segunda-feira, 11 de junho de 2018

TERMINA DIA 15 PRAZO PARA VACINAÇÃO CONTRA FEBRE AFTOSA


Única forma de prevenir a febre aftosa, vacinação é obrigatória e dose deve ser aplicada em todo o rebanho bovino e bubalino
Os criadores de bovinos e bubalinos têm somente até a próxima sexta-feira, 15, para realizar a vacinação contra a febre aftosa, que deveria ter se encerrado dia 31 de maio, mas foi prorrogada pelo Departamento de Saúde Animal (DSA) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) devido à paralisação dos caminhoneiros.
Conforme correspondência enviada aos estados pelo MAPA, no final de maio, explicava que o objetivo da prorrogação é evitar o comprometimento dos resultados da imunização dos rebanhos na etapa de vacinação de maio, tendo em vista que a paralisação afetou vários setores, inclusive a produção e distribuição das vacinas e “a adequada vacinação dos rebanhos, entre outros fatores, depende de adequada oferta de vacinas ao produtor e de uma logística de transporte normal”.
O Governo de Minas Gerais, o Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA), órgão responsável pela gestão das campanhas de vacinação dos rebanhos no estado, com a prorrogação vacinal, está contribuindo para que os produtores que ainda não vacinaram seus animais possam fazê-la de forma adequada e garantir o status que Minas Gerais possui, desde 2008, junto à Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) de área livre de febre aftosa.
A vacinação é obrigatória e também a única forma de se prevenir contra a febre aftosa e, conforme dados informados pelo IMA, Minas Gerais deve vacinar, nesta etapa de maio, todo o rebanho de bovinos e bubalinos, independentemente da idade, o que soma cerca de 23,6 milhões de animais em todo o estado. A bovinocultura é importante gerador de emprego e renda no estado. No ano passado as tendo exportações foram da ordem de US$ 598 milhões em carne bovina.
Foto: Divulgação/IMA
Fonte: Central de Imprensa/Segov

JORNALISTAS SABATINAM CANDIDATA DO PCdoB À PRESIDÊNCIA


Enquanto segue na corrida eleitoral, Manuela D’Ávila defende taxação de fortunas e heranças e propõe polêmica cobrança de impostos sobre a venda de drogas
A deputada estadual pelo PCdoB do Rio Grande do Sul, Manuela D’Ávila, de 36 anos, é a mais jovem candidata à presidência da República. Mas essa sempre foi uma constante em sua vida. Começou a militar politicamente no movimento estudantil ainda aos 16 anos e, de lá para cá, não parou mais. Filiou-se ao PCdoB com 21 anos e logo aos 23 se elegeu como a mais nova vereadora da história de Porto Alegre.
Ainda disputou a prefeitura da capital por duas vezes (em 2008 e 2012). Em 2012, já eleita deputada federal, chegou a ficar à frente nas pesquisas, mas em setembro foi ultrapassada por José Fortunati (MDB), que se elegeu ainda no primeiro turno.
Por isso, já calejada por tropeços eleitorais do passado, ela não teme uma eventual falta de competitividade de sua candidatura, que patina e tende a não alçar voos mais altos. O importante para ela é a defesa de suas bandeiras. “Precisamos transformar essa eleição num debate de alternativas para superar a crise”, disse em entrevista à IstoÉ.
Para demonstrar seu desapego, Manuela até admite abrir mão da corrida ao Planalto. “Se a minha candidatura é óbice à união das esquerdas, eu a retiro”, afirma. Desde, no entanto, que a saída de cena resolva o problema de unidade de seu campo político. “Nos retirando, apresentamos uma solução para a unidade da esquerda brasileira?”, voltou a indagar.
Enquanto segue no páreo, sem receio de ir até o fim, mesmo que lhe custe a eleição, praticamente certa, ao governo do Rio Grande do Sul, seu estado, Manuela desfia suas ideias.
A candidata do PCdoB promete, caso seja eleita, taxar as grandes fortunas e heranças. Outra proposta recheada de polêmica é a cobrança de impostos sobre a venda de drogas, como a maconha, cuja arrecadação seria aplicada nas comunidades que sofrem, segundo ela, com a guerra do tráfico.
Qual a sua opinião sobre a Lei da Ficha Limpa? Em que momento a lei deve começar a valer?
Mas essa questão já não está colocada, que é a partir de uma condenação em segunda instância? Temos que debater no Brasil se as decisões valem em segunda instância ou ao término de todas as instâncias. Recentemente, o Supremo Tribunal Federal adotou um entendimento para outro conjunto de questões. Então acho que é a hora de a gente debater do ponto de vista da legislação mesmo. Como deputada, votei pela Ficha Limpa.
Seu partido, historicamente, sempre apoiou o PT. Por que nesta eleição deixou de apoiá-lo?
Não é que vamos deixar de apoiar o PT porque eu sou candidata, mas sim pelas razões pelas quais sou candidata. Nós acreditamos numa candidatura do PCdoB e fizemos esse debate no ano passado. Portanto, antes da prisão do Lula. Acreditamos que a crise econômica e o impeachment sem crime de responsabilidade abrem um novo ciclo para o Brasil e que nós precisamos transformar essa eleição em um debate de alternativas para superar a crise.
O deputado Orlando Silva (PCdoB/SP) disse que a senhora poderia desistir da candidatura para apoiar Ciro Gomes e que a senhora concorreria ao governo do Rio Grande do Sul. Isso é possível?
A minha candidatura não é óbice para a unidade da esquerda. Se eu retirar minha candidatura hoje, o campo progressista, desenvolvimentista, estará unido? Os outros três candidatos teriam essa disposição? Eu teria. Se a minha candidatura é o óbice para a união da esquerda, então não há mais óbice. A virtual retirada da minha candidatura não resolveria o problema da unidade de um campo político. Nos retirando, apresentamos uma solução para a unidade da esquerda brasileira? Não. Hoje, vocês me verão como candidata à Presidência. Jamais descartarei o Rio Grande do Sul, que é o estado que me fez deputada e vereadora. O fato é que, mesmo muito bem posicionada nas pesquisas para o governo do Estado, houve interpretação do meu partido de que o debate para saídas da crise nacional tem impacto na situação dos estados.
Quase metade do eleitorado declara voto branco ou nulo. Como reverter o descrédito da população na classe política?
É um dos grandes debates dessa eleição. Eu, aos 16 anos, tomei a decisão de me filiar a um partido político para transformar a realidade do nosso país. Percebi que não havia outra saída para o País a não ser transformar a nossa realidade. E essa saída seria através da minha participação política. Sou a prova de que é possível fazer uma política que transforma.
Quais reformas são as mais importantes?
Será o conjunto de reformas que eu defendo e que recomponham a capacidade de investimento público a partir de uma reforma tributária, que taxe os multimilionários, que cobre impostos sobre fortunas ou heranças, ou será a partir hipoteticamente da reforma da Previdência do Temer? Como seria o Brasil governado por mim? O Brasil buscaria construir um caminho próprio, seria livre para se desenvolver enquanto nação. Serei uma presidenta obcecada em combater a desigualdade.
Em que ponto a esquerda erra ao não tentar combater o discurso que permite a ascensão da direita?
O tema da intervenção militar decorre da ausência de legitimidade e autoridade do governo Temer. Diante de um quadro de insegurança geral, de 25 milhões de desempregados ou subocupados, tu quer uma autoridade. Espero que todos os democratas pensem nisso, porque o oportunismo eleitoral da direita brasileira fez com que muitos flertassem com soluções autoritárias, como se liberais brasileiros tivessem sido picados por uma espécie de mosquinha do fascismo. Isso já nos custou mais de 20 anos de ditadura militar.
Qual a sua posição sobre a privatização da Petrobras?
Absolutamente contra. Privatizar não é um tema moral, e às vezes é tratado como se a esquerda não pode privatizar nada e a direita privatiza tudo. Acredito que a Petrobras tem um papel central no desenvolvimento nacional. Sou contra também a privatização da Eletrobrás.
E a reforma da Previdência?
Tenho acesso a dois números, do governo e da CPI, que são diferentes. É preciso debater a Previdência, mas precisamos saber exatamente qual a situação. Quando falamos de idade mínima, a gente se inspira em outros países em que os trabalhadores vivem de forma muito diferente que no Brasil. Temos que discutir quais os privilégios que precisam ser enfrentados.
Onde o comunismo deu certo? A senhora quer implantar o comunismo que nem na Albânia deu certo?
Falar da Albânia é falar de um tempo no passado. O PCdoB é um partido centenário, passou por vários acontecimentos do mundo ao longo da história. Esse é um debate absolutamente antigo e superado. Eu não defendo o modelo de nenhum país para o Brasil. Eu defendo que o Brasil construa o seu projeto de desenvolvimento único.
Mas vai taxar grandes fortunas?
Sim, vamos fazer isso. A minha idéia é a de que o Brasil precisa se desenvolver. Qual o parâmetro de desenvolvimento? Cada país tem o seu modelo de desenvolvimento que reflete o seu povo. Dá pra copiar? Não. São referências para se olhar, mas o Brasil tem que seguir seu caminho próprio.
Qual sua proposta para segurança?
Esse tema foi tratado de forma burocrática nos governos Lula e Dilma, como se fosse atribuição apenas dos governadores. Pretendo ser uma presidente que entenda a necessidade de uma reforma da segurança pública e que precisa ser feita a partir do olhar de quem defende os mais pobres. Temos que saber quais crimes queremos combater. Defendo o foco das ações no controle de armas, e no combate de homicídios e crimes sexuais. Os trabalhadores saem de casa pulando corpos de filhos de outros trabalhadores. Existe como desenvolver o país sem paz? Não.
E as falhas na educação, como resolvê-las?
Sou contra medidas propostas por outras candidaturas de federalização de níveis de educação, isso é comer pelas beiradas. Ou seja, não está bom o ensino médio e aí federaliza. Sou contra. A União precisa garantir a recomposição da capacidade de investimento dos estados e municípios. O tema é pacto federativo. Eu quero dar para todas as crianças brasileiras o ensino que eu pago para minha filha.
Quais suas propostas para a saúde?
Em primeiro lugar, a manutenção do SUS. Vivemos hoje um governo que ameaça de todas as formas o SUS. Temos que debater o financiamento do SUS, o tamanho do seu financiamento e as formas que temos de garantir o melhor investimento dos recursos.
Quais suas ideias para o combate à corrupção?
Os modelos do mundo no combate à corrupção que eu estudei são baseados em uma palavra que não tem tradução em português, ‘accountability’, que é mistura de transparência com participação popular. O governo é como uma parede de vidro, em que a população não tem acesso às informações. Temos estruturas de Estado que garantem que os casos sejam investigados e punidos, mas não impedem que a corrupção aconteça.
Sua opinião sobre o aborto?
Defendo que seja tratado como tema de saúde pública. O aborto é uma escolha da mulher.
E sobre a pena de morte?
Sou contra. Acredito no ser humano e que podemos ressocializar os infratores quando for possível e nos proteger deles quando for necessário.
A senhora é a favor da descriminalização das drogas?
Defendo a tributação das drogas, em comércio legal, mas não em qualquer comércio. É preciso debater o assunto de forma científica e não moral. Defendo a tributação das drogas e que esse recurso seja usado nas comunidades que vivem a guerra das drogas.
Por que a senhora se considera a melhor candidata à presidência?
O Brasil precisa ser governado por uma pessoa comum, que não pensa que a política deve servir em benefício próprio. Eu acredito no Brasil e sou a melhor candidata porque tenho condições de construir esse caminho, dialogando com o Congresso, mas, sobretudo, com a sociedade. Precisamos garantir que o Brasil debata saídas para a crise e virar a página de um sentimento de ódio que impregna determinadas candidaturas.
Participaram da sabatina os jornalistas: Camila Srougi, Cilene Pereira, Germano Oliveira, Luis Artur Nogueira, Mário Simas Filho, Ralphe Manzoni Jr e Ricardo Boechat
Leia a íntegra da sabatina com Manuela D’Ávila através do endereço https://istoe.com.br/se-a-minha-candidatura-e-obice-a-uniao-das-esquerdas-eu-a-retiro/.
Fonte: Portal IstoÉ

PETRÓLEO E ALTOS IMPOSTOS SUSTENTAM NORUEGA COM MAIOR QUALIDADE DE VIDA DO PLANETA


Estado norueguês também se destaca por busca pela igualdade de gênero e por incentivar aumento na taxa de natalidade
A cidade de Oslo é tudo o que se pode esperar da capital do país com maior Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do mundo. O frio nórdico é acompanhado por um transporte com eficiência cronometrada, escolas que abrigam alunos de diferentes classes sociais e hospitais de qualidade gratuitos. Tudo público, gerido pelo Estado norueguês.
A prosperidade da Noruega, porém, não é fruto da exploração de colônias ou de desenvolvimento industrial pioneiro. Independente da Suécia apenas em 1905, a Noruega era o “primo pobre” entre os países nórdicos, tendo a situação agravada ainda mais com a Segunda Guerra Mundial, quando o território foi ocupado por forças da Alemanha nazista. A recuperação do país foi iniciada com o Plano Marshall, mas o atual estágio de desenvolvimento passou a ser uma realidade alcançável a partir da década de 1970.
O momento da virada norueguesa é 1969, quando foi encontrado petróleo pela primeira vez no mar do Norte. “O óleo é claramente fundamental para o desenvolvimento da sociedade norueguesa. Não dá para entender a situação da Noruega sem pensar na questão do óleo. Podemos pensar que a descoberta desse recurso natural foi uma sorte, mas, por outro lado, ele foi muito bem manejado pelo Estado”, afirma Axel West Pedersen, pesquisador do Instituto de Pesquisa Social, que já desenvolveu trabalhos para a União Europeia.
Como uma das características principais desse sucesso norueguês ao administrar o dinheiro oriundo do petróleo, pode-se citar a criação de um fundo, considerado o maior do mundo. Anualmente, o governo tem o direito de gastar em seu orçamento apenas 4% desse montante, de pouco menos de US$ 1 trilhão, com o objetivo de garantir que as novas gerações também se beneficiem do recurso mineral.
Para se ter ideia do valor recebido pela Noruega, dez anos depois do início da exploração de petróleo e gás, a atividade já representava um terço do lucro do país com exportações. Além disso, até o final de 2012, a exploração de petróleo já tinha rendido à Noruega cerca de R$ 1,14 trilhão, pouco mais que o dobro do PIB (Produto Interno Bruto) local.
Resistência à Privatização
Nas últimas cinco décadas, durante o processo de melhoria da infraestrutura nacional, a Noruega teve que resistir a forte pressão pela privatização do setor. “Quando havia empresas estrangeiras explorando a nossa reserva, asseguramos que elas fossem obrigadas a treinar noruegueses, de forma que pudéssemos um dia consolidar uma indústria própria de extração de petróleo. Também obrigamos as companhias estrangeiras a pagar até 78% de impostos”, conta Heikki Holmås, parlamentar do Partido Socialista.
O alto valor dos impostos, por sinal, não é uma exclusividade desse setor da economia. Para financiar a qualidade de vida mais elevada do mundo, o Estado norueguês cobra 42% de Imposto de Renda.
“Nosso modelo de desenvolvimento é semelhante ao dos outros países nórdicos. Por meio do Estado do bem-estar social, garantimos uma série de direitos iguais para toda a população e esse modelo é acompanhado de altos impostos. A população aceita altas taxas tributárias porque recebe de volta do Estado um serviço de saúde gratuito, boas escolas, licença maternidade de até um ano, entre outros benefícios sociais”, explica a parlamentar do Partido Trabalhista, Marit Nybakk.
De acordo com Marit, esse modelo é bem-sucedido quando, antes do Estado do bem-estar social, são criados valores comuns na sociedade local. No caso da Noruega, entre esses valores está a busca pela igualdade de gênero, um dos motivos que garante o país no topo do IDH há cinco anos, quando comparamos os dados dos países que lideram a lista.
“A igualdade de gênero é parte de uma consciência ideológica própria dos noruegueses, é um ideal muito estimado aqui. Mesmo assim ainda temos algumas diferenças importantes entre os gêneros, temos que reconhecer isso. Se por um lado vemos alta participação de mulheres nas universidades, chegando a representar 70% dos formados na Universidade de Oslo em 2013, elas costumam optar por trabalhos de meio período e no setor público, enquanto os homens predominam na iniciativa privada”, analisa Pedersen.
Taxa de Natalidade e Educação
Além de salários e oportunidades semelhantes para homens e mulheres, o Estado ainda incentiva o aumento da taxa de natalidade, pagando os salários das mães por um ano, dando bolsas para os jovens até a maioridade e oferecendo educação gratuita de qualidade.
“Nunca me senti discriminada e acredito que sempre tive as mesmas oportunidades dadas aos homens. Agora tive o meu primeiro filho e pretendo ter outros. É muito bom poder ficar cuidando dele por um ano, com a certeza de que voltarei ao meu emprego depois”, diz a fisioterapeuta Christina Tanem, 33 anos.
A busca por aumentar o número de nascimentos no país se deve ao envelhecimento da população, fenômeno que afeta com gravidade diversos países da Europa. Especificamente na Noruega, a porcentagem de pessoas com mais de 67 anos era de 8% em 1950. Em 2014, esse índice chegou a 13%.
Nas últimas décadas, como parte desse processo, o país alterou o perfil das mulheres que têm filhos. Na Noruega, as mulheres têm seus primeiros filhos, em média, com 28,6 anos, e mais da metade delas (54,9%) o faz sem estarem casadas.
Outro dado interessante é que, em 1970, 11% dos nascimentos vinham de mães adolescentes. Hoje, esse número caiu para menos de 2%. A mudança foi possível com a legalização do aborto, que faz parte das políticas de igualdade de gênero do país e, anualmente, é a escolha de 2% das mulheres entre 20 e 24 anos.
Além das licenças maternidade e paternidade, a educação pública e gratuita de qualidade é outro elemento central para incentivar os noruegueses a terem filhos.
“Os alunos vão para uma ou outra escola devido à proximidade de suas casas e o Estado faz testes anuais para acompanhar a qualidade de cada instituição. Os diretores têm bastante autonomia, pois há apenas um currículo básico e os métodos podem ser alterados, não existe uma regra sobre número de alunos por sala, por exemplo. Aqui também temos projetos em comum entre alunos de séries diferentes, pois fazemos com que os mais velhos desenvolvam habilidades, como ensinar os mais novos”, conta Elin Brandsæter, diretora de uma escola que reúne 538 jovens de 38 nacionalidades diferentes, que cursam ensino primário e secundário.
O cientista social Pedersen concorda com a centralidade da educação no modelo nórdico de sociedade. “Um aspecto realmente importante da sociedade na Noruega é o modelo de educação pública, muito inclusivo. Ele propõe a interação entre crianças de diferentes classes sociais, o que gera inúmeras consequências positivas. Um dos nossos desafios é manter essa característica, mesmo quando os imigrantes passam a viver em locais mais segregados, por exemplo. De qualquer maneira, se o ensino fosse privado aqui esse desafio seria ainda maior. O modelo deu mais certo aqui porque os guetos são maiores na Suécia e na Dinamarca. Na Suécia, houve inclusive um movimento de privatização das escolas, mas acabou sendo muito malsucedido.”
Monarquia
A aparência de modernização na Noruega é acompanhada de um traço curioso: o país ainda é uma monarquia. O rei Harald V (foto) tem poderes limitados, mas realiza reuniões semanais com o gabinete do primeiro-ministro.
Além das formalidades, Harald V também desfruta de alta popularidade. Segundo pesquisa divulgada em 2014, ele tinha 90% de aprovação da população, o que lhe dava o título de monarquia mais popular do mundo. As famílias reais de Dinamarca e Holanda apareciam na sequência do estudo, com 80% de aceitação.
Assista a esta reportagem através do link https://youtu.be/mktliDinZ4A.
Fonte: Portal Opera Mundi

sexta-feira, 8 de junho de 2018

ANTHONY BOURDAIN MORRE AOS 61 ANOS



O chef e apresentador norte-americano Anthony Bourdain morreu nesta sexta-feira, 08, aos 61 anos. O chef estava na França gravando um episódio do programa Parts Unknown (Peças Desconhecidas, na tradução livre para o português), que apresentava na CNN, e foi encontrado morto no quarto do hotel pelo chef francês Eric Ripert. A suspeita é de suicídio.
Segundo nota divulgada pelo canal de notícias, do qual era contratado: “é com tristeza extraordinária que podemos confirmar a morte de nosso amigo e colega, Anthony Bourdain. Seu amor de grande aventura, novos amigos, boa comida e bebida e as histórias notáveis do mundo fez dele um contador de histórias único. Seus talentos nunca deixaram de nos surpreender e vamos sentir muita falta dele. Nossos pensamentos e orações estão com sua filha e família neste momento incrivelmente difícil”.
Nascido em Nova York (EUA), Bourdain formou-se em gastronomia pelo Culinary Institute of America (CIA), em 1978. Foi chef de restaurantes como a Brasserie Les Halles, mas ganhou fama ao publicar o livro Cozinha Confidencial, biografia em que narrava os bastidores (muitas vezes, obscuros) do mundo dos restaurantes. Apresentou diversos programas de viagem e culinária na TV e, desde 2013, se dedicava ao programa Parts Unknown.
Fonte: Portal Revista Menu

HEMOMINAS ABRE NESTE SÁBADO PARA COLETA DE SANGUE


Não é necessário agendar para doar neste sábado, mas, quem não puder, pode agendar gratuitamente pelo número 155, opção 1, para doar durante a semana
Como parte da mobilização pelo Dia Mundial do Doador de Sangue, que acontece no próximo dia 14, e visando aumentar a quantidade de doadores de sangue, normalmente mais baixa neste período mais frio, a Fundação Hemominas em Poços de Caldas, município do Sul de Minas Gerais, vai abrir suas portas amanhã, sábado, 09, das 7h às 11h30. A Fundação Hemominas em Poços de Caldas está localizada à Avenida José Remígio Prézia, 303.
De acordo com o setor de captação da Hemominas na cidade, para este sábado, 09, não é necessário que os doadores espontâneos façam o agendamento, no entanto, ressaltam para aqueles que não puderem fazer a doação, que agendem para fazê-la ao longo da semana. Este agendamento pode ser feito através do telefone 155, opção 1 (um), a ligação é gratuita, ou através do site da Fundação, endereço site www.hemominas.mg.gov.br.
“Nós abrimos no feriado da semana passada e, geralmente, atendemos também no primeiro sábado de cada mês. Vamos abrir neste sábado para incentivar mais pessoas a fazerem a doação. Estatisticamente os doadores se afastam das unidades neste período. Recebemos normalmente 60 doadores por dia e esta semana, este número diário caiu para 20, em média. O problema é que a necessidade dos hospitais não diminui, pelo contrário, até tem aumento nesta época. Então, precisamos manter nosso estoque abastecido para o atendimento”, relatou Maria Lauriceia Esteves Cardoso, captadora da Hemominas.
A Hemominas em Poços de Caldas abastece 12 hospitais da região Sul de Minas. No posto são recebidos de 1100 a 1200 doadores por mês. O ideal seria ter pelo menos 1400 doações mensais. Para doar é necessário ter e estar com boa saúde, não ter tido hepatite após os 11 anos de idade, ter entre 16 e 69 anos, pesar mais de 50 quilos e não estar em jejum. Há ainda outras regras, como não ter feito tatuagem nos últimos 12 meses e não ter sido submetido a exames de endoscopia ou broncoscopia nos últimos seis meses.
Quem tomou algum tipo de vacina deve aguardar pelo menos 48 horas para fazer a doação. No caso dos menores de 18 anos é necessário ir acompanhado de um responsável ou levar a autorização para doação, assinada. É obrigatório que o doador apresente documento oficial com foto.
A doação dura em média, de 40 a 50 minutos, incluindo todo o processo de avaliação médica, alimentação e hidratação. Homens podem doar a cada três meses e mulheres, a cada quatro meses. No caso dos homens, são retirados 450 ml de sangue e das mulheres, 410 ml, quantidades seguras e que não causam riscos ou fazem falta ao organismo de quem doa. Antes do procedimento, os doadores recebem orientações, passam por rápida testagem hematológica e recebem um lanche, disponibilizado também após a doação.
“É fundamental que todas as pessoas que puderem colaborar, colaborem, porque qualquer um de nós pode precisar de uma doação de sangue. Poços é referência para muitas cidades da região, o que reforça ainda mais a importância da Hemominas na cidade e a garantia do atendimento”, afirmou o secretário de Saúde, Flávio Togni de Lima e Silva.
Atendimento
A Hemominas em Poços de Caldas atende de segunda a sexta-feira, das 7h às 11h30 para coleta de sangue. Às quartas-feiras também tem coleta das 16h às 20h. E sempre no primeiro sábado de cada mês, a fundação funciona para coletas de doadores das 7h às 11h30.
Maiores informações podem ser obtidas através do telefone (35) 2101-9300. Já o agendamento para doação pode ser feito, gratuitamente, pelo número 155, opção 1 (um), ou através do site da Fundação, www.hemominas.mg.gov.br, aonde é possível obter outros detalhes sobre a doação de sangue.
Fonte: Portal Prefeitura de Poços de Caldas

ALTO ESCALÃO DE FACÇÃO ESTÁ ENTRE PRESOS ENVOLVIDOS EM ATENTADOS NO TRIÂNGULO


Força-tarefa das polícias Federal, Civil e Militar detém cinco integrantes de facção envolvidos no planejamento dos ataques a veículos e propriedades públicas no Triângulo
Quatro homens e uma mulher com ligação confirmada com a organização criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) foram presos em operação conjunta das polícias Federal, Civil e Militar realizada na manhã desta sexta-feira, 08, em Uberaba, no Triângulo Mineiro, suspeitos de envolvimento em incêndios criminosos na região. De acordo com as investigações, alguns deles têm status altos na organização.
Os bandidos detidos são considerados "disciplinas", que é o posto de quem executa punições contra integrantes que falharam de alguma forma. "O grupo estava organizado. Planejavam juntos os ataques em Uberaba e outras cidades do Triângulo, seja efetivamente praticando os crimes, seja repassando informações para que outros membros. (Eles determinavam) Quais ônibus deveriam ser incendiados, onde e de que forma deveriam atuar", afirmou o chefe do Departamento de Polícia Federal de Uberaba, delegado Marcelo Leonardo Rodrigues Xavier, em entrevista coletiva.
Só a cidade de Uberaba já sofreu seis ataques, sendo um contra um caminhão de lixo, um num caixa eletrônico e quatro a ônibus de transporte coletivo. Os ônibus da cidade têm sido escoltados pela Polícia Militar para conseguir transportar a população sem serem atacados.
"O objetivo da operação era prender oito membros de uma facção criminosa que tem atuado na nossa cidade e que tem relação efetiva com o planejamento dos ataques que tem acontecido em toda a região do Triangulo", disse Xavier. Outros nove mandados de busca e apreensão foram cumpridos. O trabalho em conjunto envolveu, inclusive, o compartilhamento de informações de inteligência, algo considerado raro entre as corporações. "Foi essa reunião de informações dos três órgãos que permitiu termos elementos suficientes para requisitar na Justiça a prisão preventiva e a busca e apreensão na residência dessas pessoas", concluiu o delegado.
O policial federal afirmou que as ações continuam e que mais prisões devem ocorrer na sequência. "Hoje apreendemos materiais importantes como telefones e registros importantes para a facção, além de uma pequena quantidade de drogas". A investigação em conjunto continua e um dos objetivos e conseguir chegar a quantas pessoas efetivamente estão ligadas à essa facção no Triângulo.
Só na região, já são 41 pessoas presas por envolvimento nos ataques. "Hoje, foram quatro homens e uma mulher, mas já tivemos outros 36 presos anteriormente. Em Araxá, foram 25, ao todo, e vamos continuar com essas operações. Vamos continuar com as ações em conjunto e as apurações vão poder pontuar qual a participação efetiva de cada criminoso. Enquanto isso, a PM continuará a escoltar os coletivos pelo tempo que for necessário, com policiais a paisana também atuando na identificação desses infratores", disse o comandante da PM na região, coronel Peres.
Apesar de certo grau de organização, o grupo não tinha objetivos concretos, na avaliação do chefe da Polícia Civil na região, delegado Heli Andrade. "Os alvos eram difusos e o grupo não tem um objetivo maior. Alguns falam sobre a morte de lideranças da facção, outros falam sobre opressão no sistema prisional", disse o policial.
De acordo com os primeiros levantamentos, muitos dos detidos em outras operações eram iniciantes na facção, passando por provas para serem aceitos, segundo o delegado da Polícia Civil. "Existem elementos (indivíduos) que sequer têm passagem e que foram recrutadas recentemente. Daí (dos ataques) em diante, agiriam em outras atividades como roubo, tráfico e outras missões", disse o militar Se condenados, os detidos podem ter de cumprir penas somadas de até 13 anos de penas por participação em organização criminosa, crime de dano e crime de incêndio.
Fotos: Corpo de Bombeiros e Polícia Militar/Divulgação e internet
Fonte: Estado de Minas

O QUE ESTÁ POR TRÁS DOS INCÊNDIOS CRIMINOSOS EM MINAS?!


Por
Oleg Abramov (*)
Coincidência? Ao chegar o sexto mês do ano eleitoral, quase que às vésperas do pleito de outubro, do nada, como um raio no céu azul, facções criminosas, de repente, sem qualquer histórico de atuação semelhante no Estado de Minas Gerais, iniciam uma onda terrorista, incendiando veículos em diferentes pontos do território mineiro.
Logo no Estado de Minas Gerais cujos índices de violência, especialmente dos crimes violentos, tem caído? Os resultados da segurança pública em Minas evidenciam o contraste com a situação alarmante de outros estados como o Rio de Janeiro; portanto, logo neste Estado?
Na manhã de hoje, dia 06/06, já se somam 50 ônibus incendiados em 25 cidades, de diferentes regiões do Estado. Uma ação muito bem planejada e com execução cirúrgica. Os jornais já anunciam que a autoria é do Primeiro Comando da Capital. Lembrando que se trata do Primeiro Comando da Capital Paulistana. O Estado cujo crime é chefiado pelo PCC e a política pelo PSDB.
Vamos fazer um exercício de especulação: lembremos que existem denúncias quanto ao alinhamento do PSDB com os referidos criminosos. Por exemplo, em 2015 a Folha de São Paulo (edição de 27 de julho) trouxe ao público declarações de testemunhas que teriam confirmado a existência, desde 2006, de um acordo entre o líder do PCC, Marcola, e a cúpula do governo paulista, do PSDB. A mesma facção que dialoga com o PSDB, partido com intimidade suficiente para sentar-se à mesa e pactuar em São Paulo, é aquela que protagoniza ataques no Estado no qual um candidato do mesmo PSDB irá disputar as eleições na condição de oposição. Será coincidência?
Aliás, entre apreensões de drogas em helicóptero de propriedade de político cujas relações pessoais são bem conhecidas e gravações telefônicas de relevantes lideranças verbalizando ameaças de morte, atos criminosos já costumam enredar o ninho tucano mineiro há muito tempo. Essa intimidade nojenta entre certa ala política com o toxico, ameaça de morte e dinheiro sujo, torna plausível a tese de que pode haver relação entre os atos criminosos recentes e o xadrez político. Há um cheiro de enxofre no ar.
E para concluir o exercício de especulação, note-se que mal os primeiros focos de incêndio apareceram, a tropa de choque da oposição ao governador Fernando Pimentel, no lugar de fazer qualquer gesto civilizado de união contra o crime organizado, “partiu pra cima”! Se apropriou do tema para tentar imprimir desgaste ao governo. Parece até que tem gente muito mais bem informada do lado de lá, do que o próprio Comando da Polícia de Minas Gerais, reconhecida como a que possui o melhor serviço de inteligência do Brasil.
O PCC tem motivos para tentar desestabilizar o governo Fernando Pimentel. Em Minas diferentemente de outros estados, o Poder Público exerce efetivo controle nos presídios. Não concilia com o crime organizado e não abre espaço para sua atuação, de recrutamento e comando, de dentro das penitenciárias.
Por fim, cabe realçar que quase duas dezenas de estados no Brasil vivenciaram dilema semelhante. Um problema que já é nacional requer ações do Governo Federal, porém, é sabido que Temer é completamente negligente em relação a este e todos os problemas que atingem nosso povo. Diferentemente de Minas Gerais, cuja resposta foi rápida: 70 prisões já foram feitas, incluindo a de líderes do PCC.
Não tenho como afirmar nada. Mas é difícil engolir que é tudo mera coincidência.

(*) Graduado em História pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), turma de 2003, e dentre outros títulos e especializações, pós-graduado em História Econômica, especialista em História Econômica e Economia Política pela faculdade de Economia UFJF, turma de 2006, e doutor em Ciências Sociais – Doutorado em Ciências Sociais (Ciência Política·e Seguridade Social) pela UFJF, turma de 2016; Superintendente da Superintendência Regional de Saúde de Juiz de Fora (SRS/JF) desde 2017; Superintendente de Redes de Atenção à Saúde na Secretaria de Estado da Saúde de Minas Gerais, responsável pela Atenção Secundária e Terciária à Saúde (hospitais, Centros de Especialidades, Redes...); Superintendente da Superintendência Regional de Saúde de Juiz de Fora (SRS-JF) entre 2015/2017.

POÇOS DE CALDAS PRODUZ UM DOS MELHORES AZEITES DO MUNDO


Premiação de melhor azeite na categoria blend surpreendeu olivicultor por conta de ser uma cultivar de apenas dois anos
De produtor de amoras pretas e aspargos a produtor de azeite. O olivicultor e azeitólogo, Moacir de Carvalho Dias, recebeu uma das maiores classificações de azeite do mundo na categoria blend, qualidade produzida na fazenda da família. O azeite produzido em Poços de Caldas, município do Sul de Minas Gerais, disputou com mais de mil amostras.
A premiação aconteceu no final de abril, durante o Concurso Mundial de Azeite, o World Olive Oil Competition (NYIOOC), considerado o maior e mais prestigiado concurso de qualidade de azeite do mundo, realizado em Nova Iorque.
O olivicultor ficou surpreso com o resultado, pois o azeite é o primeiro produzido por ele, de uma lavoura de apenas dois anos. Depois que moeu os frutos, decidiu enviar as amostras para o concurso, mas sem pretensão alguma de premiação. “A mistura das cultivares produzidas na propriedade agradou o paladar dos jurados. Eu não esperava por este resultado, tanto é que competi com professores meus da Europa, produtores que estão no mercado há mais tempo e, de repente, a mistura que desenvolvi aqui foi a melhor da categoria. Fiquei muito feliz com o prêmio”, comemora o olivicultor.
O azeite extra virgem produzido é o resultado de dois anos de trabalho na Fazenda Irarema que, desde 1870, tinha o café como o carro chefe da propriedade. Além da plantação de oliveiras, a fazenda recebeu uma grande estrutura para a produção do azeite, que vai desde a colheita, processamento dos frutos, moagem, armazenamento e vazão do produto.
Esta primeira produção rendeu apenas 27 litros de azeite mas, para a próxima safra, a expectativa é de produção entre 1.800 e 2 mil litros, podendo chegar futuramente a até 80 mil litros.
O maquinário, importado da Europa, hoje atende não só a demanda da fazenda, bem como os produtores da região, que não têm onde extrair o azeite. Um investimento de família que já começa a dar bons frutos.
Na fazenda, também foi criado um espaço para receber turistas que queiram conhecer o passo a passo da produção de azeite. Os visitantes também participam de uma oficina de degustação e podem visitar, ainda, a casa container onde são produzidos sabonetes a base de azeite.
Geração de Emprego
Atualmente, 11 famílias trabalham na fazenda e, para os próximos anos, será necessário empregar mais 80 pessoas para a colheita das azeitonas. A produção de azeite vem crescendo em Poços de Caldas e região, chegado, aproximadamente, a 40 produtores.
Por isso, Carvalho Dias pensa em criar uma cooperativa para valorizar e agregar ainda mais valor ao azeite produzido no Sul de Minas e interior paulista, justamente neste momento em que o mercado voltou os olhos para o azeite produzido no Brasil por causa da premiação. “Os europeus, que têm tradição em azeite, passam a olhar de outra forma para o Brasil que, agora, é destaque no mercado mundial”, destaca o olivicultor.
Por ser um produto diferenciado, o azeite produzido na Fazenda Irarema varia de R$ 35,00 a 50,00. “A diferença do azeite produzido aqui e em todo Brasil é o fato de ser um azeite fresco. Assim, o consumidor tem certeza que está comprando um produto 100% puro e sem conservante”, conclui o olivicultor.
Fonte: Portal Poçoscom.com

TRF-1 DETERMINA PRISÃO DE CABO JÚLIO POR CONDENAÇÃO NA MÁFIA DOS SANGUESSUGAS

O parlamentar foi condenado duas vezes pela fraude em licitações para a compra de ambulâncias para municípios mineiros
O deputado estadual mineiro Cabo Júlio (MDB) se entrou à polícia na manhã desta sexta-feira, 08, após a chegada do mandado de prisão a Belo Horizonte, capital do estado de Minas Gerais, por causa da condenação na chamada “Máfia dos Sanguessugas”. Dois ofícios determinando a execução provisória das penas às quais ele foi condenado em segunda instância foram emitidos na última quarta-feira, 06, pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1).
O parlamentar foi condenado duas vezes pelo envolvimento em um esquema de fraude em licitações de municípios para a compra de ambulâncias com verbas do Ministério da Saúde.
A condenação por improbidade administrativa lhe impõe quatro anos de reclusão e 40 dias multa.
Em outubro de 2016, Cabo Júlio foi condenado mais uma vez a pena de seis anos de detenção em regime semiaberto e ao pagamento de mais 50 dias-multa à proporção de um salário mínimo de 2006.
As investigações do Ministério Público apontaram Cabo Júlio como autor de 20 emendas orçamentárias para 18 municípios mineiros que se comprometiam a direcionar as licitações a favor de determinadas empresas.
Segundo a decisão do desembargador Ney Bello, o então deputado federal seria um dos cabeças do esquema. No relatório ele aponta que Cabo Júlio “percebeu vantagem paga em virtude de sua atuação na proposição de emendas orçamentárias em beneficio de interesse da organização criminosa e fraudou caráter competitivo de processo licitatório ao impor que empresa integrante do grupo criminoso – máfia dos sanguessugas – se sagrasse vencedora em licitação”.
Outro Lado
Em nota, o deputado Cabo Júlio disse estar à disposição da Justiça “logo o ofício de início da execução chegue em BH”, mas informou estar interpondo recurso neste momento para reformar a decisão. Segundo o parlamentar, a decisão o pegou de surpresa. “O que nos causa muita estranheza é que um dos processos já está inclusive prescrito”, diz.
Leia a íntegra da nota:
No ano de 2002, ou seja, 16 anos atrás, o Deputado Cabo Júlio recebeu de doação de campanha de um empresário do MT – Mato Grosso –, cerca de 100 mil reais de um dos maiores empresários do ramo de ambulâncias do País. Essa doação não foi declarada e logo, se tornou ilegal.
4 anos depois, em 2006, este empresário foi preso pela operação da PF chamada “operação sanguessuga”. Todos os parlamentares que receberam recursos suspeitos, sem declarar foram processados.
Em vários processos foram ouvidos prefeitos, vereadores, presidentes e membros de comissão de licitação. Em nenhum dos mais de 10 processos e mais de mil audições nenhuma pessoa ouvida declarou ter dado ou recebido 1,00 sequer do Deputado Cabo Julio. Em todos os processos o parlamentar não tinha envolvimento político com nenhuma das cidades
Ainda assim, a Justiça Federal entendeu ser corrupção receber recursos de fraudadores de licitações mesmo sem comprovar a participação de quem recebeu. “Receber recursos dos empresários é se beneficiar do esquema”, mesmo não tendo sido comprovado a participação.
É a primeira condenação, pois a ação originária é do TRF por se tratar de prerrogativa de foro.
Nos pegou de surpresa a ordem de execução provisória pois:
1 - Nem ao menos se assegurou ao paciente o duplo grau de jurisdição. A CR/88 assegura minimamente o duplo grau de jurisdição que é a confirmação ou não de uma sentença de uma única decisão.
2 - Embora a sentença combatida seja do TRF (Órgão colegiado) inexiste sentença de Juiz singular anterior ao julgamento por aquele Órgão Colegiado.
3 - São dois processos. Em um deles a pena aplicada foi a prestação de serviços. Nunca houve aplicação de execução provisória de pena de prestação de serviços.
No outro processo a pena foi de 67 meses detenção em regime semiaberto, que está sob apelação.
O QUE NOS CAUSA MUITA ESTRANHEZA É QUE UM DOS PROCESSOS JÁ ESTÁ INCLUSIVE PRESCRITO
Estamos neste momento interpondo recurso por saber que decisão seja reformada.
O Deputado Cabo Júlio estará a disposição da justiça logo o ofício de início da execução chegue em BH.
Foto: Daniel Protzner
Fonte: Estado de Minas