quinta-feira, 12 de setembro de 2019

PAGAMENTO DE R$ 500 POR CONTA DO FGTS COMEÇA NESTA SEXTA

Para saber os valores disponíveis para o saque é só acessar o site da Caixa e informar o CPF, o NIS, o PIS ou o Pasep e a data de aniversário
A Caixa Econômica Federal (Caixa) inicia, a partir de amanhã, 13, o pagamento de até R$ 500 por conta do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). Os repasses serão feitos até 31 de março de 2020, conforme a data de nascimento dos beneficiários.
Para as pessoas nascidas em janeiro, fevereiro, março e abril, que têm conta poupança na Caixa, o valor será depositado automaticamente já nesta sexta-feira, 13.
Aqueles com data de aniversário em maio, junho, julho e agosto, recebem a partir do dia 27 de setembro de 2019. Para trabalhadores nascidos em setembro, outubro, novembro e dezembro, o pagamento será feito a partir do dia 9 de outubro de 2019.
Segundo a Caixa, cerca de 33 milhões de trabalhadores receberão o crédito automático na conta poupança. Os clientes do banco que não quiserem retirar o dinheiro têm até 30 de abril de 2020 para informar a decisão em um dos canais divulgados pela Caixa: site, Internet Banking ou aplicativo no celular.
De acordo com a Caixa, o crédito automático só será realizado para quem abriu conta poupança até o dia 24 de julho de 2019.
O pagamento aos não correntistas da Caixa seguirá o seguinte cronograma:
Tabela do PIS para não correntistas – Arte EBC
(clique na imagem para ampliar)
Para saber os valores disponíveis para o saque, os canais de recebimento e as opções de crédito em conta, é só acessar o site da Caixa e informar número do Cadastro de Pessoas Físicas (CPF), do Número de Identificação Social (NIS), do Programa de Integração Social (PIS) ou do Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep) e a data de aniversário.
Os saques de até R$ 100 poderão ser realizados em casas lotéricas, com apresentação de documento de identidade original com foto e número do CPF. Será feita a leitura da digital no momento do saque. Para quem possui cartão Cidadão e senha, o saque poderá ser feito nos terminais de autoatendimento, em unidades lotéricas ou correspondentes Caixa Aqui. Quem não tem o cartão Cidadão, deve procurar uma agência da Caixa.
Saque Aniversário
Outra modalidade de saque, válida para o próximo ano, será o saque aniversário. Os trabalhadores interessados em migrar para essa sistemática poderão comunicar a Caixa, a partir de 1º de outubro de 2019. Ao confirmar esta opção em um dos canais divulgados pelo banco, o trabalhador deixará de efetuar o saque em caso de rescisão de contrato de trabalho.
Quem realizar a mudança só poderá retornar à modalidade anterior após dois anos da data da solicitação à Caixa.
Caso o trabalhador não comunique o interesse no tipo de saque, a regra da rescisão será mantida.
A decisão de migrar para a modalidade do saque aniversário, não anula a multa de 40% em caso de demissão sem justa causa.
Fonte: Agência Brasil

MINISTRO DO STF SUSPENDE AÇÕES QUE QUESTIONAM CORREÇÃO DO FGTS

Solidariedade defende correção pelo IPCA, índice oficial da inflação, e juízes de 1ª instância têm entendido que TR não pode ser usada para correção
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luís Roberto Barroso decidiu, na última sexta-feira, 06, suspender em todo o país a tramitação de processos que questionam a Taxa Referencial (TR) como índice de correção monetária do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). Com a decisão, as ações deverão ficar suspensas até 12 de dezembro, quando a Corte poderá julgar o mérito da questão.
A decisão liminar foi proferida na ação na qual o Solidariedade questiona a forma de correção dos recursos do fundo. O partido defende a correção pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), indicador oficial de inflação.
No entendimento de Barroso, as ações devem ser suspensas até o fim do julgamento do caso para evitar que o trabalhador seja prejudicado com decisões conflitantes em todo o Judiciário.
Na ação, o Solidariedade afirma que a TR não pode ser usada para corrigir o FGTS porque não repõe as perdas inflacionárias, por se tratar de um índice com valor abaixo do da inflação.
A questão sobre o índice de correção que deve ser adotado pela Caixa Econômica Federal tem gerado decisões conflitantes em todo o Judiciário. Em algumas decisões, juízes de primeira instância têm entendido que a TR não pode ser usada para correção.
Com o FGTS, criado em setembro de 1966, o empregador deposita todo mês o valor correspondente a 8% do salário do empregado. O valor pode ser sacado em caso de demissão sem justa causa ou para comprar a casa própria, por exemplo.
Fonte: Agência Brasil

ESTUDO PRETENDE CONSOLIDAR CAFÉ VULCÂNICO NA REGIÃO DE POÇOS DE CALDAS

Foto: Ana Cagnani Leite
Parceria entre instituições pretende tonar região da caldeira vulcânica referência em todo o país 
Parceira entre a Associação dos Cafés Vulcânicos, os campi de Machado (MG) e Poços de Caldas (MG) do Instituto Federal do Sul de Minas, Prefeitura de Poços de Caldas e Sebrae-MG deu início a um estudo mercadológico que pretende tornar a região da caldeira vulcânica de Poços de Caldas, município do Sul de Minas Gerais, chamada “café vulcânico”, referência em todo país.
Estudo mercadológico quer tonar o café da
região vulcânica referência em todo o país.
Foto: Arquivo Pessoal/Leandro Carlos Paiva
Segundo o pesquisador e professor de Indústria e Qualidade do Café do IF Sul de Minas, Leandro Carlos Paiva, a ideia, que a princípio tinha apenas o objetivo de conseguir a identificação geográfica e de procedência do café vulcânico junto ao Instituto Nacional de Propriedade Intelectual (INPI), evoluiu dos últimos dois anos pra cá, e pode beneficiar 11 municípios da região da bacia vulcânica.
“A gente está visualizando que esse vulcão que tá aí contemplando toda essa área, tem muito mais coisas pra oferecer para o povo, para o consumidor e para o Brasil inteiro. Nossa região é muito rica, e esse ‘place branding’ vai ajudar a mostrar o que a gente pode explorar”, comentou.
Explorar e continuar com a consolidação do café vulcânico ainda é visto como essencial para todo o processo, mas, de acordo com o professor, o estudo vai fazer com que a ideia avance ainda mais, porém de uma maneira mais correta e eficiente.
“A ideia é seguir com o café. Só que agora a gente não vai só consolidar uma marca ou buscar uma identificação geográfica. A identificação geográfica é assegurar no INPI a nossa notoriedade. Não vamos mais buscar só assegurar nossos direitos sobre essa notoriedade, mas nós vamos buscar uma consolidação dos nossos mercados, dos nossos produtores e da nossa região. Vamos buscar um mercado maior, que atenda o consumidor final”, pontuou Paiva.
Em 1993, um estudo semelhante realizado no então chamado “café do cerrado” apontou que era possível agregar muito mais valor do que uma simples marca no produto, tornando assim uma região muito mais forte e conhecida nacionalmente.
Produtores de sete cidades criaram a
Associação dos Cafés Vulcânicos há 3 anos.
Foto: Reprodução EPTV
“A identificação geográfica dele era ‘café do cerrado’. E este mesmo estudo mostrou que não era o café a coisa mais importante que se tinha, mas sim a região inteira. Era a atitude dos produtores, a atitude dos filhos dos produtores, a forma com que eles conseguiam fazer, e a governança que eles tinham pra fornecer o café. Quando mostrou isso, viu-se que o café do cerrado era só uma marca, um agregado. Aí eles se transformaram na região do cerrado mineiro, o que trouxe outra visão de mercado”, salientou.
O professor destaca ainda que a região é repleta de qualidades únicas, o que deve fazer com que o título “vulcânico” não fique apenas com o café, mas que, em um futuro próximo, atinja outras áreas também.
“Estamos enxergando que toda nossa região tem qualidades únicas, por exemplo, a de turismo. Talvez nossa notoriedade está em receber, trazer as pessoas e mostrar a região, os cafés vulcânicos e a qualidade deles. Mas a gente está vendo notoriedade em outras áreas também, como, por exemplo, as uvas e os vinhos de Andradas (MG), os queijos, os doces de Caldas (MG) e Santa Rita de Caldas (MG). Os cafés especiais da Serra de São Sebastião da Grama (SP), de Divinolândia (SP). Toda a rota turística que tem na região, como os cristais que têm em Poços de Caldas”, concluiu.
Fonte: G1/Sul de Minas

LIVRES DE BACENJUD, DEVEDORES BLINDAM INVESTIMENTOS USANDO ‘FINTECHS’

foto ilustração
Dinheiro em Fintechs é "invisível" para BacenJud, atualmente
Por
Adriano Martins Pinheiro (*)
A maioria das pessoas sabe que o dinheiro em conta bancária pode ser bloqueado/penhorado por meio de uma ordem judicial, a fim de realizar o pagamento de dívidas.
foto ilustração
Um simples clique do magistrado realiza uma “varredura”, informando todas as contas bancárias e investimentos que aquele devedor tenha, em qualquer instituição financeira do país.
Como a pesquisa é realizada por meio do CPF ou CNPJ do devedor, não há como “esconder-se”.
A proeza é realizada por meio do chamado sistema BacenJud – que é um convênio entre o Banco Central e o Poder Judiciário.
Em simples palavras, o Banco Central possui em seu banco de dados todas as informações relativas aos valores disponíveis nas instituições financeiras e aos correntistas. O BacenJud faz a comunicação de todos esses dados/informações ao Poder Judiciário.
Segundo a definição do Banco Central do Brasil, o sistema BACENJUD é um instrumento de comunicação entre o Poder Judiciário e instituições participantes, com intermediação técnica do Banco Central do Brasil.
Blindagem
Ocorre que, há notícia de que, para evitar o bloqueio/penhora do sistema BacenJud, devedores estão mantendo seus investimentos nas chamadas “fintechs”.
foto ilustração
As “fintechs” podem ser Sociedade de Crédito Direto (SCD) ou Sociedade de Empréstimo entre Pessoas (SEP) e são regulamentadas pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) (Resolução nº 4.656, de 26 de abril de 2018, do Banco Central do Brasil).
Definições
“Fintech vem da junção de financial (financeiro) e technology (tecnologia). A origem do termo é atribuída a um programa de aceleração de startups capitaneado pela Accenture, em parceria com a prefeitura de Nova York, que chama-se Fintech.
Com o tempo, Fintech passou a designar o segmento das startups que criam inovações na área de serviços financeiros, com processos baseados em tecnologia.
foto ilustração
Normalmente, estas startups criam novos modelos de negócio, em áreas como conta-corrente, cartão de crédito e débito, empréstimos pessoais e corporativos, pagamentos, investimentos, seguros, etc.” (Wikipedia).
Como exemplo de fintech de sucesso podemos citar: Nubank, Paypal e SoFi.
Possível Solução
No momento, parece que a melhor solução ou a única hipótese seria o credor pedir uma ordem judicial, para que determinada fintech informe se aquela pessoa (devedor) tem rendimentos ali disponíveis, bem como seu montante.
Na prática, o credor precisaria ter conhecimento de que o devedor tem um montante disponível em determinada fintech, para, então, pedir a ordem judicial de pesquisa/bloqueio/penhora (expedição de ofício) ou, simplesmente, “tentar a sorte”.
Foto: Uelder Ferreira (Thinkstock)
Conclusão
É possível que, futuramente, haja um sistema similar ao BacenJud, ou seja, um convênio entre o Judiciário e a CVM ou ao próprio Banco Central, para pesquisa/bloqueio/penhora de valores em fintechs.
Até lá, os credores podem amargar prejuízos, decorrentes de valores “invisíveis” ao sistema BacenJud.
(*) advogado, especialista em direito empresarial, com curso de extensão em direito bancário pela FGV.
Fonte: Jusbrasil

VACINAR GESTANTE É FUNDAMENTAL PARA PROTEGER BEBÊ

Rovena Rosa/Agência Brasil
Dose na gravidez previne doenças nos primeiros meses de vida
Por
Vinícius Lisboa (*)
Tema que encerrou a Jornada Nacional de Imunizações, no último dia 07, a vacinação de gestantes foi apontada por especialistas como fundamental para proteger bebês contra doenças que podem infectá-los antes de chegar o momento da imunização. As coberturas vacinais entre grávidas, apesar de terem se elevado ao longo dos últimos anos, continuam abaixo das metas estabelecidas.
foto divulgação
O calendário nacional de vacinação do Ministério da Saúde recomenda que as gestantes estejam em dia com a vacina contra a hepatite B, que se vacinem nas campanhas anuais contra a gripe e que tomem também a vacina dTpa, que previne a difteria, o tétano e a coqueluche.
Dados apresentados no encontro pelo Programa Nacional de Imunizações mostram que a vacinação de grávidas contra o vírus influenza ficou em 84,6% na campanha de 2019 – abaixo da meta de 90%. No caso da vacina dTpa, a cobertura em 2018 foi de 62,81%, também inferior aos 95% pretendidos.
A vacinação de gestantes com a dTpa no Brasil começou em 2014, como uma reação ao aumento de casos de coqueluche, que tem incidência considerável entre bebês menores de 2 meses – idade mínima para tomar a primeira dose contra a doença. A partir de 2017, a vacina passou a ser recomendada para gestantes a partir da 20ª semana como forma de proteger o recém-nascido.
A taxa de imunização de 2018 com a dTpa, apesar de baixa, é a maior desde 2014 e o presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações, Juarez Cunha, defende que é preciso informar mais a população e capacitar os profissionais de saúde para que não sintam insegurança no momento de indicar as vacinas às gestantes.
foto divulgação
“[A vacinação da gestante] É a principal forma de proteger o bebê nos primeiros meses de vida, quando há o maior risco. Temos muito a percorrer na cobertura vacinal da gestante e temos certeza que, a partir do momento em que a gestante souber que isso é uma forma de proteger o bebê, ela vai se vacinar. Mas, para isso, também precisamos que os nossos profissionais de saúde indiquem a vacinação.”
Entenda
A pediatra infectologista Marion Burger, professora da Pontifícia Universidade Católica do Paraná, explica que as vacinas aplicadas em gestantes produzem anticorpos capazes de atravessar a barreira placentária em quantidade suficiente para proteger o bebê nos primeiros meses de vida. Após o parto, a transferência de anticorpos continua com a amamentação.
“A gestante é a melhor fábrica de anticorpos que temos para proteger recém-nascidos. Por isso, a vacina dTpa precisa ser repetida à cada gestação, porque estou usando essa mãe como uma fábrica de anticorpos para o seu bebê e cada bebê tem que receber esse anticorpo”, diz ela, que acrescenta: “O leite materno é um ótimo imunizante pós-parto para o recém-nascido”.
foto divulgação
Pesquisas do Instituto Butantan e da Universidade de São Paulo (USP) apresentadas no último dia da jornada confirmam resultados positivos com a vacinação de gestantes obtidos em outros países e revelam a eficácia e a segurança da vacina dTpa, a mais recente do calendário vacinal da gestante no Brasil.
A responsável pela área de farmacovigilância do Butantan, Vera Gattás, apresentou um estudo realizado entre 2015 e 2016 no estado de São Paulo que conclui que possíveis efeitos adversos da vacina constatados em parturientes analisadas foram, na grande maioria, leves e desapareceram em no máximo 72 horas após a aplicação da vacina.
“A vacina dTpa usada pelo Programa Nacional de Imunizações é segura e não foram identificados sinais de segurança inesperados”, concluiu.
(*) O repórter viajou a convite da Sociedade Brasileira de Imunizações
Fonte: Agência Brasil

INSCRIÇÕES ABERTAS PARA A 2ª OLIMPÍADA DE MATEMÁTICA

Inscrições se estendem até 11 de outubro e dúvidas podem ser esclarecidas em nivela@obmep.org.br
Estão abertas, desde o último dia 09, as inscrições para a 2ª Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas – Nível A (OBMEP – Nível A) para estudantes das 4ª e 5ª séries do ensino fundamental, matriculados em escolas públicas municipais, estaduais e federais. No ano passado, primeiro ano de implantação da prova, 1,5 milhão de estudantes de 20 mil escolas públicas de todo Brasil participaram da olimpíada, criada pelo Instituto de Matemática Pura e Aplicada (Impa).
Na avaliação do coordenador-geral da OBMEP e diretor-adjunto do Impa, Claudio Landim, a olimpíada do ano passado “foi um sucesso, porque tivemos pouco tempo para anunciar. Os resultados foram animadores”. Mais de dois mil municípios se inscreveram para a prova do Nível A.
A prova do Nível A é diferente das provas da OBMEP tradicional, destinada a estudantes do 6º ano do ensino fundamental e aos do ensino médio e que acontece desde 2005. Essas são impressas e enviadas às escolas pelo Impa, que depois seleciona os alunos que participam da segunda fase. É o instituto que também aplica as provas fisicamente em nove mil centros do país.
“A prova do Nível A é um pouco diferente, porque nós preparamos as provas e as enviamos às secretarias municipais [de Educação], que ficam encarregadas de aplicar nas escolas. Nós não temos acesso às provas, apenas a um número de municípios inscritos e solicitamos a algumas escolas que nos mandem informações para estabelecermos parâmetros para as premiações”, explicou o coordenador-geral da OBMEP.
Mudança do Ensino
As inscrições para a OBMEP – Nível A são gratuitas e devem ser feitas em nome das escolas, exclusivamente pelas secretarias de Educação municipais e estaduais ou pelos representantes das escolas federais, por meio de um link enviado por e-mail. Dúvidas podem ser esclarecidas em nivela@obmep.org.br. As inscrições se estendem até 11 de outubro.
Um comitê de provas do Impa é encarregado de elaborar os problemas que constam das provas. Claudio Landim destacou que esses problemas são muito diferentes da matemática que é ensinada nas escolas. “E isso estimula muito os professores a introduzirem esses problemas em suas aulas. Acabamos tendo um impacto real na mudança do ensino da matemática no país”.
A prova elaborada pelo Impa para o Nível A tem 15 questões objetivas e será aplicada nas escolas inscritas em 29 de outubro. O estudante terá uma hora e 30 minutos para resolvê-la. “Nós diminuímos o número de problemas porque os professores no ano passado acharam a prova muito longa e cansativa para os alunos do 4º e 5º ano que são crianças ainda bem pequenas”, disse Landim.
De acordo com o Impa, o conteúdo das provas segue os parâmetros curriculares nacionais para alunos de 4º e 5º anos do ensino fundamental. As questões privilegiam o raciocínio lógico e a criatividade. O objetivo da OBMEP – Nível A é estimular o estudo da matemática, contribuir para a melhoria da qualidade da educação básica, identificar jovens talentos e promover inclusão social.
A primeira edição da OBMEP – Nível A aconteceu em 2018. A olimpíada é realizada pelo Impa, com apoio da Sociedade Brasileira de Matemática (SBM), e dos ministérios da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) e da Educação (MEC).
A OBMEP para alunos do 6º ano do ensino médio, por sua vez, tem média de participação de 18 milhões de estudantes por ano. “Este ano, são 18,235 milhões”, revelou Claudio Landim.
Projeto-Piloto
O Impa está iniciando um projeto-piloto de formação de professores do primeiro ao quinto ano do ensino fundamental. Todas as atividades da olimpíada vêm acompanhadas de programas para estimular o ensino da matemática. “São impressionantes as lacunas nessa área. Descobri recentemente que alunos de pedagogia nas melhores universidades do Brasil não têm aulas de matemática e, portanto, chegam às escolas muitas vezes sem saber matemática. E se não sabe matemática é incapaz de ensinar e o aluno chega ao sexto ano com deficiências sérias na matéria”.
Por isso, o Impa está produzindo material didático para tentar melhorar a qualidade do ensino da matemática nessa primeira faixa. A ideia é que esse curso seja oferecido presencialmente às secretarias municipais e estaduais que adiram ao programa e, depois, oferecido virtualmente às outras. O material didático ficará disponível depois na internet.
O Impa fez parceria com a Secretaria de Educação de Nova Iguaçu, município da Baixada Fluminense, cujos professores vão ao instituto uma vez por mês terem aula de matemática. Claudio Landim considerou essa troca excelente. No ano que vem, disse que a ideia é estender o projeto a diversas secretarias municipais, aproveitando a parceria existente entre Impa e o Itaú Social, que tem uma rede de conexão com as secretarias municipais. Landim revelou que em 2020, a ideia é estender o programa para essa rede, de modo a beneficiar 200 municípios do país.
Fonte: Agência Brasil

CEBOLA NO QUARTO PARA AMENIZAR TOSSE REALMENTE FUNCIONA?

Mãe coloca cebola no quarto para aliviar tosse de filho e ele vai parar na UTI
Para amenizar a tosse do filho Henzo, a assistente financeira Juliana Ishiara, 35 anos, decidiu usar uma receita que viu na internet para o problema: cortou uma cebola em quatro partes e colocou ao lado da cama do garoto.
Em entrevista à revista Crescer, Juliana conta que, em poucos minutos, a criança começou a ter uma crise de tosse forte. "Ele puxava o ar, mas não conseguia respirar. O esforço para tossir era tamanho que, em minutos, ele vomitou e começou a ficar muito cansado. Eu escutava um forte barulho quando ele tentava respirar", afirma.
Como o quadro não passava, ela levou o filho para o hospital. Ao chegar no local, ele recebeu oxigênio, tomou injeção de adrenalina, fez inalações e foi encaminhado para a UTI.
Felipe Monti Lora, pediatra e gerente médico do Pronto-Socorro do hospital Sabará, alerta que recorrer a métodos caseiros pode ser muito perigoso. "A cebola tem alguns mitos e um deles é que ela tem efeito bactericida, o que não é verdade. Não há nenhum respaldo científico nisso", diz.
Depois de mais de cinco dias internado na UTI, Henzo teve alta e Juliana decidiu investigar o problema e seguir com tratamento.
Riscos
O pediatra explica que, ao usar a cebola para tentar diminuir sintomas respiratórios, os efeitos podem ser inversos.
Segundo Lora, há o risco de gerar uma resposta inflamatória grave nos brônquios, fechando a passagem de ar, conhecido popularmente como bronquite. "Se ele tem uma tendência a ter asma no futuro, o excesso de resposta no pulmão, o cheiro da cebola ou outro odor podem desencadear uma bronquite e problemas respiratórios", ressalta.
Além disso, pode gerar anafilaxia – um tipo de alergia grave – impedindo a passagem de ar próximo à laringe.
O especialista ressalta que, nesses casos, o ideal é utilizar soro nasal ou fazer uma inalação com o líquido para aliviar os sintomas de tosse e desconfortos respiratórios. Se o quadro não passar, deve-se procurar um médico especializado.
Fonte: Portal Viva Bem/Uol

QUANTO CUSTARÁ A PRIMEIRA CNH COM NOVAS REGRAS?

Com as novas regras do Contran, a primeira CNH passa a ser pelo menos R$ 400,00 mais barata do que era. Confira o novo preço e as principais mudanças
A partir do próximo dia 16, novas regras serão aplicadas para a formação de novos condutores. Isso de acordo com o Detran. Essas mudanças cumprirão à resolução do Conselho Nacional de Trânsito (Contran). As alterações vão desde a simulação, até aos valores.
Além disso, novas regras em relação às aulas noturnas serão estabelecidas, que implicarão na carga horária, nas categorias e no curso prático. Novas alterações também se farão presentes para a habilitação de condução de ciclomotores, as chamadas “cinquentinha”.
Lembrando que essas regras passam a entrar em vigor neste mês. Confira agora o valor do processo de primeira habilitação, de acordo com as novas regras do Contran. Veja também as principais mudanças e os documentos necessários para emitir o documento.
Mudanças
ü    No Simulador
Com a nova norma, será mais necessário usar o simulador para adquirir uma carteira da categoria B. O candidato poderá escolher realizar até cinco horas/aula em simulador. Mas, este deve estar disponível na autoescola. Essas simulações deverão ser feitas antes das aulas práticas em vias públicas.
ü    Nas Aulas Noturnas
Tanto para a categoria A quanto para categoria B, a exigência das aulas noturnas cairá para carga horária de 1 hora prática. Antes, esse valor era correspondente a 20% sobre o total da carga horária.
ü    No Curso Prático
Como dito anteriormente, o uso de simulador se torna opcional. Com isso, a carga horária prática para adquirir a categoria B, corresponde a 20 horas mínimas de aula. Mas, caso o candidato opte por fazer a simulação, essa carga horária cai para 15 horas mínimas.
ü    Ciclomotores
A carga horária para obter habilitação de ciclomotores (cinquentinha), também foi reduzida. Será obrigatório cumprir, no mínimo, 5 horas de aulas práticas. No teste, poderá ser utilizado veículo da própria autoescola ou do candidato.
Com o objetivo de facilitar na hora de conseguir a Autorização para Conduzir Ciclomotores, 12 meses após a nova regra, os candidatos podem optar por não realizar aulas, apenas exames. Em caso de reprovação, será necessário aulas práticas.
Novos Valores
As mudanças influenciaram no preço da carteira de motorista. Agora, para a categoria A/B (moto e carro), custará, em média, R$ 1.700,00 a R$ 1.900,00. Esse valor corresponde, aproximadamente, a R$ 400,00 mais em conta. Mas, quais serviços estão inclusos nesse valor?
Para retirar a CNH, existem taxas públicas (Detran) e privadas (Centro de Formação de Condutores – Auto Escolas). O Detran cobra um valor que varia entre R$ 306,00 e R$ 484. Nisso, está incluso os exames médicos, psicológicos, teóricos, práticos, além da própria licença.
Já as taxas das Auto Escolas incluem as aulas teóricas e práticas. Ainda mais, a locação de veículos, que podem variar bastante de acordo com o estado. Lembrando que esses valores acabam sendo mais caros para quem tira a primeira habilitação. A não obrigatoriedade do simulador resultará em R$ 350,00 a menos.
Primeira Habilitação
Confira os procedimentos para retirar a primeira carteira de habilitação:
1)Abertura do serviço no Detran;
2)Captura de imagem, impressão digital e assinatura de contrato;
3)Efetuar pagamento;
4)Exame médico;
5)Curso teórico no Centro de Formação de Condutores (autoescola);
6)Prova teórica;
7)Solicitação da Licença para Aprendizagem de Direção Veicular;
8)Curso prático;
9)Avaliação prática no Detran;
10) Receber a permissão para dirigir do Detran.
Documentos
Os documentos necessários para fazer a primeira habilitação são:
* Documento de identificação – RG (original e cópia);
* CPF (original e cópia); e,
* Comprovante de residência (original e cópia).
Fonte: Portal Edital Concursos Brasil

EPAMIG AVALIA TECNOLOGIAS PARA O CONTROLE ALTERNATIVO DE PRAGAS EM ROSEIRAS

Divulgação/Epamig
A EPAMIG é uma instituição vinculada à Seapa e as pesquisas realizadas entre 2015 e 2019 tiveram apoio financeiro da Fapemig e do CNPq
Flores de manjericão fresco roxo no jardim.
(Foto de elena.hramova
)
A Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (EPAMIG) realiza estudos para reduzir a aplicação de defensivos químicos no cultivo de roseiras. Os trabalhos conduzidos no Campo Experimental Risoleta Neves, em São João del-Rei, testam o uso de plantas com flores para atrair insetos benéficos. “Já verificamos que o manjericão (foto) e o cravo ajudam a reduzir as populações das pragas como pulgão e ácaro. Essas plantas também atraem insetos como as joaninhas, os crisopídeos, os parasitoides, dentre outros, que comem as pragas presentes na área de cultivo”, explica a pesquisadora Lívia Carvalho.
As rosas são bastante suscetíveis ao ataque de pragas, como pulgões, ácaros e moscas brancas, que podem causar danos às flores. Como o aspecto visual é bastante valorizado na comercialização, muitos agricultores tendem a realizar pulverizações com inseticidas na tentativa de conter as infestações. Entretanto, assim como ocorre na produção de alimentos, o uso excessivo de produtos químicos pode causar efeitos negativos ao ambiente, aos trabalhadores e aos consumidores.
Divulgação/Epamig
As técnicas de produção integrada buscam a diminuição do uso de agrotóxicos no cultivo da roseira (foto), além de contribuir para a melhoria na qualidade das flores produzidas. “O uso do controle biológico é uma tendência crescente no mercado nacional e internacional com foco na qualidade dos produtos e no respeito ao ambiente e a saúde dos trabalhadores”, completa a pesquisadora Lívia.
Um experimento realizado em propriedade na zona rural de São João del-Rei, no ano de 2016, apontou vantagens do uso do manjericão na atração de insetos benéficos e redução das pragas, inclusive, na comparação com o controle químico. Enquanto o manjericão atraiu uma diversidade de inimigos naturais, a área de cultivo convencional, apesar de sucessivas pulverizações de produtos químicos, registrou a ocorrência de várias pragas, que se alimentam de materiais vegetais.
Imagem: Ceviche de Flores, Chef Alex Atala.
E sanduíche de salmão com flores.
(Foto: Carol Gherardi)
Atualmente, os produtores Antônio e Maura Taroco estão utilizando o manjericão para o controle biológico no cultivo de flores comestíveis (foto). “Notamos, no trabalho com as rosas, que o manjericão repele bastante e nas flores comestíveis não podemos usar nenhum tipo de defensivo”, afirma Antônio, acrescentado que existe um mercado diferenciado para a comercialização de flores comestíveis em sistema agroecológico. “Essas flores, assim com as hortaliças orgânicas, têm um ganho no valor”.
Os projetos de pesquisas realizados no período de 2015 a 2019 tiveram apoio financeiro da Fundação de Amparo a Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). A EPAMIG é uma instituição vinculada à Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa).
Fonte: Ascom EPAMIG