tributária do estado. Uma das consequências, segundo a Secretaria de Estado de Fazenda, foi o atraso no pagamento da terceira parcela do salário dos servidores estaduais.
Foto: Alexandre Guzanshe/EM/D.A Press
Fonte: Estado de Minas

CONSELHO ESCOLHE IVAN MONTEIRO COMO PRESIDENTE INTERINO DA PETROBRAS


Pela manhã, Pedro Parente pediu demissão alegando interferência política na administração da estatal e Conselho definiu interino no final da tarde
O diretor financeiro da Petrobras, Ivan Monteiro (foto acima), que tem perfil técnico, foi escolhido, pelo Conselho de Administração da estatal, para ser o presidente interino, correspondendo às expectativas do mercado, que já apostavam que o cargo seria ocupado por um integrante da própria Diretoria.
Hoje, 01, a Petrobras já emitiu um comunicado sobre a saída de Pedro Parente, que fez as ações da empresa despencarem na Bolsa de Valores de São Paulo. O dólar também subiu.
Monteiro foi levado para a empresa pelo então presidente Aldemir Bendine e mantido no cargo por Pedro Parente, que pediu demissão nesta sexta-feira. O nome agrada ao mercado financeiro e a empresários que atuam na Petrobras.
Com ele no comando da empresa não haverá uma mudança de 360.º no trabalho que Parente vinha desenvolvendo. “O verdadeiro homem do controle das finanças da empresa é ele”, disse um empresário.
A escolha de Ivan Monteiro obteve a aprovação da Presidência da República, conforme pronunciamento de Michel Temer no início da noite, um indicativo de que Monteiro venha a ser efetivado no cargo até o final do atual mandato, em 31 dezembro deste ano.
Confira, abaixo, a íntegra do comunicado da Petrobras:
“A Petrobras informa que o Conselho de Administração realizou, hoje, uma reunião extraordinária, na qual o Presidente do Conselho, com base em previsão estatutária (§3º do art. 27), indicou e nomeou o engenheiro Ivan de Souza Monteiro para o cargo de Presidente interino da companhia até a eleição do novo Presidente definitivo. O Presidente Ivan Monteiro acumulará a função de Diretor Executivo Financeiro e de Relacionamento com Investidores. Fatos julgados relevantes serão tempestivamente divulgados ao mercado".
Foto: YASUYOSHI CHIBA/AFP
Fonte: EM/AFP

PEDRO PARENTE DEIXA A PRESIDÊNCIA DA PETROBRAS


Parente disse a Temer que não queria ser um estorvo para o governo e pediu demissão do cargo
Em conversa na manhã desta sexta-feira, 01, com o presidente Michel Temer, Pedro Parente pediu demissão da Petrobras. Ele vinha sendo apontado como pivô da greve dos caminhoneiros, por causa da política de preços da estatal.
Em carta divulgada pela assessoria de imprensa da empresa, Parente avaliou os dois anos em que esteve à frente da petroleira: “O que prometi foi entregue”.
Em comunicado oficial, a estatal informou que “a nomeação de um CEO interino será examinada pelo Conselho de Administração da Petrobras ao longo do dia”. A nota diz ainda que não há alterações na composição dos demais integrantes da Diretoria Executiva da companhia.
Parente disse a Temer que não queria ser um estorvo para o governo. Ele lembrou que, quando aceitou o convite para comandar a Petrobras, o presidente lhe deu garantia de que a estatal teria liberdade para definir os preços dos combustíveis. Agora, esse compromisso foi rompido.
Há, dentro do governo, uma determinação para suspender o ajuste diário dos combustíveis, política que, segundo Parente, permitiu à Petrobras voltar a registrar lucro depois de três anos seguidos de perdas. Somente no primeiro trimestre deste ano, a estatal computou ganhos de R$ 7 bilhões.
Petroleiros Comemoram
Também reunidos nesta manhã para definir os rumos da greve da categoria em Minas, integrantes do Sindicato dos Petroleiros de Minas Gerais (Sindipetro/MG) comemoraram a queda de Parente. Em vídeo divulgado em uma rede social, os trabalhadores, que estão na Refinaria Gabriel Passos (Regap), em Betim, são vistos celebrando a notícia aos gritos de “Fora, Parente”.
Leia, abaixo, a íntegra da carta de Pedro Parente
Em 01 de junho de 2018
Excelentíssimo Senhor Presidente da República,
Quando Vossa Excelência me estendeu o honroso convite para ser presidente da Petrobras, conversamos longamente sobre a minha visão de como poderia trabalhar para recuperar a empresa, que passava por graves dificuldades, sem aportes de capital do Tesouro, que na ocasião se mencionava ser indispensável e da ordem de dezenas de bilhões de reais. Vossa Excelência concordou inteiramente com a minha visão e me concedeu a autonomia necessária para levar a cabo tão difícil missão.
Durante o período em que fui presidente da empresa, contei com o pleno apoio de seu Conselho. A trajetória da Petrobras nesse período foi acompanhada de perto pela imprensa, pela opinião pública, e por seus investidores e acionistas. Os resultados obtidos revelam o acerto do conjunto das medidas que adotamos, que vão muito além da política de preços.
Faço um julgamento sereno de meu desempenho, e me sinto autorizado a dizer que o que prometi foi entregue, graças ao trabalho abnegado de um time de executivos, gerentes e o apoio de uma grande parte da força de trabalho da empresa, sempre, repito, com o decidido apoio de seu Conselho.
A Petrobras é hoje uma empresa com reputação recuperada, indicadores de segurança em linha com as melhores empresas do setor, resultados financeiros muito positivos, como demonstrado pelo último resultado divulgado, dívida em franca trajetória de redução e um planejamento estratégico que tem se mostrado capaz de fazer a empresa investir de forma responsável e duradoura, gerando empregos e riqueza para o nosso país. E isso tudo sem qualquer aporte de capital do Tesouro Nacional, conforme nossa conversa inicial. Me parece, assim, que as bases de uma trajetória virtuosa para a Petrobras estão lançadas.”
Foto Abertura: Rovena Rosa/Agência Brasil
Fonte: Estado de Minas